<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168</id><updated>2012-01-13T09:28:31.749-02:00</updated><category term='amor'/><title type='text'>Umemailpramim</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>265</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-2125085586225160422</id><published>2010-08-29T09:56:00.002-03:00</published><updated>2010-08-29T10:07:10.218-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>novo amor...?</title><content type='html'>Acho que estou apaixonada... uma paixão comum, platônica. "O nome do meu amante... sim. A gente precisa sempre dar identidade a essas coisas do corpo e da alma. Hoje acordei e fiquei me lembrando do livro do desassossego, que cor é mesmo o sentir? O meu anda vermelho, sangra. É líquido e escorregadio pelo corpo. Ele gruda. Púrpura, alaranjado até. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Envolve. E me beija escondido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ando apaixonada. A gente não só se apaixona. Mas vai se apaixonando também pela convivência. A gente pode sim aprender a amar. Pode se encantar. Se lambuzar de desejo e cair no silêncio dos amantes. E dormir. Tenho buscado meios para ficar mais perto. Estratagemas de uma louca apaixonada e inconsequente. Busco motivos para chamar, ver, ficar por ali. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me apaixono pelo modo como me envolve. A maneira como olha pra mim. É tão bom se sentir desejada. Saber que te querem loucamete. Que você é especial, procurada, querida. Que de fato você é importante. Sim, eu tenho sucumbido à carência de tudo isso. Me leve pra onde você estiver e a minha angústia se apazigua. Você é o que me traz de volta. Me chame pra perto, me deixa encostar no teu peito. Me afaga, diz coisas bonitas e sussurre no meu ouvido. Eu preciso tanto, quero tanto. Diga que eu sou a única. Que nada mais importa. Sim, nada mais. Só eu. Só nós. Me beije e me cale. Solidão, será possível que você me arrebata assim?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-2125085586225160422?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/2125085586225160422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=2125085586225160422&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/2125085586225160422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/2125085586225160422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2010/08/novo-amor.html' title='novo amor...?'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-8577152273543856292</id><published>2010-08-18T00:37:00.003-03:00</published><updated>2010-08-18T00:41:13.539-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Amarguei umas coisas o dia todo. Quase... quase eu me peguei com o vômito nas mãos. &lt;span id="fullpost"&gt;Tem coisas que a gente quer de verdade esquecer. Mas sei lá que armadilhas a gente prega na gente mesmo. Evitei. Pensei em outras coisas mas a memória - essa que é construída, sentida, vivida, e o c... - me atropelou com tudo no meio do dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E justamente no momento em que eu me sentia tão livre dessas sombras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E elas rondam, voltam. Ficam por perto. Só pra eu lembrar que o coração ainda não cicatrizou. Mesmo depois de tanto tempo. As feridas ficaram aqui com casquinhas coçando... e ardem. Me queimam por dentro. Me sentindo pequenininha e estúpida por ter acreditado... por tanto tempo...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-8577152273543856292?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/8577152273543856292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=8577152273543856292&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/8577152273543856292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/8577152273543856292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2010/08/amarguei-umas-coisas-o-dia-todo.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-2589644964104619083</id><published>2010-07-21T22:15:00.004-03:00</published><updated>2010-07-21T23:08:27.676-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Passa-se o tempo e as dificuldades se cristalizam em sal dentro de mim. &lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei o dia sentindo esse salgado na alma. Ao mesmo tempo que o sal ressalta determinados sabores e outros saberes... sinto falta do doce. O sal conserva. E mantém a dor... em pequenos cristaisinhos dentro de você. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li umas coisas que a Luciana Julio mandou pelo twitter. (sim , aderi a esse palco de monólogos solitários que fazem bem, mas sublinham a minha solidão). Ontem sai com amigos, tomei cerveja. Senti uma coisa boa na alma por poder revisitar lugares que do encanto foram ao limbo mais salgado das mágoas. O desencanto faz parte do viver. E que merda é isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando à Lu... conversávamos sobre isso de conviver com pessoas. Eu convivo com muitas, sou alegre, etc. Mas aqui, no quietinho de mim tem um buraco... que dá vertigem de olhar. Eu tenho andado nas beiradas dele. Sempre me coloquei à disposição pra ajudar todo mundo. Eu sou disponível pra quem eu gosto, quero fazer, acontecer. Quero realizar no gerúndio do viver... E viver gerundicamente (existe?) o tempo todo... Que cansaço isso! Por que cansa. É uma maratona lenta, com sol a pino, sem água... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tinha pendurado minha capa de mulher maravilha. Há tempos. Desde a volta de Chicago. Mas estranhamente não deu certo. Ainda sinto que tem uniforme demais em mim. Hoje saí de camisetão. Cabelo desalinhado de casa pra comprar tinta. Sim, estamos arrumando o ap. Os gatos empoeirados, marido viajando, tudo fora do lugar e os trabalhos e provas me esperando aqui do lado. Mais cansaço ainda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei com um aperto tão grande na alma. Uma solidão em ruínas de mim, espalhadas pela casa. Tomei um zilhão de  chimarrão hoje pelo dia para manter a moral das tropas. Não tive férias, trabalhei, consolei, dei força, resolvi o problema da minha família, da família dos outros, alguns amigos cobram o sumiço, que eu não ligo, não apareço, sou ausente, ... tanto cansaço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei pra casa agora e chorei que nem criança. Fiquei me perguntando (fazendo listas mentais) quais são os amigos que me ligam para saber se estou bem. Eles me ligam pra me contar coisas, pedir conselhos, desabafar, corrigir trabalhos, etc, etc. Antes que eu pareça estar pintando o quadro da vítima... isso é um pedido aos amigos. Vocês podem, por favor me ligar para dizer que sentem saudades? (afffff, que coisa boa ser cafona!) Dênis amado, não vou ser injusta com você viu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas famílias... por favor, alguém quer mesmo saber como estou? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia um amigo escreveu dizendo que não sabia mais de mim porque eu não escrevia no blog. Sim, estou há MESES sem escrever outra coisa a não ser dissertação, textos científicos e relatórios de alunos. Sim, estou FARTA de modernidade. De trânsito, de notas, de emails, de celulares. Queria sumir pra um cafundó qualquer do reino do Nada. (sim, ele existe na nossa imaginação) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me vejo sendo solicitada por tanta gente. Pra fazer, compreender, ouvir, esperar, ser companheira, parceira, emprestar roupa, maquiagem, livros... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse fim de semana fui ao casamento do Juliano. Foi tão especial. A gente é amigo há mais de 14 anos. E soubemos o que é ficar brigados e fazer as pazes. Esse é um privilégio que talvez só o Pico tenha tido até então. O perdão é salgadíssimo. A gente passa o resto da vida tomando água por causa dele. Fazer as pazes com amigo é uma delícia... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei olhando o Ju na cerimônia. Me emocionei tanto. É uma amizade TÃO antiga... (poucos aqui vão entender o que isso significa) Olhei o Denis, outros amigos queridos. Outros que deixaram de ser amigos. Vi fotos minhas de 13 anos atrás. Cabelo comprido (eu carregava coisas demais na cabeça naquela época...) outras pessoas que hoje são apenas fotografias desbotadas sem pixel na minha memória...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu chorei horrores no casamento. Fiquei pensando tanta coisa, tanta gente. Tanto tempo... Tanto tanto... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E me vi ainda pelos olhos dos amigos. Pensei nas conversas de terapia. Não, eu não me mostro a pessoa forte há muito tempo para todos. CERTO? Mesmo com uniforme demais, esse já está na lavanderia... Será que eu fiz alguma coisa errada? Por que as pessoas querem que eu me importe com elas e não tenho essa recíproca? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SIm, eu preciso de férias. Mas to aqui me questionando porque não tem mãos estendidas aqui do lado. Cadê? Será possível que eu sou tão dissimulada? Duvido um cadinho disso... Ano passado assumi a depressão. Remedinho daqui e dali, muita terapia e bola pra frente. Quase ninguém me perguntou como eu estava... E esse ano, apesar da superação toda... os mesmos silêncios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu saudade de todo mundo. E de ninguém. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última 2 feira fui à casa do meu irmão. Ele comprou um toca disco. Fiquei boa parte da noite escutando os discos velhos do meu avô de música clássica. Foram os primeiros discos que eu tive. Muitos europeus. Velhinhos de tudo. Meus tesouros silenciados pela tecnologia do mp3. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei ali retomando as letras das óperas, as coreografias que eu inventava quando voltava da aula de ballet. Passava horas imaginando como aquelas músicas poderiam ser dançadas por uma incrível bailarina (que no meu sonho, claro, era eu). E adorava fazer a reverènce no final das danças imaginando os aplausos (sim, foi uma infância bem leonina! deliciosa). Me lembrei de todas as apresentações familiares que eu fazia... meu avô e meu padrinho eram os maiores fãs. Eles até davam flores no final, mesmo que só desenhadas nas folhas de sulfite. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dancei nessas memórias e voltei com o coração miudinho de saudades. De colo, de gente querida. Está chegando próximo do meu aniversário... é a data que eu mais gosto porque eu posso ter ao mesmo tempo (quase) todo mundo que eu gosto e amo. Isso tem ficado raro nos últimos anos. Talvez essa coisa esquisita chamada de modernidade. Sei lá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou muito afetuosa. Mas ao mesmo tempo muito discreta. Eu não sou aquele tipo de pessoa que entope os outros com perguntas íntimas e pessoais. Isso sempre me pareceu uma virtude porque afinal, se a pessoa quer, te conta. Mas parece que eu ando provando do meu próprio remedinho, né? Não pergunto, ninguém me pergunta. Fiquei me lembrando que a Clara, minha irmã, recebe (ainda) críticas por causa disso - ela pergunta demais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse ano pra ela foi muito difícil. Mas eu via todo mundo perguntando se ela estava bem, inclusive eu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei pensando no meu afilhado. Eu queria estar mais com ele. Sim. ELE É MUITO, MAS MUITO importante! filho do Pico e da Aninha... e meu padrinho sempre foi o máximo... queria estar mais, ser a dinda máximo... sempre quis ser a amiga máximo, a filha, a esposa, a irmã. A dor da Clara esse ano revelou - entre outras coisas, claro - que eu estou bem longe de ser a irmã máximo dela. Fiquei pensando se o mesmo acontecia com o Gu. Se isso acontece com você amigo que está lendo isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei imaginando soluções (sim, todas bem bizarras)... se eu parasse de estudar (já que não tenho estudado o tanto que eu gostaria), ou de trabalhar, ou qualquer coisa parecida. Afff... que desengonçar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei pensando se não foi por isso que eu tenho me dedicado ao taekwondo... Lutar é sempre silencioso e solitário. Mas se atinge alguém (como você mesmo...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você é meu amigo, familiar e tiver tido a paciência de ler isso até aqui... to com saudade de você, querendo atenção, colo, muito carinho. Preciso me sentir importante. Sim, preciso sim. Preciso saber que eu sou mais do que uma egiptóloga em formação, que eu sou super cdf e ocupada, que eu trabalho pra caralho pra poder fazer tudo direitinho, que sou excessivamente responsável... que eu sou mais do que a ruiva (sim, estou ruiva!) bonitinha de olhos grandes e azuis, de roupas e acessórios diferentes. Que eu sou mais que a filha e irmã séria e que quer cuidar de tudo, a mulher que tem que ser maravilhosa, companheira, forte, compreensiva; a amiga super disponível, que lembra de aniversário, de ligar, de mandar sms e email pra dizer que você - sim, você que recebeu esse email, é importante demais pra mim. E me desculpe o jeito desajeitado de pedir isso, eu acabo sempre discursando sobre a própria indignação. : ) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;essa sou eu, como você conhece. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem alguém aí? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-2589644964104619083?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/2589644964104619083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=2589644964104619083&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/2589644964104619083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/2589644964104619083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2010/07/passa-se-o-tempo-e-as-dificuldades-se.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-6143181446960512309</id><published>2010-06-14T00:12:00.003-03:00</published><updated>2010-06-14T00:32:23.855-03:00</updated><title type='text'>os silêncios</title><content type='html'>Tantos meses de silêncios virtuais. E muito se passou. Um processar que força o calar. O sentir amorfo. A morte nunca é suave. &lt;span id="fullpost"&gt;Vivi uma experiência de morte recente. E que medonho é esse descontrole sobre a vida, sobre si. Sobre isso que a gente chama de "tudo". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um calar sobre si mesmo. Sobre a própria revelação da insignificância. De um medo de não ser. De perder(-se). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebi a notícia e quase bati o carro. Ninguém que eu precisava dar a notícia por perto. Tereza em Portugal? Como se diz por email que alguém morreu? que o irmão se foi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tantos espelhamentos: irmão, marido, filhos, primos. Quando alguém morre, morrem histórias, sentimentos, esperanças. E medos. Morre um pouco - ou muito - de você. E fica lá, para sempre. Na expectativa do que poderia ter sido, de como seria. Do enfim... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você se depara com uma cerquinha que te acompanha ali, no cantinho do olho, mas que de verdade, a gente nunca quer olhar. E por mais que se tente, se veja, se creia... fica ali. Num eterno que nunca começou ou aconteceu. Naquela coisa tosca de : poderia ter sido eu, comigo,... E a sua única certeza na verdade é o seu maior mistério. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho ficado tão quieta depois disso. Cicatrizado as feridas abertas de outro jeito. Revi os meus machucados apertados pela rotina. Pisoteados pelas falas duras, inconsequentes, silenciados pela expectativa da melhora. E aí... se perde, se vai. Se deixa de uma vez. De repente. Sem controle. Sem vontade. Sem despedida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se passou um mês. Encontrei Tereza. Só sabia abraçar de novo. Só tenho feito escutar. Os lamentos e desesperos de quem não crê em nada a não ser na própria limitação disso que é a vida, o corpo, o sentir. Não Tereza. Mas os demais... Dói. Não tenho tido a coragem de dizer nada. Só deixar passar. Respirar e esperar. Deixar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não imaginar o fim. Nem nada. Só ver o que fica, se fica, dentro da gente. No silêncio de um escuro, cheio de mistérios que apertam, expremem você do avesso. Restou? &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-6143181446960512309?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/6143181446960512309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=6143181446960512309&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/6143181446960512309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/6143181446960512309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2010/06/os-silencios.html' title='os silêncios'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-4454511658566614688</id><published>2010-04-21T17:21:00.002-03:00</published><updated>2010-04-21T17:39:12.705-03:00</updated><title type='text'>Outras vitórias</title><content type='html'>Essa semana passei os dias pensando porque as coisas nunca vem facilmente pra mim. Muito mais que do que uma reflexão pseudo-vitimista... não se trata de lamentar. Mas de redescobrir valores em coisas que ficam aqui, bem no cantinho do fundo da gente. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Perdi o campeonato do domingo. Doeu - e doeu fisicamente também. Tenho hoje uma coleção de hematomas nas pernas e nos pés, dignas de ser apelidada de dálmata, um olho machucado e um cortezinho na boca. Ok, esperado. Uma vez que eu sou branca ao extremo os hematomas não são novidade. Achei graça da minha reação no espelho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lutei uma vez. Comecei ganhando com 2 pontos de vantagem e terminei arrasada no primeiro round depois de um soco - muito bem dado - no olho direito. Perdi a visão no restante da luta. E perdi o resto todo. Saí de lá me achando péssima apesar de me fortalecer - naquelas - com o fato de ter me inscrito e participado. Os famososo "prêmios de consolação" que a gente se dá ao longo da vida. Dormi mal pensando no que poderia ter feito, como deveria ter esquivado... enfim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto é perceber o lance mais sutil disso. Tinha discursado na sala de aula naqueles dias que a gente não ganha todas. E achei graça quando pedi pra escutar o discurso de novo. Faltou. É interessante como a gente fica escravo da vitória. Há um peso - diria sobretudo nas mulheres - de que vencer é o mínimo, obrigação e dever social. A gente tem que ser linda, forte, sensível, emotiva, delicada e guerreira, inteligente, resolvida, gostosa, sarada, bem-humorada, descolada, modernosa e carinhosa, etc. etc. Affffff... cansa. Isso sem contar as outras obrigações de mãe, esposa, chefe, .... afffff de novo. A gente vive num mundo que não nos permite perder, ficar doente, descansar, ficar de saco cheio, de mau-humor, dar piti... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi estranho perceber que comprei o pacote desse século e não tinha me dado conta que estava pagando as prestações. Notei que o meu nível de auto-exigência estava acima do esperado - inclusive por mim. Havia naquela semana corrigido provas, preparado curso, aulas na pós, trabalho voluntário, treino pré-competição, nadado, ido ao salão de beleza, cuidado dos gatos, ... e o resto todo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou aqui com as medalhas na parede e pensando o que elas significam pra mim. Todo aquele papo de "mostrar pra mim mesma que eu posso" fica presente nesse silêncio. Mas por que eu preciso provar pra mim que eu posso ainda fica sem resposta. Tem um gosto de saber que eu preciso ser desafiada, preciso sentir que estou progredindo, tentando. Mas ontem - não por acaso - o Juliano me dizia que eu não comemorava as minhas vitórias na mesma proporção que lamentava as derrotas. Calou fundo. Eu tinha acabado de saber do último resultado da prova de línguas. Passei em 3. E isso estava "ok". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora há pouco, passando as pomadas nas pernas e gelo no olho fiquei sentindo uma vontade enorme de rir desse meu jeito de criança querendo provar pra si e pro mundo que já pode passar de ano. Mas a gente precisa fazer as provas antes. Não dá pra avançar sem os ritos de passagem. E eles revelam justamente esses silêncios do canto da alma. Mostram os limites e aquilo que a gente ainda teme da gente mesmo. Acho que olhar pra esse cantinho de mim já me permite celebrar. Uma outra competição: disputo comigo mesma o direito de não vencer. De aposentar as toalhinhas. De simplesmente me inscrever no jogo. E saborear a emoção de estar ali. Aqui. Na vida. No meio de algo que eu tanto desconheço... sem linha de chegada. Quem disse que a gente chega em algum lugar?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-4454511658566614688?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/4454511658566614688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=4454511658566614688&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/4454511658566614688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/4454511658566614688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2010/04/outras-vitorias.html' title='Outras vitórias'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-138022506365125283</id><published>2010-04-01T22:16:00.002-03:00</published><updated>2010-04-01T23:10:12.494-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Formatura da Gisele na semana passada. A segunda. Estive la novamente e com uma sensação curiosa. As coisas mudam mesmo em poucos anos. E de um jeito que surpreende. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Talvez a minha amizade com a Gisele nunca tivesse começado. TInha tudo e nada para acontecer. E sei lá porque, a vida se encarregou de deixa-la mais perto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ano passado ela ficou na França. Eu em Chicago. Ficamos em conversas virtuais tão mais próximas do que as que tivemos aqui. Meu último episódio antes dela viajar foi uma visita frustrada que não aconteceu. Fui comprar um livro de presente de Natal. Ela viria aqui as 18hs. Chegou e eu não. Mas ela estava com uma torta. Levou a torta e um cano pra casa. Cheguei em casa achando que ela ia me jurar de morte com a torta (sim, elas podem ser armas perigosas). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos encontramos depois para a sua despedida, desta vez sem tortas ou objetos perigosos. Só um milkshake de nutela... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que todos os episódios com a Gisele são, além de intensos, divertidos. Sempre há coisas para rir de tudo o que passamos. E ir à sua formatura me fez rever todas essas coisas como num filme: as reuniões do GECA (grupo de estudos de coisa antiga - para felicitar a nossa ânsia em estudar a antiguidade sem um método pra isso), as aulas na faculdade e os planos para um dia futuro (que já chegou, sem avisar) de decisões profissionais e tal. Hoje, mais maduras, a gente começou a perceber que as afinidades, muitas vezes não estão latentes, mas ficam ali no plano sensível. Charmosas e camufladas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei admirando. Olhando a versão 2010 da Gisele. Alta, mais dona de si (sim, isso é possível), autocritica, cheia de planos concretizados e mais um monte por fazer, cheia de insatisfações e com uma coisa que eu me impressiono mais, e que é o mais bonito dela: de ritualizar a si própria. eu acho que é aí que a gente se aproxima - no silêncio - já que somos bem pouco silenciosas. Eu determino - e faço. Depois celebro as minhas pequenas e grandes decisões, o que foi e que será. Ela também. É isso que deixa a vida mais bonita ainda? Que dá vontade de continuar andando aqui e ali sem ter a sensação que a gente só andou em círculos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa segunda formatura estava diferente da primeira... a vida, a companhia,mais curtida... um tanto menos e demais deslumbrada com algumas coisas, menos arrogante e bem menos dona de mim do que eu havia projetado. Esse encontro - menos doloroso e mais divertido - comigo mesma deixou um eco. Das risadas da Gisele sobre gênero, sobre os nossos dilemas entre a mulher moderna e aquilo que reservamos para muito íntimos: uma fragilidade do sentir.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigada, Gi pelas formaturas da nossa vida. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-138022506365125283?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/138022506365125283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=138022506365125283&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/138022506365125283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/138022506365125283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2010/04/formatura-da-gisele-na-semana-passada.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-7219532705053219682</id><published>2010-01-26T22:43:00.002-02:00</published><updated>2010-01-26T22:52:19.124-02:00</updated><title type='text'>o renascer</title><content type='html'>Hoje eu escrevo. Diferentemente do antes, da dor, da perda, do desapegar... Hoje é o hoje. E por mais auto-ajuda que isso pareça. Aí vamos nós. Em 2010. O ano em que faremos contato. Com alguém lá fora ou aqui dentro. Não importa. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Novidades? Não. Não muitas. Os mesmos assuntos na mesma vida e no mesmo corpo. É o mesmo espírito também. Ah, sim! As minhocas. Claro. Elas dormem, acordam. Comem bem e continuam sua vida perturbadora. &lt;br /&gt;Os gatos. Sim, Filó e Fred mais lindos, manhosos, queridos e tudo de bom. Chicago continua no peito, no corpo e claro, no cérebro. As sombras... só quando aparece o sol. &lt;br /&gt;Achei graça de começar a ter vontade de escrever, depois do jejum... com os mesmos pratos. Nem sei se mais apimentados, doces, amargos, ou tudo ao mesmo tempo agora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem mais música no Ipod, mais livros pra ler, amigos pra ver, noites pra fazer amor. Tem mais relação pra discutir, carro novo pra parar no trânsito, questões na humanidade pra se indignar. Terremotos, guerras. Tudo sempre igual mas mais diferente. Mais agora, mais meu. E meu mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Nosso? O Juliano? Também mais meu. E mais nosso. Do nosso jeito. Mais ainda do nosso jeito. Reinventado diariamente na receita inesperada de viver. E amar. Aqui, em todo lugar. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-7219532705053219682?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/7219532705053219682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=7219532705053219682&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/7219532705053219682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/7219532705053219682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2010/01/o-renascer.html' title='o renascer'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-4920618860206372076</id><published>2009-10-04T20:47:00.002-03:00</published><updated>2009-10-04T20:57:51.398-03:00</updated><title type='text'>um sono</title><content type='html'>Tenho sentido muito sono. Um daqueles profundos que te dragam a alma pro fundo de qualquer coisa. Não tenho conseguido resistir. Também não tenho me esforçado. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Parece que um lado meu silencia. Sonolento. Com um cansaço que dói. E me tira as vontades. Não tenho visto ninguém. Passo os momentos que posso dentro de casa. Com os gatos e os travesseiros. Tenho perdido a vontade de ler emails. De ler qualquer coisa, caindo num desatino do mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vontade de me espreguiçar pra sempre e deixar acordar - lentamente - os cantos adormecidos de mim. Parece que eu durmo há 100 anos. Numa floresta escura de árvores grandes e velhas. Com sombras e frio. Tenho me sentido cada minuto mais escondida debaixo das cobertas, sem querer levantar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana passada vi um dos filmes sobre Napoleão e fiquei pensando sobre essa dificuldade de enfrentar o adiamento das coisas. Da vitória, por exemplo. Adiar a vitória é perder... Ou do pavor crescente de ter que, em algum momento, falhar... afinal, não há como fugir desse roteiro aqui no planeta. Se humanizar tem parecido para mim ultimamente essa constante de aceitação.... do limite, da falta, do fim, do não, do esperar e do perder. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo o que eu tenho conseguido fazer é dormir, cada vez com mais sono. Sem vontade de ir mais. Sem a fúria napoleônica... nem mesmo a que se revolta diante do combate vencido. Nada. E me vejo aqui, rodeada de mim mesma, monótona, entendiante. Sem nada. Desajeitada nessa tentativa de ser viva. Partida em pedaços que eu não entendo e nem sei como juntar. E tudo isso me dá um cansaço... que desisto no sono, de abandono, de não-desejo, de silêncios dentro de mim. De querer parar. E dormir para os próximos 100 anos. Sem acordar mais... nunca mais.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-4920618860206372076?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/4920618860206372076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=4920618860206372076&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/4920618860206372076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/4920618860206372076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2009/10/um-sono.html' title='um sono'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-8017078457194479581</id><published>2009-09-15T17:25:00.002-03:00</published><updated>2009-09-15T17:42:54.665-03:00</updated><title type='text'>um ópio</title><content type='html'>Há uma fraqueza em se reconhecer humano. E é isso que dói. Não a dor em si, mas o que ela representa na nossa (in)finita limitação. Tenho pensado sobre o que é o limite do viver, do sentir. E mesmo do pensar. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Essa semana dando uma aula sobre Iluminismo me deparei com um lado meu tão séc XVIII, no seu sentido mais arrogante. Acreditei que era possível entender - pela razão - as coisas que a razão desconhece. E não por acaso ouvi o grande Renato dizendo isso repetidamente na minha orelha esses dias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente o assunto da aula seguinte seria o período napoleônico e todo o movimento romântico num cenário europeu fragilizado pela guerra e pela certeza da limitação do pensar. Mas ainda crendo numa amplitude do sentir sem fim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei graça de mim mesma tentando explicar isso aos alunos - adolescentes - com as crises todas e as percepções do mundo "gente grande" se abrindo diante deles. Explicar o que é pensar e sentir, tão óbvio que cega. E foi assim que me senti. Meio Ensaio sobre a Cegueira (de mim mesma). Digo meio porque foi assim que me senti. Ao meio. Estou em milhares de cacos como diz Adriana Calcanhoto. Tão pequenos que não os enxergo para buscá-los no chão. Não sei por onde começo e talvez a fraqueza esteja justamente em assumir que não se pode começar a não ser pelo reconhecimento que somos fragmentos fragmentados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em pedacinhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E durante a aula fiquei me perguntando como se ensina a viver. Tem tantas coisas aqui dentro que não aprendi na escola e tãopouco na poesia dos outros. A ciência: classificatória, mas pouco elucidativa. Não sei mesmo... e por isso tudo me senti tão fraca. Voltando para casa fui surpreendida outra vez com uma música do Men at Work. Sobre as coisas que me ensinaram: ser responsável, prática, e uma lista enorme de adjetivos criados para preencher nossa falta de vocabulário de nós mesmos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei com o peito apertado. Uma angústia que não cabia mais em mim, nem no choro. Me senti sem casa. Não posso morar em mim se não conheço esse espaço. E não consigo sair de casa. Passei o resto da noite divagando pelos cantos da sala com os gatos como eu poderia me dar conta. Ou solucionar. Caso pra levar pra terapia? Um remedinho aqui pra acalmar a ansiedade? Me perdi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E voltei a procurar músicas que cantavam por mim. Tinha perdido a voz nesse emaranhado de pensamentos descabelados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei com saudades do meu cantinho escondido não sei onde. Da minha solidão tão cheia de respostas. De uma certeza que não existe. Sem garantias. De nada. Ninguém. Acordei com a Filó abraçando os meus cabelos. E uma ansiedade cheirando a ópio. Sem saber falar, ouvir, ver. Sem sentido algum em mim. Sem Razão, sem Sentir. Um vazio povoado pelo horror de mim. E só. E era tudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurei o Juliano, não tinha chegado. Não sabia bem as horas mas deveria ser pouco antes da meia noite. Fugia desse fim de nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-8017078457194479581?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/8017078457194479581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=8017078457194479581&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/8017078457194479581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/8017078457194479581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2009/09/um-opio.html' title='um ópio'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-6264232474137160775</id><published>2009-08-31T22:38:00.002-03:00</published><updated>2009-08-31T23:54:09.432-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Descascar a própria cebola ainda é ok... mas o desafio é acompanhar - sem deixar de chorar - o outro despelando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico ansiosa. E distante. E mais próxima tentando ajudar. Mas quanto mais perto, mais os olhos se afogam. E aí eu não consigo ver mais nada. E não saio do lugar. e me afogo nesse olhar sem rumo e sem visão. Sem fronteira do que é o meu e dele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico esperando. E sem resposta eu me afogo. E nado. E sofro e esbravejo. Podia secar os olhos e olhar melhor. O descascar doloroso com as lágrimas alheias. Mas isso não se pode fazer quando vamos juntos à cozinha e nos metemos a descascas tantas das cebolas espalhadas pelo chão. Deixamos de ver. Inclusive o viço do que está vindo. Depois do corte. Depois da primeira pele retirada. Do cheiro entranhado nas unhas. E ficamos dopados nessa tortura de (se) despelar. Não esperamos pelo outro. Por que não vemos. Mal sabemos segurar a faquinha semi-enferrujada sem correr o risco de fazer outros cortes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ali... naquele silêncio de angústia do assassino nós testemunhamos - de luto ainda - o despelar vagoroso do outro. Como cúmplices de um crime de amar e aprender. Criminosos pela ignorância do viver e do enxergar. De tão perto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tão perto, com os olhos marejados e entorpecidos pelo cheiro inconfundível e desagradável de cebolas (sim, fedemos!) podemos sussurrar um ensaio de texto de amor. De querer, sem saber como, viver. Mais. Perto. Dentro. Do outro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-6264232474137160775?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/6264232474137160775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=6264232474137160775&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/6264232474137160775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/6264232474137160775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2009/08/descascar-propria-cebola-ainda-e-ok.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-1237377727952946968</id><published>2009-08-31T06:44:00.002-03:00</published><updated>2009-08-31T07:08:08.771-03:00</updated><title type='text'>descascando a cebola</title><content type='html'>Nunca gostei de cebola. Tiro isso da pizza, da salada, até dos sanduiches dos trashfoods por ai. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Voltei há um mês exatamente. E essa volta me empurra mais pra lá do que pra cá. Fico tentando recompor as coisas dentro de mim e perceber o quanto mudou e o que ficou aqui dentro. Me sinto devastada por uma porção de coisas que não tem nome, que não sei explicar. E tudo vem assim, rápido e avassalador, quase num vômito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morreu muita coisa lá. Num "desastre de avião" mesmo. Joguei algumas da Thais sem paraquedas no meio dos oceanos. Sim, queria matá-las. As outras talvez tenham morrido por acidente e eu não tive a chance de resgatar nenhuma. Sorte a minha. Embora ainda tenham ficado alguns quase-luto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parte mais difícil de voltar é estar mesmo imersa no que eu chamo de realidade. Essa palavra tem ganhado cores e sons diferentes desde então. Mas talvez seja essa a mágica. Conversando esses dias me dei conta - finalmente - que o vivido foi mais que uma simples viagem de estudo, pesquisa e o escambau. Rito de passagem combinado com o fim do retorno de saturno? ai ai, me amedronta um pouco essa coisa ritualística toda... uma tentativa de encher de significado a minha crise de realidades? Poderia ser se eu não levasse em conta a sensação de morte aqui dentro. Olho pra trás e não me reconheço. É assustador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me sinto mais um monte de coisas e menos um outro tanto. Como se eu tivesse feito um regime para engordar e emagrecer ao mesmo tempo... e me vejo naqueles espelhos de parque de diversões. Tem sido divertido provar roupas e ver que elas não servem mais. Ontem tentei explicar ao Juliano que a mulher dele estava diferente. Mas o desafio disso é que por enquanto só eu vejo essas coisas. Acho que ele - e os demais - ainda veem as falecidas na minha frente. Ficaram no mar. Mas eu entendo. São tantas as mortes que ainda não deu tempo de contabilizar as vítimas aqui. Pior que acidente comum e assassinato premeditado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei tentando mostrar quem tinha morrido. Expliquei. Mas acho que ele ainda não vê a diferença. Há uma porção de coisas que eu não quero mais. E isso me liberta de sentir medo, porque - de verdade - eu posso controlar quem eu quero que entre aqui. Alívio... e uma sensação de um carinho no coração. De não exposição... de fim. sem luto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí me vejo sentada a essa hora da manhã com uma pilha de coisas pra fazer... tentando descascar cebola. Chorando e descobrindo nisso a beleza do que há por dentro. Que eu sempre tinha me recusado a ver. Arrancando a pele feia, murcha e escurecida. Jogando fora coisas que eu não queria mais ver, nem sentir. Mas como toda pele arrancada, dói. E vejo maravilhada essa coisa toda brilhando, lustrosa. Me enchendo de orgulho de ser o que eu sou. E ter o que tenho. Que na verdade é só meu mesmo. E que ninguém tem acesso. Semi-escondida pro mundo, descascada devagar. E aí o sentir-se solitária foi mais prazeiroso que antes. Foi um desapego de tanta coisa e tanta gente. Amassados nas cascas destroçadas pelo meu desprendimento. Mutilados com uma faquinha pequena, de pouco corte. Extirpando as manchas de antes. As imagens dos outros estampadas nessa pele quase sem lustro. Secando as dores que esfarelavam com o movimento das mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E volto, e arranco. Tiro todos os pedaços cuidadosamente. Chorando. Me vendo. Sentindo esse cheiro entranhado nas mãos. Nascendo. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-1237377727952946968?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/1237377727952946968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=1237377727952946968&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/1237377727952946968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/1237377727952946968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2009/08/descascando-cebola.html' title='descascando a cebola'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-5645054110241205455</id><published>2009-08-16T19:26:00.002-03:00</published><updated>2009-08-16T19:51:10.883-03:00</updated><title type='text'>Tell me... you love me</title><content type='html'>Estranhamente as coisas aparecem à nossa frente. Eu adoraria acreditar no acaso. Mas acho que ia ser entendiante crer nisso. Ou pior, eu ficaria achando que o mundo é mais simples do que eu acho que é, ou que eu sou mais limitada do que os meus limites alcançam. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Fiquei me perguntando esses tempos porque Narciso gosta de espelho. A mitologia insiste numa vaidade. O perigo do espelho, ao contrário do que dizem, é que ele sempre revela. E as suas fantasias ali depositadas são engolidas pelos olhares atentos - cruéis - do espelho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que admiro Narciso. E mesmo a madrasta da Branca de Neve. Mas temo o espelho cada vez mais. Ontem dizia ao Juliano que eu gostada da solidão. Apesar de ser sociável e gostar demais de gente eu amo ficar sozinha. Sozinha mesmo. Sem espelhos. A solidão me acalma, me tira do mundo onde os espelhos me rondam e me mostram demais - o tempo todo - como eu sou e vejo o mundo. Quando se está só não se faz isso. Ou melhor, ninguém te faz isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uns drs sobre a volta ao Brasil eu fico pensando porque Chicago me faz tanta falta. A solidão... eu não precisava me incomodar de estar sendo observada num grande big brother de relacionamento, ou mesmo me importar em agir para nada. A solidão preserva você de um monte de desafios. Ela me cala. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem assisti o primeiro episódio de um seriado que dá o nome a esse post. Sim. Não é, ao contrário do que parece, nada romântico, num sentindo raso. Mas talvez evoque o romantismo no seu sentido mais original de tempestade. E ímpeto. Tão humanos. E mais que isso é grandioso perceber que todos nós - humanamente humanos - temos problemas - de seres humanos. Humanizar-se deveria ser uma expressão usada com mais cautela pelos especialistas (em humanos?). Não é simples e sempre que a gente pode buscamos lugares vagos nos assentos superiores do estádio da vida. E sempre alguém com uma lanterninha, no meio do show nos enxota dali nos mostrando - mais uma vez - nosso lugar na platéia. Sim. É cruel que nosso comportamento seja ainda de farofeiro nesse assunto. Do jeitinho "brasileiro" que é fiscalizados por leis americanas sérias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi 4 ou 5 casais tendo todo o tipo de problemas na relação. Em idades diferentes. Se você ainda tem dúvida sobre relacionamentos, perca a virgindade e assista. As dúvidas ficam na verdade em qual dos casais você vai ficar mais parecido. Achei graça. Na verdade não há alternativa. Você pode ficar pulando todos os galhos frágeis do comer junkfood descartável das relações... sim, e se descobrir uma pessoa incapaz de fazer vínculos ou de segurar de verdade um espelho nas mãos. Ou se atirar num relacionamento - sem ilusões de que não há drs e problemas - e ter que lidar com as próprias tripas o resto da vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou... fique lendo literatura e livros de auto-ajuda. De repente você aprende pelos outros e descobre que está perdendo tempo em não tentar nada do que foi dito acima. Sim. Estou amarga. E muito. E doída. Pelos relacionamentos? Não. isso seria mais simples. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por humanizar-me. Hoje cedo li uma revista que falava sobre a morte. E que a gente morre lentamente. E que a vida agradece. Tive um curto circuito interior. Morrer aos poucos... achei completamente deprimente. Sim, a idéia de morte me deprime. Prefiro pensar que a gente pode renascer. E que pra isso as mortes precisam acontecer na vida. No plural: as mortes. Não penso isso como um absoluto. Eu ouvi hoje que haviam várias de mim. Fiquei pensando numa coisa meio serial killer: qual delas eu mataria primeiro em mim? ou se matá-las todas morrem numa relação - louquésima - de simbiose. Mas gostei de poder escolher quem de mim morreria. E de certo por uma causa nobre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas talvez o mais desconcertante em se relacionar é se permitir morrer e nascer ao mesmo tempo muitas vezes. Muitíssimas vezes ao mesmo tempo. Amar é tão anti-linear. Os espelhos do outro refletem a gente com formas que deixariam os alucinógenos sem emprego. Fiquei olhando uma foto do Juliano comigo. Fiquei fantasiando uma coisa meio robocop: (bem cafona, mas é o que veio...) uma pessoa feita por espelhos. Acho que a gente é assim no mundo. A gente nunca consegue se ver de verdade porque também somos de espelho. E o máximo que a gente consegue é quebrar o espelho do outro. Pra depois ver que a nossa imagem ficou ainda pior do que antes. A gente se arranha, se trinca. E segue vivendo cheia de marcas no olhar, sem nunca conseguir ver direito ninguém. Só as coisas, que também se mutam em cores estranhas pelos nossos reflexos de luz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu senti raiva hoje. De ser espelhada e do outro não se ver por mim. E de eu me iludir nesses reflexos confusos achando que me via em algum lugar. Quis fechar os olhos e voltar. Silenciar o esconde-esconde das relações. Assistir outros episódios na esperança que eu possa me ver. Mas ainda assim será outro espelho. E espelhos que refletem espelhos traduzem um infinito de buscas. Não posso acreditar que isso seja morrer aos poucos. Mas que pode ser a busca do viver. Solitariamente...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-5645054110241205455?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/5645054110241205455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=5645054110241205455&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/5645054110241205455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/5645054110241205455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2009/08/tell-me-you-love-me.html' title='Tell me... you love me'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-912487904530472905</id><published>2009-08-10T14:03:00.002-03:00</published><updated>2009-08-10T14:25:29.495-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O mais complicado de se ficar mais velha não é ver o que está mudado de fato. Mas perceber que muitas das coisas que mudaram não tiveram a ver com as suas próprias escolhas. Você perde coisas e pessoas, e quando se dá conta que o fato está consumado. É tarde demais. Dói. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;E não tive a chance de me despedir. Isso dói mais. Sobretudo para quem é cheia de rituais como eu. Nesse fim de semana eu me dei conta que havia perdido uma fase que me deixa muita saudade. E que não vai voltar. Nunca mais. E perdi de um jeito tão infantil. Mesquinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi os mesmos - poucos amigos - no sábado e tive a sensação profunda de que eu não pertencia mais àquele lugar. Que as mudanças vieram silenciosas nos anos. Mas foram devastadoras. Chorei bastante porque experimentei aquela sensação adolescente de estar deslocada - e humilhada. Um booling (é assim que se escreve?) de adultos ciumentos e inivejosos. Um materialismo qeu cansa e deprime. Afoga a pequena humanidade que pode exisitir na nossa tentativa de existir melhor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quis ficar. Quis falar e não conseguir. Pedir socorro. Me esconder. Voltei pra casa pensando porque as pessoas pisam assim umas nas outras. Qual é o tamanho do medo ou da dor delas que justifique... E achei graça percebendo que incomodo tanto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me lembrei de algumas das vezes que fui forçada a "missões diplomáticas" com pessoas que - certamente - me deixavam desconfortáveis ou inseguras, ou qualquer coisa semelhante. Nunca bati em nenhuma delas. Ao contrário. Eu era sempre a super simpática. E acreditem, sem falsidade. Talvez seja exatamente o ponto, eu não consigo disfarçar quando estou desconfortável. Eu me esforço mesmo pra que as coisas fiquem bem. para que as amizades brotem. Uma coisa meio polyana da minha família. "evite conflitos" e se transforme. Me lembro quando o Juliano me colocou algumas vezes em saias bem apertadas... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sabia que depois que ele casasse as coisas iam ficar diferentes. Mas nunca pensei que seriam tanto. Me senti num romance da Jane Austen, disse ao Juliano. Exposta na corte. E foi ridículo. Mulheres bêbadas fazem coisas ridículas. E nem se dão conta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico torcendo para que não tenha perdido o amigo. Tenho perdido lentamente nos últimos anos. Mas não tinha percebido. E por isso mesmo não deu pra me despedir. E sinto o coração doer, apertado aqui dentro sem ter o que dizer disso tudo. Nem sei se é o caso de lamentar. As pessoas escolhem. E nem sempre percebem que escolhem todos os dias. E que a gente participa muito pouco da esolha dos outros. Quase nunca. E deixa pra lá. devagar... até que se passou demais, deixando um vazio, uma sensação de caminhar sobre o cimento amolecido. Por que quando secar... vai ser tarde demais para mover alguma coisa sem machucar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-912487904530472905?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/912487904530472905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=912487904530472905&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/912487904530472905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/912487904530472905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2009/08/o-mais-complicado-de-se-ficar-mais.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-9079451925512453917</id><published>2009-08-05T15:26:00.002-03:00</published><updated>2009-08-05T16:00:40.501-03:00</updated><title type='text'>contos do vento</title><content type='html'>Sinto falta do vento... E do jeito que ele soprava coisas tão secretas que não tenho autorização pra dividir. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Fico esperando ele soprar de novo aqui. E só trazer as coisas que ficaram lá, que não posso carregar comigo ou trazer pra dentro de casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escuto as músicas do jardim e observo os prédios altos desenhados no lago. Fico esperando o ônibus passar pelos mesmos caminhos que eu tentava memorizar e repetia o trajeto nos sonhos. Lembro do cheiro dos livros e da casa me esperando pra jantar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As meninas falando quando eu contava as minhas histórias incríveis. Comíamos enquanto eu balançava os pés do alto do banco pra aliviar o dia de caminhadas e ouvíamos juntas as risadas uma da outra. Brincava com Sheeba no jardim e ficávamos vendo as lanternas balançarem com o vento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho a minha janela. Lanternas e fadinhas que não podem me trazer aquilo que ficou. Exceto pelo ralo exercício de lembrar. Que nunca é viver de novo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-9079451925512453917?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/9079451925512453917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=9079451925512453917&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/9079451925512453917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/9079451925512453917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2009/08/contos-do-vento.html' title='contos do vento'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-1270058865683056863</id><published>2009-06-26T17:31:00.003-03:00</published><updated>2009-06-26T19:15:22.057-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Faz tempo. E tenho escrito dentro de mim. Ninguém, de fato, sabe do que se passa aqui dentro. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Nunca achei que demoraria mais tanto tempo pra escrever, mas o interessante quando se silencia é a chance de escolher o que se quer expressar. Ou deixar pra que se perceba por si. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-1270058865683056863?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/1270058865683056863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=1270058865683056863&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/1270058865683056863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/1270058865683056863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2009/06/faz-tempo.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-6665868265322988724</id><published>2009-05-04T21:42:00.004-03:00</published><updated>2009-05-04T22:35:08.895-03:00</updated><title type='text'>a santa tempestade</title><content type='html'>Passou. Mais um mês de loucuras... trabalho, trabalho. E eu volto sempre pra ele. O Nosso. E fico. E sou. E desmancho...&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Passou. E resolvi me largar naqueles braços cheios de nós. Da gente. E fiquei ali o feriado inteiro curtindo o meu amor. Silêncios de um eu que não sabe expressar essa coisa estranha chamada incongruência. Parei nas marquises das minhas (sujas) questões, com minhocas e dores. De um ontem que de fato não me pertence. Não assisti a minha festa de inauguração naquele coração. A festa era pra mim. Mas eu não vi. Parecia tão óbvio. Mas eu não vejo ainda. Pergunto se havia convidados. Não. Se havia gente sabendo, olhando e bisbilhotando. Mas não. Era pra mim. Só pra mim. E eu não consegui ver. Ainda. E não era pra ver nada... não era um rito de passagem pra mim. Mas pra ele. Pra mim, gerúndios. E pra nós eternidades desencaixadas da razão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico dias tentando achar convites, testemunhos concretos de uma coisa tão etérea quanto a alma que sente. Não vejo. Me sinto criança esperando presentes na chaminé. Acordo com eles ao meu lado, mas não sei - e nunca vi - quem os trouxe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui ao show do Marcelo Camelo. Virada Cultural depois de dias assombrada numa loucura de trabalhos. Tão longe de mim. E foi especial... no meio daquela multidão. Me perdi dos amigos. De todos. Nada de mensagens, pessoas conhecidas. E amassada no meio daquela gente desconhecida, me espichando pra ver o show de longe...olhei a cidade tomada de gente. De barulhos, bêbados, amantes loucos e nós. Só nós ali no meio. Parecia que a turba toda silenciava conforme a música ia passando, por dentro de mim. O corpo todo musicava... e eu ficava ali. Enroscada naqueles braços que me apertavam, me puxavam pra perto e ouvia aqueles sussurros de "eu te amo". Bastava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E achei graça desse meu estado de menina. Tanta gente e só a gente. Só. E a minha solidão se deixou. E ficou só. Apertei ele forte. Pra ter certeza que era aquilo mesmo. E descobrindo devagar esse sentir etéreo, silencioso. E acho graça de mim querendo explicar e traduzir. Pena. O amor tem um mistério em não comunicar. Tem que se sentir, se ter. E deixar ali... num cultivo cheio de silêncios e sacralidades. Intransponíveis. Mudas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suturei a minha cicatriz. Ela insiste em abrir e essas doçuras só nossas voltam a fechar. Nunca entendi. E não vou. É tão distante de mim aquele caminho. Aquele outro que não (re)conheço. Nem sei de onde ele vem, quem passou ali, quem ficou, o que ele deixou, ou esqueceu. Não sei que rezas ele fez... Não o vejo todos os dias. Nem sei a sua voz. A sua maneira de olhar, tocar. Não sei. Nunca o conheci eu creio. E sei. As outras. Ah, elas tiveram eu creio, o todas o mesmo... Cheio dos medos, daquilo que há de incerto, inseguro, insuportável e insolúvel. Mas isso não é pra mim. Nunca foi meu. Nada disso. E é estranho como pessoas tão opostas em si, distantes de si, podem ter convivido no mesmo corpo. E eu nunca vi esse outro corpo. Talvez nem ali, naquela festa da Tereza quando eu o vi pela primeira vez. Já era outro. Pra mim. Como eu era outra. Pra ele. Dele. E num encontro nada casual dessa coisa enredada da vida... a gente já foi outro pro outro. E como ele me disse um dia, acho que tudo que a gente deveria ter visto sobre nós, naquele dia, não vimos. Soubemos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E meu privilégio fica aqui em mim. Tão meu. Egoisticamente. Nos silêncios e risadas do Nosso. Nessa chuva. Num amor que não morre. Transmuta. Cresce. E explode quietinho aqui dentro de mim. E eu o vejo, todos os dias, reconheço e amo, e cresço. E sofro me deixando molhar nessa tempestade sem fim, que me faz abandonar o mais sujo e feio de mim. Eu o vejo ali, enxarcado numa entrega que me admira e assombra. E eu vou, fecho os olhos naquela multidão e me entrego nesses abraços e sussurros apertados, cheios de música que a gente entende, e canta. Sem ninguém entender. Meu coração vai se entregar a tempestade... e a minha resistência é tola. Infantil. Vejo-o tendo deixado tanto do que foi pra ser agora. E eu ainda amarro os fantasmas por mim. A chuva passou por mim. E ele cuidou de secar... com um carinho desapegado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu ainda não aprendo. Não sei. Me sinto ignorante nesse molhar de amar. Não me enxarquei por medo de me afogar. E só sinto. Essas super novas me apresentando ao mundo. Me mostrando a festa que vive em nós. Que se inaugura todos os dias. Nos momentos mais quietos do mundo. Não há câmeras, nem janelas no salão. Ninguém viu. Nem eu. Mas entrei ali com os olhos fechados. Segurando a mão dele. Pra sentir. Viver. Dançar. E ficar. Sem entender. Sem razão que possa desencantar a festa. Nunca dá meia noite. Nunca se quebram os feitiços. Só não vejo. E daí - talvez - essa sensação... de um torpor. De uma coisa de se tornar moça. E deixar meninices de canto. De deixar uma imensidão do invisível tomar conta de ti. Enxarcada, aprendendo a rezar. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-6665868265322988724?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/6665868265322988724/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=6665868265322988724&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/6665868265322988724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/6665868265322988724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2009/05/santa-tempestade.html' title='a santa tempestade'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-2789577478813850897</id><published>2009-04-21T12:31:00.002-03:00</published><updated>2009-04-21T12:50:27.660-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>De novo a questão do tempo... tenho me sentido tão apressada, com mil atividades ao mesmo tempo, agora, pra ontem. Respiro sufocada. E ainda rio de mim querendo controlar essas coisas. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Passei a maior parte do feriado trabalhando. Em casa. E ficar em casa tem algumas compensações únicas. Meu cantinho, seguro, amoroso. Com o nosso cheiro, gosto. O Nosso aqui. E fiquei olhando as coisas de novo pensando em como a correria me atira mais ainda pra dentro de mim. De casa. Da gente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti saudade de ficar lagarteando. E não tenho feito mais isso. Descobri esses dias a magia de ficar - em casa - jogando video game. Isso mesmo. Me arrumaram um jogo do Star Wars pelo computador e deixei meu lado de agente secreto/membro da rebelião frustrado se expandir. "Não tenho coragem de jogar com o Império", eu dizia ao Thomas. E me diverti com a possibilidade de curtir esses universos paralelos - ainda dentro do meu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi engraçado não ter vontade de sair. Fiquei pensando se é o cansaço, o excesso, o barulho todo do lado de fora do mundo (não que eu tenha silêncio por dentro...), mas ainda que eu chegue a alguma conclusão, não importa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho aproveitado umas coisas sublimes, quietinhas. Curtindo objetos, publicado fotos, pensado no pouco que eu quero agora... e no muito que eu quero lá na frente. Quase um momento de incubar. Não idéias, mas forças. Outro dia me perguntaram se eu estava depressiva. Moderninha essa conversa: angústias, terapia, sugestão do analista, crises profissionais, conjugais. Sempre me perguntam se eu passo por isso... acho graça. Acho que a minha vida é uma constante crise. No sentido etimológico da palavra. Há muitas separações, aprendizados. Divisores de água que partem a vida aqui dentro de mim. E é bom. Não me sinto mal. Deprê, como a gente diz nas conversas de bares. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorte minha o Juliano... a gente se cresce tanto. Isso mesmo, "se cresce". Eu fico pensando na intensidade e na profundidade do Nosso. Mesmo nas "crises" conjugais. É tão mais forte do que eu entendo. Um laço que me puxa pra fora de mim, mergulhado em mim. Uma sutileza de companheirismo, cumplicidade que eu perderia tempo explicando, entendendo. E acho graça das nossas briguinhas por bobagem. Eu sempre arrumo um jeito de dar um "pityzinho básico". E vejo a história de vida dele... o que ele foi antes... e é agora comigo... queria mesmo que a vida tivesses provocado essa crise, essa mudança profunda pelo amor, pelo dar-se a outra pessoa. Invejo ele. Por ter tão claro quem ele foi e quem ele é. Eu ainda não consigo. Sou  sendo... cheia de gerúndios aqui dentro. As coisas acontecem lentamente. Demais. tão devagar que eu mal sinto... e só percebo as coisas correndo por fora, a rotina, os sonhos, a voracidade de viver. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que esse jogar no computador tem um pouco disso. Administrar... criar estratégias... um treino adolescente para dar conta do que está ali na frente, na próxima esquina. Tão pertinho... e perceber a priori, quem está por vir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-2789577478813850897?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/2789577478813850897/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=2789577478813850897&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/2789577478813850897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/2789577478813850897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2009/04/de-novo-questao-do-tempo.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-4486133501801999154</id><published>2009-04-19T08:51:00.002-03:00</published><updated>2009-04-19T09:09:25.157-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Esses dias me dei conta que eu não escrevia há muito tempo. O que explicava um certo faniquito na cabeça e uma desorganização do jeito de ver e sentir o mundo. Engraçado como eu sempre acho que ninguém lê essas coisas e me surpreende o fato de alguém ver sentido, ou mesmo ter paciência de se debruçar sobre essas coisas tão íntimas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há algum tempo eu voltei para as aulas de grego e reencontrei um grande amigo da faculdade. Estamos na mesma turma. Ele, terminando o mestrado agora. E achei graça dele dizer que tinha um blog. "Descompromissado" ele dizia. No meio da carona, choramingando pelas desgraças da academia e do seu mundo feudal que talvez, jamais, veja a era das revoluções... esbarramos nesse universo blogueiro descompromissado. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Esse sentir-se só faz a gente escrever eu creio. E é uma solidão pra lá de profunda no mundo. Não é estar com alguém, amando, sendo amado, saindo, tendo amigos e família. Conversando com o Ogawa eu fiquei dias imaginando por que a gente se individualiza tanto... a ponto de ficar tão só, lá no fundo. Por mais que a gente compartilhe, fale, entenda, discuta, ainda falta. E ele riu dizendo que podia ser a insaciedade capitalista - papo de historiador depois de aula pesada, às 11:15 pm. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudei de emprego, estou estudando que nem maluca de novo, mais coisas pra revisar, corrigir, entregar... Não parei um instante no último mês. Tenho muitos textos começados, como sonhos que ainda ficaram no sonhar. Vi pessoas novas. Fiquei de molho em casa uma semana. E nada, em nada, essa sensação se modificaria... Não é meu, mas já está em mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui no aniversário de 90 anos da minha vó no sul, revi a família, matei saudades, criei outras no lugar, enlouqueci tirando fotos de todo mundo e de todo tempo que eu queria levar comigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Festa da família do Juliano na Páscoa, mais gente, mais falação, lembranças e cascas de ferida deslocadas pelo corpo. Cachoeira pra lavar a alma. E deixar a cabeça repousar na terra vermelha. Tirando os ruídos desse mundo que eu não quero pertencer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E chego aqui com a mesma rotina. A mesma vontade de sentar, não pensar e deixar o sentir escrever por mim. Quase como se ele não me pertencesse, mas está em mim. O tempo todo. Mais projetos, planos, metas e as velhas obrigações que me anestesiam de mim mesma. Eu até gosto. Preciso de uma rotina pra lembrar que eu preciso comer, dormir, falar com as pessoas e interagir nesse universo estranho - eu mesma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro das conversas com Ogawa sobre esse semi-anonimato da internet. De como a gente acha, e às vezes torce, pra nunca ser lido, encontrado. Desvelado. Mas aí, retomando a velha prosa com o Pedro Markun, por que é mesmo que eu escrevo? Se é pra mim... por quê? Acordei com a sensação de que procuro outros de mim pelo mundo. Afinal, quem é a gente mesmo se não se tem a experiência de partilhar? de receber... e de deixar...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-4486133501801999154?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/4486133501801999154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=4486133501801999154&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/4486133501801999154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/4486133501801999154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2009/04/esses-dias-me-dei-conta-que-eu-nao.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-2975788131679354981</id><published>2009-03-15T12:00:00.002-03:00</published><updated>2009-03-15T12:26:21.920-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tenho fotografado coisas da minha vida que não passam pelas lentes dessa câmera. Tenho buscado cores e tons, recortes, luzes, sombras pra além do que a envidraçadas e muitas vezes embaçadas vêem. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Passei as últimas semanas selecionando fotos de mim, das pessoas, das coisas todas que aconteceram. É curioso olhar para o próprio passado e para a própria vida - nisso que a gente chama de presente... e me peguei gerundizando (isso existe?) tantas coisas. Permanecendo com coisas ali e aqui. Pra dentro e cada vez mais dentro. Trabalho de geólogos profissionais desencrustrar. Vi emails. Mais fotos. Liguei e falei com velhos amigos. Muito velhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos todos ficando velhos. Ontem fui ao aniversário do Marcel. Meu amigo de colégio. Ele fez 30. Todos nós da turma temos 30 esse ano. Temos, tendo. Achei graça disso. Lembrei das noites jogando RPG, falando bobagens. Vendo e revendo filmes e comendo pizzas. Lembrei do ano do vestibular. Doido, não. Esse ano faz 8 que me formei. e tudo parece ontem. tão recente no meu album de fotografias revivido e cheio de legendas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa semana fui tomada por uma sensação do "e se...?" Tantas coisas se... E outras mais ainda não... Fiquei pensando nas minhas escolhas. Lembrei de outras fotografias. De outros albuns arquivados. Se... mas não. E achei graça porque na faculdade de História, recordo bem dos professores que diziam que não havia "se" em História. E me achei a mais fajuta das historiadoras, pensando e minhocando nisso. O tempo todo. Achei graça de ficar lidando com o tempo nesse esquema do eterno. Do permancer. E me dei conta que havia um apego maior do que eu podia suportar. Quero uma memória tão intensa e grande e viva, que apodreço aqui dentro no meio das lembranças. Não consigo respirar nessa caixa mofada de fotos, filmes, e papéis. E&lt;br /&gt;encaixotei a maioria. Mas não sei ainda como mandar isso pra fora. Fiquei pensando se há reciclagem de memórias. Que nem a gente faz com lixo. Papel. Será que eu teria condições de dar nova materialidade pra elas? Será que elas teriam mesmo a chance de serem reaproveitadas. Ri. Isso é um apego disfarçado pra não mandar mais coisa embora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liguei a trilha do filme English Patient... há mais de 10 anos eu escuto essa trilha. E me lembro de quando vi o filme e do quanto chorei numa tarde julho pensando que as coisas que a gente quer, deseja, quase nunca são de fato apreensíveis. E que, muitas vezes, lembrar demais, dói demais. Quis ter uma memória mais seletiva. Algo do tipo "só lembrar de coisas boas", como se diz por aí. Ou ainda guardar o que foi bom. E me peguei de novo nessa sala mofada tentando recategorizar as minhas fotografias desse viver desengonçado. Não deu. Tentei colocar etiquetas, dar um basta nessa bobajada de passados e gerúndios. Mudei as gramáticas. Joguei fora meus antigos dicionários. Eu preciso de outro vocabulário pra categorizar isso tudo. E dei por mim que esse vocabulário é modificado que nem pele de cobra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consegui. Parei de novo pra me olhar no espelho e vi meu primeiro pé-de-galinha, essas preguinhas que a gente tem no canto dos olhos. A minha é ainda muito discreta. Só os paranóicos percebem mesmo. Mas eu sempre tive mania de me examinar na frente do espelho e procurar marquinhas novas, sardinhas, espinhas e essas coisas que os dermatologistas juram que vão tirar da sua cara. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei coisas novas. Mas achei minhas lentes mais velhas. Usadas. Bem usadas. No sentido que eu podia ver coisas agora mais sutis. Fotografo melhor, não pela técnica. Mas pelo exercício (esforço!!!) de ver melhor. Mais fundo. De deixar passar uma luz e uma sombra que só são atingidas nesse viver mais tempo. Desengonçadamente. Olhei de novo as marquinhas no rosto. Eu tirei a maior parte das minhas sardinhas. (viva os dermatologistas!) mas achei marcas que os médicos não saberiam - jamais - tirar de mim. Essas cicatrizes que a gente carreega - sem apego mesmo! - aqui dentro, mas que de tão fundas saltam aos olhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me senti mais leve. Estranhamente mais leve apesar de todas essas marcas. Olhei de novo os meus albuns. Há tantos que passaram nessas páginas. Foram, voltaram. Se foram de vez. Para sempre. E por mais que eu os traga de volta, os chame, os queira por perto pra relembrar aquele papo-todo-de-antigamente: filmes, seriados, músicas, piadas e lugares... não me pertencem mais. Há muito tempo. Fiquei com vontade de reencontrar um monte de gente. Não hoje. Mas lá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá é um lugar bonito que a gente nunca foi, mas morre de vontade de ir. Compra passagem, mas sempre perde o vôo. É, é um lugar que só se pode ir voando. Nisso que você entende como imaginação-idealização. E outras coisas que não cabem aqui nesse real esquisito. O nosso lá é sempre aqui dentro, o melhor lugar. E me dei conta que não tenho fotos de lá. Nem sequer um mapa incompleto. Que bom... seria triste não poder (re)construir esse lugar, aqui mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trei a máquina da bolsa e fiquei de novo brincando de fotografar os gatos. Eles são posudos e charmosos. Eu gosto de passar esse tempo com eles e a máquina. Repassar outros albuns que estão aqui. Fora mesmo de mim. Pra desentupir essas antigasevelhasemofadas fotografias de viver. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abro as lentes. Limpo com aquele paninho especial... e deixo a luz entrar mais. colocando as sombras dentro das gavetas. Para dormirem um pouco mais. Até a próxima sessão. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-2975788131679354981?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/2975788131679354981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=2975788131679354981&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/2975788131679354981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/2975788131679354981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2009/03/tenho-fotografado-coisas-da-minha-vida.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-3809661977068118110</id><published>2009-02-15T11:35:00.001-03:00</published><updated>2009-02-21T21:25:44.541-03:00</updated><title type='text'>Retrato</title><content type='html'>Há algumas semanas eu voltei a perguntar quem eu sou mesmo. Desilusões de toda a sorte compõem em você retratos diferentes. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Dias e dias pensei em como as coisas tem aparecido nos últimos tempos. Conversas daqui e dali me dão dimensões desconhecidas para isso que eu tenho - ignorante - chamado de "eu". Isso não é filosófico, mas comecei a me dar conta que os meus espelhos andam embaçados demais. Referências confusas de uma pesquisa de mim mesma sem bibliografia ou fontes confiáveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Montei trilhas sonoras em pedaços e fotografias que mais parecem retratos dadaístas ou coisas de Dali. Mas apesar de alguns sucessos aparentes, do lado de fora, do que se quer ver, o que se passa aqui é um retalho incompleto de um eu em trânsito, no meio de um engarrafamento num dia de calor. Caos aéreo. Voltei a dirigir nos últimos dias e a sassaricar pelas rádios e cds no meio do trânsito. Escrevi notinhas bagunçadas. Passeei por lugares aqui e ali cheios de esquinas misteriosas. De becos que saem para locais que ainda não vi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo o que falo, e digo e quero parecem sempre ali. Do outro lado. E o sinal não fecha para eu atravessar a rua. Me atirei no meio de alguns carros. Voltei. Tentei de novo. Mas as coisas passam. Depressa e confusas na minha frente. Olho as nuvens cheias de água. Vai chover e ainda não saí do lugar. Vi amigos passando do outro lado da rua. Gritei. Chamei. Mas o som das buzinas era maior do que a minha voz. Ninguém ouviu. Ninguém parou. Afinal, todos tem sempre muito o que fazer. Voltei a olhar o asfalto na esperança de ter algum lugar para sair e cruzar a rua. Nada. Mais gente, mais barulho e o dia quente me confundem as imagens de mim naqueles vidros embaçados e engordurados dos prédios chics e importantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vejo. Não sinto. Tenho buscado alternativas. O celular não funciona. Não há mensagens pra mim. Tudo e todos muito ocupados. E a minha solidão angustiada só fica relatada nessas salas confortáveis de terapia. Tem ar condicionado nelas. E eu saio de lá tão só quanto entrei. Sem conseguir atravessar as ruas e me deixar chegar em casa. Não sei mais o caminho de casa. Ando sempre no mesmo quarteirão. Os floristas me conhecem. A moça da padaria onde eu tomo café e o guarda de trânsito. Até os motoristas que sempre, todos os dias, fazem o mesmo caminho já me cumprimentam no trajeto de ir e vir. E eu fico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parada. No meio dessa confusão urbana dentro de mim. Sem caminhos alternativos. Não há transporte público. O trânsito dentro do meu condomínio fechado está pior do que as ruas em horário de pico. E eu fico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei a procurar pessoas. Olhei as vitrines das minhas lojas favoritas. Todas em liquidação. Ninguém vinha me perguntar se eu precisava de alguma coisa, como fazem as vendedoras habitualmente. Eu tenho crédito, dinheiro, cheque e cartão. Qualquer coisa. Ninguém aceitou. Voltei para a faixa de pedestres sem sacolas. Não há taxi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Telefono mais vezes mas ninguém atende. Não tem ninguém em casa. Ninguém pode vir me buscar e estou sem caronas. E fico. O tempo todo olhando e esperando poder atravessar. Cansa esperar. Ouço as trovoadas e sinto os primeiros pingos dessa tempestade sem fim. Vejo o meu retrato embaçado e molhado nos vidros. As janelas e portas envidraçadas limpas. E eu ali, suja, sem poder sair. As marquises estão lotadas. Não vejo lugar pra mim. E não posso voltar pra casa. Estou sem chaves e as portas trancadas. Não há mesmo como entrar? O celular não funciona. Não há telefone público. E fico mais uma vez. Acompanhada dessa solidão que me enche de perguntas. E a chuva não lava nem leva nada. Queima. Arde. Esqueci o guarda-chuva. Não há mesmo como se proteger disso. Já saí de lá mesmo. E por mais que eu chame, peça, diga, mostre...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há barulho demais. E todos estão ocupados. Sem tempo. Sem nada. Sem sinal, sem carro, sem dinheiro, sem. E fico. Observando esse retrato cheio de costuras e marcas de mim. Vejo os cabelos desgrenhados, a maquiagem borrada, a roupa grudada no corpo e os meus livros enxarcados na bolsa. E ando mais uma vez no quarteirão pra ouvir o mesmo bom dia do florista, com os elogios habituais. O guarda, os motoristas, a moça da padaria. E entro. Toda desajeitada. Me olho no espelho de fronte ao balcão. Ajeito a cara e não vejo nada. Espero a chuva passar. Pergunto à solidão se ela me acompanha em mais um café. Pra gente colocar o papo em dia... e fico. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-3809661977068118110?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/3809661977068118110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=3809661977068118110&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/3809661977068118110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/3809661977068118110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2009/02/retrato.html' title='Retrato'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-2339319757354661075</id><published>2009-02-01T18:09:00.002-02:00</published><updated>2009-02-01T18:22:50.330-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E passa o tempo. E me lembro de uma coisinha que meu pai contava quando eu era pequena, não me lembro se era uma música ou um versinho. Ninguém sabe quanto tempo o tempo tem. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;E acho que pela primeira vez eu me sinto amarrada nessas teias do tempo. De uma espera que cansa. E desgasta a alma. Me deixa sem vontade de continuar a sonhar. Por que? Ora, porque cansa. E acho que pela primeira vez mesmo eu senti o peso do poema de F. Pessoa. O cansaço. Esse profundo cansaço. Da alma. De tentar. De caminhar. De querer. De esperar. De torcer. De seguir. De fazer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não me senti uma criança por dentro. Mas uma velha. Com os dedos tortos de contar. E os lábios gastos de morder. E ansiar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia ouvi uma pessoa me falando sobre envelhecer. E mais do que a crise dos 30, me senti sendo arrastada por isso que a gente chama - cheio de ignorância - de vida. Deixei de rir sobre as "crises da idade" pra me pegar pensando que os caminhos traçados, muitos deles, não tem volta. E por não se voltar a gente pode, muitas vezes se encher de auto-piedade e lamentos. Mas por mais que se lamente, se tenha pena, se queira. Está feito. A herança que a gente pinga gota a gota nesses dias quentes de viver ficam. E as pessoas por quem passamos, mais ali ou aqui, dentro ou fora da gente, tem essa marca. A gente não pode esquecer do que se fez. Isso fica. No tempo. E mesmo que ele envelheça essas lembranças. Oxide esse sentir. Fica. Mais perto ou mais longe. Mas sempre em algum lugar. De mim, de você, de quem for. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei a noite em claro mais uma vez. Sentindo que esse tempo não cabe em mim. Não quero ele aqui dentro me costurando teias de prisões, de mentes, de sentimentos, meus e dos outros. Me senti de novo com vontade de fugir de mim. Seja lá o que isso for. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correr sem tempo. Não contra ele. É uma batalha perdida. Pra não dizer desleal. A gente não tem direito de escolha nesse duelo. E fiquei rodando de um lado pro outro acompanhando o ventilador. Ele tem um "timer". Achei graça que até isso tenha tempo. Controlado. Olhei em volta pela casa - devo ter levantado umas 4 vezes... tantos relógios. Olhei os gatos. Que sentem o tempo de outra forma. O Fred, com dois anos, já tem a minha idade humana. Que coisa! E vi que o mundo passa pela sua porta, quase sempre fechada, com trancas. Com medo de alguém entrar. Desavisadamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chorei mais. Fiquei com o peito asfixiado. Tanto tempo nesse pensar. E não me vi passar por nada. Nem a noite passou aqui dentro. Ficou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhei mais um pouco hoje. Fui ver os meus pais. Engraçado como isso também passa. Os pais. Vi que eles estão indo de mim. Para um desses lugares que eu também não sei o nome. Mas que vou chegar lá, no meu tempo. E o tempo é meu, nosso, do outro, de ninguém. Do mundo, do nada. Dos povos. Do esquecer. Do perdoar. Deixar. Ir e voltar. Tudo construido nessa lata craniana que me confundem o entender. E paralizo. Sem tempo. Mas com pressa de mim. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-2339319757354661075?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/2339319757354661075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=2339319757354661075&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/2339319757354661075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/2339319757354661075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2009/02/e-passa-o-tempo.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-749040072690473956</id><published>2009-01-30T19:01:00.000-02:00</published><updated>2009-01-30T19:01:17.913-02:00</updated><title type='text'>meus caminhos</title><content type='html'>&lt;a href='http://3.bp.blogspot.com/_FaHx1hwKO-M/SYNqndlw2WI/AAAAAAAAAJE/pqC3f1SBheE/s1600-h/DSC00222.JPG'&gt;&lt;img src='http://3.bp.blogspot.com/_FaHx1hwKO-M/SYNqndlw2WI/AAAAAAAAAJE/pqC3f1SBheE/s400/DSC00222.JPG' border='0' alt=''style='clear:both;float:left; margin:0px 10px 10px 0;' /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Type your summary here&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Type rest of the post here&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style='clear:both; text-align:LEFT'&gt;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' style='border: 0px none ; padding: 0px; background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial;' align='middle' border='0' /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-749040072690473956?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/749040072690473956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=749040072690473956&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/749040072690473956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/749040072690473956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2009/01/meus-caminhos.html' title='meus caminhos'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_FaHx1hwKO-M/SYNqndlw2WI/AAAAAAAAAJE/pqC3f1SBheE/s72-c/DSC00222.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-6931777452514711371</id><published>2009-01-29T23:22:00.002-02:00</published><updated>2009-01-29T23:32:14.256-02:00</updated><title type='text'>Tango</title><content type='html'>Danço. E caio, e me envolvo. E deixo. E me revolto. E controlo. Para em seguida me descontrolar. De uma vez. E cair. No ardente choro de um desespero sem fim. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;E danço. E quero. E vou. E me arrasto, com as mãos crispadas de um ódio pisoteado pelos sapatos. E sigo. E busco. E largo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E dançando... me revolto. Me deixa. Me afasta. Me quer e me busca novamente. Naquele abraço suado e odiado. De dor. E choro. E quero. E peço. E viro. Rápido. Num colapso de não entender o ritmo da música. Que não acompanho. E choro. E desejo. E grito. E aperto contra o peito. E esfrego aquelas mãos sobre mim. E pergunto. E imploro. E me deixa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E danço. E giro. E corro. E pulo sobre esses pés que me confundem o ser. E não sei mais. E espero. E explico. E suplico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E danço. E volto. E não quero. E vou. E saio. E afasto. E me desespero. E perco. E deixo. E esqueço. E olho nos olhos. E afastamento. E duvido. E canso. E espreito. E sigo. E volta. E me pede. E fala. E grita. E afasta. E chama. E me perco. E me largo nesse girar e perder-se de mim mesma. E caio nessa escuridão. E quase pra sempre desisto. E quase até o fim apago de mim. E afago. E te peço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dança.  &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-6931777452514711371?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/6931777452514711371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=6931777452514711371&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/6931777452514711371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/6931777452514711371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2009/01/tango.html' title='Tango'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-6563670837833432306</id><published>2009-01-23T22:10:00.002-02:00</published><updated>2009-01-23T22:27:02.817-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Estava eu na minha maré desiludida, me afogando em textos acadêmicos... e aí a tecnologia serve para alguma coisa - de fato - humana. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Como por sintonia (isso sempre acontece) o Vinícius entrou no msn. E há algum tempo a gente não conversava. Chamando isso de conversa, evidentemente. Há uma coisa interessante nessas amizades profundas. É um vínculo que se faz de silêncios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi legal poder ve-lo na camera da ferramenta. Acho que não o via desde o casamento. E foi bonito. Eu, de cabelo mais curto e bagunçado, ele na casa nova, barbudo e rodeado de livros. Foi engraçado como, depois de tanto tempo, e apesar de tudo, algumas coisas permanecem. Me lembrei de um trabalho que fizemos juntos e que quase surtamos. Horas e horas de icq pelas noites adentro. Ele riu de mim porque tinha que entregar coisas amanhã. Da minha pressa e da mania de perfeição. Riu também das aulas de tae-kwon-do. Disse a ele que estava treinando direitinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo, os assuntos são sempre os mesmos. Mas há graus diferentes de sutilezas com o passar do tempo. Fala-se sempre pouco nas nossas conversa. Mas o suficiente. Senti uma saudade. Ele era sempre o amigo que cuidava de mim na faculdade. Aquele irmão mais velho e grandão que defende a gente das pessoas do mal. Apelidei ele de Sullivan - o monstro azul de Monstros SA, da Pixar. Ele em contrapartida me deu o bonequinho. Guardo até hoje. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É engraçado como é confortável a sensação de que a gente precisa - e pode - ser cuidado, sem diminuir a nossa capacidade de ser o que se é. Me lembrei de várias coisas no caminho do treino e senti o coração mais leve sabendo dessas existências silenciosas. Sinto falta dele mais perto, mas entendo as escolhas, os caminhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedi para ele ler meu texto depois. E me ajudar com umas coisas e observações mais metodológicas. O Vinícius sempre foi a minha confiança acadêmica. O único cabeção que não perdia o humor, o jeito carinhoso de tratar as pessoas (apesar dele ser super azedo). De repente me deu vontade de voltar para a USP e sentar por horas debaixo daquela árvore... e assistir a vida dali, como num filme dos anos 50. Acho que foi mais que nostalgia. Fiquei me lembrando da frase do Juliano essa semana: tirar férias emocionais. Acho que ele não tem a menor idéia do que estava dizendo. Mas fica a sugestão. Quis conseguir isso e me desligar. Viver a minha solidão silenciosa. A companhia do Vinícius me deixava confortável nessa solidão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei rindo das minhas reflexões pensando que hoje eu sou casada, apaixonada. E de fato não vivo - nada - sozinha. Ao contrário. Vivo um arrombamento da minha solidão. Da minha - arrogante, talvez - sensação que posso viver só, apesar de estar sempre tão rodeada de gente. É quase uma fuga isso. Estar com as pessoas para não me entregar a isso. E o quanto isso me esvazia e preenche. Me desafia para um encontro ao avesso de mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivi um treino intenso. No meio dessas coisas que iam e vinham por mim. Libertei uma raiva doída. Magoada. Mas não a deixei ir de todo. Ficaram ainda essas sombras. Que se diluem em treinos futuros, em conversas debaixo de árvores e por do sol. Fiquei com raiva de mim. E foi ótimo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que bom que tem a camerazinha... e gente ali do outro lado. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-6563670837833432306?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/6563670837833432306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=6563670837833432306&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/6563670837833432306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/6563670837833432306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2009/01/estava-eu-na-minha-mar-desiludida-me.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-999853193151181178</id><published>2009-01-23T13:49:00.002-02:00</published><updated>2009-01-23T14:06:15.296-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Há uma série de sutilezas no início de ano. Tantas promessas de coisas inovadoras, sensacionais, incríveis. Transformações de toda a ordem e uma lista interminável de realizações. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;o ponto aqui é ficar sempre nessa promessa. Voltei pra casa pensando se a esperança não é um ópio (des)necessário pra gente. Uma coisa do "amanhã eu faço" na pior versão de Scarlet Ohara de "vou pensar nisso amanhã". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa minha pressa se mistura agora com um azedo na boca. Uma vontade de desistir. Abandonar. E parar de ficar esperando. Acreditando que as coisas ficam bem em algum momento. Tá aí uma coisa que a gente vive correndo atrás: plenitude. E o máximo que a gente tem são uns lampejos disso na vida. E o resto se vive atrás. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei a noite rodeando a sala e as cortinas da casa. Olhando o vento ir e vir. A companhia dos gatos quase detecta esse ser horrendo que há em mim. E um respeito mútuo das feras silencia nessa noite. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada. Nem os desabafos servem. Nem os choros, a verdade dita do que se sente, de como se sente. Nada afeta. E esse espelho ainda me chama de arrogante. De sensível passo a arrogante. De quem sofre e se preocupa e tenta resolver a uma "complicada" que precisa voltar para a terapia. Não dou o direito de ninguém ser como é. E sou soberba. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vim caminhando na rua a passos bem lentos. Quase fui atropelada na frente de casa... achei graça da minha cara no meio da rua, como se buscasse a mim mesma em alguma esquina aqui perto. E acho que essa sensação de não saber mais, exatamente, quando, como e para onde estou andando me alucina. Voltei pra casa com chocolates e uma coca cola. Os gatinhos me esperavam. Os textos do mestrado. As coisas todas por fazer... e eu aqui, contemplando a grandiosidade da minha limitação, arrogante, cansada, paralizada esperando alguma coisa de não sei quem. Quem? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei das minhas promessas de início de ano. De coisas que se definham... da minha vontade de sumir numa dessas bibliotecas do mundo. Sim... eu adoro a solidão. Talvez eu seja tão arrogante que me baste nisso. Na companhia - nada silenciosa - de livros e gatos. Fiquei com saudade da praia. De coisas que ficam pra trás no tempo... e de algumas que eu ainda gostaria de viver... mas sem mais esperanças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu precise de mais pragmatismo e desligar o botão (alguém sabe onde fica?) da chamada sensibilidade. Hoje conhecida como birra, infantilidade, e coisas afins. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E espero. Eu mesma. Acordar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou quem sabe eu mergulho de uma vez na pesquisa? talvez ela responda mais... sinta mais, dê mais, queira mais. E eu não passe mais a ser um io-io que não deve esgotar. Mas esperar. Aceitar. Compreender. Sem sentir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei me lembrando de uma conversa com Winston na praia esse ano. "a gente precisa aceitar todas as pessoas nessa vida" ele dizia... achei um absurdo esse conformismo. Talvez isso deva se chamar maturidade. Ao menos ela não é arrogante. Talvez seja isso mesmo. Deixar passar. Inerte. Sem sentir. Só deixar. Como se não fosse comigo. E aí? não há nada melhor que a solidão se for se viver assim? sem (im)pactos... &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-999853193151181178?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/999853193151181178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=999853193151181178&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/999853193151181178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/999853193151181178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2009/01/h-uma-srie-de-sutilezas-no-incio-de-ano.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-834378544118004751</id><published>2009-01-07T16:14:00.000-02:00</published><updated>2009-01-07T16:14:39.781-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://4.bp.blogspot.com/_FaHx1hwKO-M/SWTxCwAmhEI/AAAAAAAAAI0/j0EeZf-sTHQ/s1600-h/DSC00004.JPG'&gt;&lt;img src='http://4.bp.blogspot.com/_FaHx1hwKO-M/SWTxCwAmhEI/AAAAAAAAAI0/j0EeZf-sTHQ/s400/DSC00004.JPG' border='0' alt=''style='clear:both;float:right; margin:0 0 10px 10px;' /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Type your summary here&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Type rest of the post here&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style='clear:both; text-align:RIGHT'&gt;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' style='border: 0px none ; padding: 0px; background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial;' align='middle' border='0' /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-834378544118004751?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/834378544118004751/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=834378544118004751&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/834378544118004751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/834378544118004751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2009/01/type-your-summary-here-type-rest-of.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_FaHx1hwKO-M/SWTxCwAmhEI/AAAAAAAAAI0/j0EeZf-sTHQ/s72-c/DSC00004.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-5787109459950215325</id><published>2009-01-05T09:53:00.000-02:00</published><updated>2009-01-05T09:53:53.919-02:00</updated><title type='text'>Filó</title><content type='html'>&lt;a href='http://1.bp.blogspot.com/_FaHx1hwKO-M/SWH00bz04aI/AAAAAAAAAIs/T0TJNzOAIk8/s1600-h/Foto_091808_009.jpg'&gt;&lt;img src='http://1.bp.blogspot.com/_FaHx1hwKO-M/SWH00bz04aI/AAAAAAAAAIs/T0TJNzOAIk8/s400/Foto_091808_009.jpg' border='0' alt=''style='clear:both;float:right; margin:0 0 10px 10px;' /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Type rest of the post here&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style='clear:both; text-align:RIGHT'&gt;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' style='border: 0px none ; padding: 0px; background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial;' align='middle' border='0' /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-5787109459950215325?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/5787109459950215325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=5787109459950215325&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/5787109459950215325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/5787109459950215325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2009/01/fil.html' title='Filó'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_FaHx1hwKO-M/SWH00bz04aI/AAAAAAAAAIs/T0TJNzOAIk8/s72-c/Foto_091808_009.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-4146111011363002508</id><published>2008-12-15T10:51:00.003-02:00</published><updated>2008-12-15T13:06:54.310-02:00</updated><title type='text'>de criança para criança...</title><content type='html'>Fiquei boa parte da noite em claro. Sonhos esquisitos e a agitação do Juliano com outra viagem. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Fiquei sabendo ontem de mais uma notícia de um amigo com o filho. A Marcinha, minha grande amiga passou uma coisa terrível outro dia com a criança dela. Dois meses e um risco de uma grave cirurgia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não tenho filhos. E sei que os terei um dia. Só tenho o Fred e a Filó que são os meus nenês, por assim dizer. Fiquei me lembrando da Marcia falando sobre o que os filhos nos trazem. Um amor tão sobrenatural para os mais cabeçudos, como eu e ela. Rezei, pensei. Mal dormi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei pensando no meu afilhado. No jeito que a vida da gente se transforma com a presença dos outros. Me lembrei do Charles há quase onze anos atrás. O Gabriel, filho dele teve mil complicações ao nascer e aquilo mobilizou pessoas de todos os cantos. Fiquei ontem pensando sobre a fé. E como a gente desconhece isso. Parece que a fé só existe depois que as coisas se resolveram. Um modo estranho de confirmar que tudo ia - e deu certo. Ela - na nossa ignorância - não serve ao seu propósito primordial: nos dar certeza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um tempo atrás fiquei com questões sobre isso: afinal, a gente é ensinado a crer num Deus que se ocupa de tudo para nós. E que às vezes esse sujeito fica de mal humor e está ocupado demais para dar conta das nossas questões. Fiquei com coceiras dessa mentalidade católica. Me dei conta que essa meu desconhecer sobre a fé e sobre a minha própria capacidade de enfrentar problemas com a auto-confiança, inclusive de que sou merecedora da felicidade, me travam para prosseguir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei hoje com a rotina de semi-férias. Uma preguiça de resolver e fazer as coisas. E uma inquietação sobre isso que me roubaram o sono. Fiquei pensando nos pais, nas crianças. Em como a gente é frágil. Fiquei pensando no que dizer, em como rezar e pedir. Pensei na Marcia. No Charles. E no meu companheiro de blog, o Emanuel. Por fim, essa sensação de impotência me fez lembrar de uma história bem forte na minha família. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gustavo, meu irmão, quando nasceu com complicações no parto, manifestou isso anos depois. Tinha uns 3 ou 4 anos, mais ou menos. Eu não sei bem o que ele teve - mas era uma coisa neurológica, com um daqueles nomes difíceis. Meu irmão sempre foi o cara frágil, sensível. Arteiro, mas silencioso. A arritmia que ele teve comprometia a sua coordenação motora (fina?) se não me engano e ele teria dificuldade com uma letra caprichada, mas nada ligado à aprendizagem cognitiva. Me lembro muito das conversas dos meus pais que falavam as coisas em códigos achando que eu não entendia. Gu tomou remédio por algum tempo. Fez um longo tratamento. Mas de verdade, o pânico da minha mãe se resolveu - ou pelo menos se acalmou - quando fizemos em casa uns quadradinhos de madeira com as letras gravadas em lixas. Ele tinha que ficar passando o dedinho ali para alinhar a coordenação. Me4 lembro bem que eu não entendia porque ele tinha que ficar "brincando com as lixas", mas ficava com ele e a minha mãe. Horas e horas todos os dias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passou e as preocupações - constantes - se transformaram em uma sensação de conquista. A gente tinha acabado de sair de Porto Alegre e vindo para São Paulo. Não tínhamos ninguém aqui da família. Os amigos, contávamos nos dedos de uma mão. Não havia nada nem ninguém além de nós 5. A Clara, a minha irmã mais nova, não tinha nem um ano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro do Gu indo para a escola com medo de ter uma crise de novo. Minha mãe se preocupava e eu tinha um senso de proteção com ele, apesar das brigas que a gente tinha. Eu era bastante chata com os meus irmãos, mas os defendia. Me lembro de socar vários coleguinhas dele que o ameaçaram na escola. Era o meu jeito de dizer que me importava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos anos convivendo com isso. Com o receio, as idas ao hospital para dar pontos na cabeça dele toda a vez que ele batia com ela em alguma quina. As consultas na neurologista (me lembro que era uma mulher inteligentíssima, que lia revistas em francês e eu ficava folheando isso tentanto entender alguma coisa enquanto esperava a consulta terminar) e os exames que ele tinha que fazer periodicamente (isso eu gostava de olhar porque os eletrodos me lembravam os filmes de ficção científica que eu via com o meu pai). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, anos depois, meu irmão está terminando o mestrado em astronomia. É um físico incrível e um dos geninhos da família. Mas muito mais que isso, ele é um testemunho pra mim da paciência, que eu nunca tive, de esperar e ver as coisas acontecerem. De perseverança. E mais, de resignação. E de uma resignação que, como li outro dia, é uma aceitação com o coração, não com a cabeça. O Gustavo certamente tem isso. Ele me inspirou sempre, sobretudo porque nunca perdeu a ternura. Ou os risos. Ele tem o maior sorriso do mundo. (se ele ler isso vai achar que é piada! ele tem uma boca enorme!) E toda a vez que eu o vejo, aqui em casa falando bobagem, dançando, discutindo filosofia comigo, ou arrumando o meu computador, me lembro da gente no quintal de casa com os dedinhos nas lixas. Me lembro dos tombos de bicicleta. Das brigas. Das vezes que eu não queria que ele saisse comigo porque o achava um pirralho! Das conversas e dos abraços que foram se sofisticando, nas sutilezas. De coisas que ele me falava, me perguntava. Me lembrei das minhas apresentações de ballet em que ele era o que mais me aplaudia... e essa inspiração toda de sorrir. Exatamente como o poema do Chaplin que postei outro dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem coisas lindas que o outro ensina pra nós sem se dar conta. Mal sabe ele que até hoje eu recordo dessas coisas. E do quanto eu sou grata a ele por esse aprendizado. Que veio de criança. Para criança. E que ainda hoje me revela que o nosso descontrole sobre o mundo, sobre nós e a vida, é o que nos revela, verdadeiramente a natureza dos milagres. O sublime. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-4146111011363002508?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/4146111011363002508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=4146111011363002508&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/4146111011363002508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/4146111011363002508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/12/de-criana-para-criana.html' title='de criança para criança...'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-9060704419575012856</id><published>2008-12-14T20:33:00.002-02:00</published><updated>2008-12-14T20:47:17.853-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Essa semana, parece, finalmente terminam as reformas aqui de casa. Achei engraçado - já devo ter mencionado isso - que esse fim de reforma - e o clássico ritual de arrumar a casa - encerram um ciclo de grandes arrumações internas. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Hoje, ao passar numa livraria visitei a sessão de astrologia. Sempre gostei de ler essas coisas no fim do ano. Não que eu acredite nelas. Mas a sensação de que alguém pode saber do que vai acontecer com o mundo me deixa um pouco mais tranquila nessas cachoeiras imprevisíveis do viver. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente não falarei das previsões. Isso se faz nas livrarias. Mas achei divertido sair dali e ficar perambulando nas minhas lembranças. Tenho feito muitas retrospectivas da minha vida. E tentado direcionar coisas para um futuro bem próximo, vamos assim dizer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje cedo, colocando o espelho no banheiro, fiquei pensando sobre os espelhos que atravessam o meu dia. Lembrei de sonhos que hoje pouco importam. Pessoas que perderam-se nos seus (in)significados. Dos desejos. Das coisas de aqui e ali. Olhei a casa hoje. Diversas vezes parei para olhar os nossos livros e as nossas fotos. Engraçado que parece pra mim o mais palpável do Nosso. Aquilo que fica de materializado de mim e dele pela casa. Claro, há outros sinais. As almofadas. Velas. Coisinhas por todas as partes. Mas projetamos tanto de nós naquelas fotografias. E os livros espelham conversas, desejos, desentendimentos. Sonhos. Desencantos. Aprendizados. Fiquei olhando ele suspenso na escada pendurando para colocar o espelho na parede. Ri de mim mesma tendo essas elocubrações enquanto alcançava chave de fenda e martelo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando saíamos de casa depois... fiquei olhando a porta se fechando. Quanto há de nós nessas paredes. Tão isolados do mundo ali. E o quanto do mundo atravessa essas construções que às vezes parecem só nossas... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi bom olhar tudo isso e sentir que uma nova relação se faz - todo o momento - quando me permito escavar os fantasmas de mim e deixar a luz do sol bater nas minhas janelas. Renovo o ar me deixando levar pela vida sem querer congelar nada dentro de mim. Sem deixar que nada apodreça. É bom ve-lo apaixonado. Sentir o desejo, a ternura e o cuidado dele comigo. Ver que um esforço genuino de transformação parte dele sem que eu o peça... E que isso tudo vem de nós. de um mistério de querer. E deixar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma reforma dentro de casa que nunca termina. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-9060704419575012856?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/9060704419575012856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=9060704419575012856&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/9060704419575012856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/9060704419575012856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/12/essa-semana-parece-finalmente-terminam.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-6725616262857343731</id><published>2008-12-09T19:10:00.002-02:00</published><updated>2008-12-09T19:33:02.597-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ainda sobre o tempo. Esse ano me dei conta da passagem do tempo por alguns motivos curiosos. Um par de motivos curiosos foi o casamento do Vinícius e o nascimento da Laura, filha da Marcia. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Há quatro anos atrás me lembro de nós 3 muito preocupados com outras coisas. Muitas outras, menos filhos e casamentos. Eu estava com um namoro afundado, a Marcia um casamento destruido e o Vinicius em pleno encantamento pela amada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos juntos no aniversario da Tereza, onde conheci o Juliano. Chovia muito e o meu mau-humor naquela ocasião só me traziam perspectivas ruins. Esse ano vi a Marcia ser mãe. Gravidíssima com uma barriga linda de morrer. Reclamenta, como sempre. Mas em clara transformação pela maternidade. Se transfigurando. Foi lindo. Nunca achei que veria a Marcinha assim. Ela sempre dizia que não queria filhos, que isso e aquilo. Mas pude ser testemunha do que a Laura fez a ela, desde o início. Hoje a pequenina está fofa, sorridente. E a mãe mais ainda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Vinícius... puxa! Casado! Feliz e mestre! Bom ver o melhor amigo numa situação dessas. Estou orgulhosa dele. E ao mesmo tempo, sem me surpreender. Já esperava que ele teria um futuro (próximo) bom. Merecido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho os meus dois amigos como testemunha do tempo. Mais que de amizade. Isso está em tudo o que falo e sinto deles. Mas o tempo... Eles presenciaram, certamente, coisas da Thais que nem ela esperava. Das mais intensas rupturas. Corte de entranhas para um desenlace de si mesma. Foram as testemunhas mais fiéis. Silenciosas. E briguentas também. Dos conselhos mais sábios. Dos poucos que eu escuto. Irmãos mais velhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje passei o dia fazendo coisinhas aqui e ali. Sempre me deparo com as fotos deles pela casa. E pela lembrança do quanto fazem parte da minha vida. Eu me surpreendo. Como o tempo pode ser generoso e permitir que a gente veja pessoas especiais permanecerem na nossa vida. E uma permanência que aflora, não gangrena. Olho pra eles hoje e pra mim, com a minha trajetória... cheia de momentos de sim e não, talvez, quem sabe, desisto e deixa pra lá... com umas conquistas... que só o tempo dá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti saudades dos dois hoje. Daquela noite de chuva forte em 2004. Fazia frio. Das broncas da Marcia e do Vinícius. E do jeito desajeitado que sempre cuidaram de mim. Senti saudades das noitadas com a Marcia, das rizadas e de todas as conversas profundas sobre a vida e o futuro da humanidade que eu tinha com o Vinícius. Fico olhando a árvore da USP, palco desses monólogos. E hoje, a humanidade continua a mesma (provavelmente há uns 100 milhões de anos assim...), mas sem a árvore na USP. E sem o Vinícius tão perto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei refletindo sobre os meus apegos. E me sentindo bem - e apegada - ao que pode se transformar no tempo. Às ondas do viver que me golpeiam por dentro. E ainda me deixam perplexa, surpresa pensando - e sentindo - o poder de estar vivo. Por dentro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quis dizer tudo isso a eles hoje. Fiquei sem jeito de ligar e despejar essa coisa enlouquecida dentro de mim. Ficou uma saudade de mudar mais. E poder testemunhar esse devir. Sem previsões. Sem pressa. Que vem debaixo de chuva... deixando o sol vir do jeito certo. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-6725616262857343731?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/6725616262857343731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=6725616262857343731&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/6725616262857343731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/6725616262857343731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/12/ainda-sobre-o-tempo.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-7474210835987012875</id><published>2008-12-03T12:08:00.002-02:00</published><updated>2008-12-03T12:31:50.611-02:00</updated><title type='text'>negociando com o tempo</title><content type='html'>Depois de reler o Sandman fiquei fantasiando que o Tempo deve ser uma entidade daquele tipo. Sinistra e descolada. Fiquei imaginando como o Neil Gaiman desenharia esse sujeitinho tão presente (e ausente) na nossa existência. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Tirei o atraso de algumas coisas nessa primeira semana de quase sossego: assisti E o vento levou mais uma vez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revivi meus momentos de Scarlet e as coisas que o Tempo provoca na gente. Esse papo todo de amadurecer. Há alguns dias atrás ouvi que era preciso negociar com o tempo. Tenho pressa em fazer esse mestrado, terminar a pesquisa, finalizar. Encerrar e poder outra vez começar outra coisa. Há muitos planos. Um medo desse desconhecido, tão próximo de mim. Uma vontade de atravessar as fronteiras e invadir esses territórios meus e dos outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a ansiedade volta. Fica. Permanece... Li. joguei papéis fora, arrumei armários. E ainda sinto essa desorganização aqui em mim. Uma confusão de priorizar todas as vontades. Tirar o atrazo. Mas quem me disse que estou atrasada? De repente me senti tomando café da manhã com o coelho branco de Alice no país das Maravilhas. Tenho pressa pra tudo. Olhei minha vida nos dois últimos anos. Só corri. Nem sei bem para que... para quem... mas para mim não foi...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou corri de mim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou bem agora. Tenho o Tempo comigo. Preciso usa-lo ao meu favor... mas ainda nao sei de que jeito. Ou como diz o velho ditado, nao sei quanto tempo o tempo tem... Fantasiei outras coisas... Olhei os calendários. Tentei organizar agendas, metas, prioridades. E tudo o que me restou foi uma perplexidade completa diante do Tempo. Me lembrei da época que frequentava a faculdade de física e ouvia as loucuras e teorias - físicas - sobre o tempo. Até a blasfêmia para um historiador: o Tempo não existe. Não ousaria discutir isso. Acho que há capacitados... mas até essa constatação me assusta. O que se tem? Não temos nada, só que somos. E até isso parece intangível demais para nós...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quis parar o tempo. Como se param filmes, livros. Congelar. Me lembrei do meu apego às pessoas e aos lugares. É. Sou muitíssimo apegada. Fico tentando segurar os momentos por entre os dedos. E me incomoda como escorregam da gente. Ontem recebi meus irmãos em casa. Foi uma delícia e ficamos rindo até de madrugada escutando música... quis congelar aquilo... diante dos meus olhos. E me dei conta nesse momento que eu viveria uma vida congelada. Cheia de momentos assim. Com amigos, com família. E que desse imenso iceberg eu jamais poderia caminhar ou sair. Que morreria de frio em mim mesma. E que tudo o que eu pudesse, reteria. Como um grande buraco negro, faminto de felicidade... que tragaria pessoas. Não seria livre. E nem deixaria ninguém livre - de mim. Achei graça dessa imagem. E naquele instante disse ao Coelho Branco para tomar um chá de cidreira. Ou um suquinho de maracujá... e que esperasse mais um pouco. Desenhei o tempo como um grande polvo. Cheio de braços, que me lançavam longe e me traziam de volta. E eu seria minimamente um io-io simpático... que saberia ir. E voltar. E me divertiria de estar nos braços do Tempo, saracoteando pelo Universo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me lembrei do Pequeno Príncipe. E aquelas viagens nos cometas... poder ir, voltar, esperar, ficar. Isso o Tempo deve permitir. Marquei uma entrevista com ele. Para ser feita durante a vida. É o tempo que ele tinha na agenda. Ficamos de "ir conversando"... E que ele seria o primeiro a me receber... depois o Sandman, o Destino, o Delírio. E depois a Morte. E depois... só depois. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pus a água na chaleira... e vou esperar a hora do chá. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-7474210835987012875?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/7474210835987012875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=7474210835987012875&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/7474210835987012875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/7474210835987012875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/12/negociando-com-o-tempo.html' title='negociando com o tempo'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-4431371514616445986</id><published>2008-11-29T11:17:00.000-02:00</published><updated>2008-11-29T11:18:15.305-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Smile though your heart is aching&lt;br /&gt;Smile even though its breaking&lt;br /&gt;When there are clouds in the sky, you'll get by&lt;br /&gt;If you smile through your fear and sorrow&lt;br /&gt;Smile and maybe tomorrow&lt;br /&gt;You'll see the sun come shining through for you&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Light up your face with gladness&lt;br /&gt;Hide every trace of sadness&lt;br /&gt;Although a tear may be ever so near&lt;br /&gt;That's the time you must keep on trying&lt;br /&gt;Smile, what's the use of crying&lt;br /&gt;You'll find that life is still worthwhile&lt;br /&gt;If you just smile&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Light up your face with gladness&lt;br /&gt;Hide every trace of sadness&lt;br /&gt;Although a tear may be ever so near&lt;br /&gt;That's the time you must keep on trying&lt;br /&gt;Smile, what's the use of crying&lt;br /&gt;You'll find that life is still worthwhile&lt;br /&gt;If you just smile&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;That's the time you must keep on trying&lt;br /&gt;Smile, whats the use of crying&lt;br /&gt;Youll find that life is still worthwhile&lt;br /&gt;If you just smile&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Chaplin)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-4431371514616445986?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/4431371514616445986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=4431371514616445986&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/4431371514616445986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/4431371514616445986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/11/smile-though-your-heart-is-aching-smile.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-1545319093479212447</id><published>2008-11-29T10:51:00.003-02:00</published><updated>2008-11-29T11:17:02.427-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ontem foi meu último dia no trabalho. E misturado a uma sensação de alívio e apego eu me vi ali, enfiada em mim mesma nesse monte de pensar e sentir e entender. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;O mais mágico foi me lembrar - e sentir de novo - todas as coisas lindas sobre o último dia de aula. Como se fosse o fim de uma coisa muito importante da minha vida.Pixar camisetas, escrever bilhetes e dizer aquele monte de coisas (in)esquecíveis. Muitas daquelas assinaturas se apagaram e eu quase não me lembro de tudo... Mas a gente tem uma tendência a eternizar as coisas todas dentro da gente. Como se pudesse se agarrar o tempo com as mãos e colocar isso dentro do peito. Retocar as assinaturas, as pinturas dos retratos e corrigir os sons das conversas e despedidas, escutanto pra sempre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a memória é mais implacável... não se permanece como se quer. E que bom. Fiquei hoje cedo escutando Queen - who wants to live forever - e pensando no que seria a gente ficar assim, pra sempre, assistindo e vivendo a humanidade. O quanto a gente deixaria de ver o novo. De ser o novo. Essa palavra provavelmente desapareceria do nosso vocabulário. E eu queria entender porque ela sempre é tão necessária pra nós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem saí pelos corredores ritualizando em mim esse fim. Esse novo novo que se abre - e que ainda não sei onde está. Me lembrei do primeiro dia que entrei ali, naquela imensidão de prédios e ansiedade. Lembrei das entrevistas. Das frustrações da primeira fase. Do primeiro dia de aula. Lembrei do dia da saudação aos novos professores... dos que conheci. Dos aplausos que todos nós recebemos com a nossa chegada. Um auditório com quase 500 pessoas. E fiquei olhando naquela multidão quantos tinham saído para que entrássemos... quanta dor, desapego. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei o sol se pondo no meio das árvores. As pessoas passando - sempre correndo - e sempre ocupadas. Olhei aquele encerrar de ano. Passei pelos corredores das salas de aula. Vi os que gosto, os que não. Olhei as salas vazias. Era um encerrar mais profundo pra mim do que o simples ano letivo. Vi as pessoas se aproximarem, falarem, inconformarem-se... Ouvi. Recebi abraços, bilhetes e até que chegasse naquele quiosque de festinhas e comilanças fui deixando o melhor de mim e levando uma coisa que jamais algum deles vai ter... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebi a gritaria dos alunos e aquele monte de pedidos de fotos, assinaturas de camisetas, ritos de passagem, de negação da ordem... Assinei me lembrando das assinaturas antigas. Daqui há alguns anos eles mal vão se lembrar dessas coisas, dessas pessoas, tãopouco das aulas. Tudo vira uma penumbra sem retoques no tempo. Olhei aqueles meninos e pensei o que eles vão ser daqui há 20 anos, onde estarão. Ah! se a gente soubesse. Eu não sabia há 20 anos atrás. Não via nada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ri bastante com os colegas e fotografei os bilhetes para mim. Olhei aquele clima de festa e notei que o ciclo estava de verdade encerrado. E isso me dava uma paz. Encerrei para eles, os alunos, não para a instituição. A máquina da instituição é insaciável. Nunca está bom. Mas para as pessoas, os alunos, há um saciar dado pela vida. Que não é saturação. Lembrei de muitos dos meus professores. Alguns mais, outros menos. Lembrei dos significados silenciosos de muitas das aulas. Das brigas e de tudo o que acontecia que parecia aos meus olhos a coisa mais importante do mundo. E de fato era. A diferença é que meu mundo foi se ampliando... ficou grande demais para aquilo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encerrei a minha participação. O mais difícil não é sair da vida das pessoas. Mas escolher o modo como se faz isso. A gente entra e sai da vida um do outro com a maior facilidade. Os relacionamentos são todos agora descartáveis. Um supermercado onde sempre o cliente tem razão. Deixei aquele lugar escolhendo quem levar comigo. Quem, de mim, deveria ficar comigo. Me despedi com alegria de todos eles. Levei as fotos, os bilhetes e todos os presentinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parti de um porto que não teria mais sentido. Que me enjaulava nessa vontade de sair e descobrir. Zarpei dali levando, nas bagagens especiais, um monte de lembranças e uma conquista minha, muito silenciosa. Não há paraísos mesmo. Mas constru-os aqui dentro, onde eu os possa levar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi assim em cada classe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E busco outros portos, menos barulhentos, onde eu possa ver mais o por do sol, escutando esse ir e vir das ondas, das gentes, de tudo o que a vida leva, traz, afunda no mar... e dissolve na água do tempo. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-1545319093479212447?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/1545319093479212447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=1545319093479212447&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/1545319093479212447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/1545319093479212447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/11/ontem-foi-meu-ltimo-dia-no-trabalho.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-6981328203802803523</id><published>2008-11-28T07:36:00.001-02:00</published><updated>2008-11-28T07:37:51.365-02:00</updated><title type='text'>encerrando...</title><content type='html'>canto... nos cantos de mim...&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;It's coming on Christmas&lt;br /&gt;They're cutting down trees&lt;br /&gt;They're putting up reindeer&lt;br /&gt;And singing songs of joy and peace&lt;br /&gt;I wish I had a river&lt;br /&gt;I could skate away on&lt;br /&gt;But it don't snow here&lt;br /&gt;It stays pretty green&lt;br /&gt;I'm going to make a lot of money&lt;br /&gt;Then I'm going to quit this crazy scene&lt;br /&gt;I wish I had a river&lt;br /&gt;I could skate away on&lt;br /&gt;I wish I had a river so long&lt;br /&gt;I would teach my feet to fly&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I wish I had a river&lt;br /&gt;I could skate away on&lt;br /&gt;I made my baby cry&lt;br /&gt;He tried hard to help me&lt;br /&gt;You know, he put me at ease&lt;br /&gt;And he loved me so naughty&lt;br /&gt;Made me weak in the knees&lt;br /&gt;I wish I had a river&lt;br /&gt;I could skate away on&lt;br /&gt;I'm so hard to handle&lt;br /&gt;I'm selfish and I'm sad&lt;br /&gt;Now I've gone and lost the best baby&lt;br /&gt;That I ever had&lt;br /&gt;Oh I wish I had a river&lt;br /&gt;I could skate away on&lt;br /&gt;I wish I had a river so long&lt;br /&gt;I would teach my feet to fly&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh I wish I had a river&lt;br /&gt;I could skate away on&lt;br /&gt;I made my baby say goodbye&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It's coming on Christmas&lt;br /&gt;They're cutting down trees&lt;br /&gt;They're putting up reindeer&lt;br /&gt;And singing songs of joy and peace&lt;br /&gt;I wish I had a river&lt;br /&gt;I could skate away on&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-6981328203802803523?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/6981328203802803523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=6981328203802803523&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/6981328203802803523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/6981328203802803523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/11/encerrando.html' title='encerrando...'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-4327250102976944894</id><published>2008-11-10T08:34:00.002-02:00</published><updated>2008-11-10T08:40:32.733-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Acordei pouco mais de 4 da manhã com a habitual insônia. Levantei, tomei um suquinho de uva. Andei pela casa acompanhando os progressos da reforma. Li emails. Brinquei com os gatos.&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;E ainda me pego descoberta pelas sombras do passado. Essas que não querem ir. Ficam. Rodeiam o meu espírito por dentro. E escrevem. E insistem. Achei graça disso. Tenho uma pilha de caderninhos e fitas para queimar. Olho-os todos os dias consagrande esse luto. Me despeço. E vou. Sigo, sem eles e as suas delícias que machucam tanto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E voltam. No meio do dia. Cedo no café. Me visitam. As minhocas sempre ficam aqui e ali passeando. Lagartixas verdes que saem do piso. Meu ultimato funcionou, e o desespero delas nessa agonia de quase-morrer ainda me tiram essa energia. Elas se vão, queimadas em suas estacas de madeira na semana que vem. E jogo ali todas elas, suas lembranças, batons, perfumes e risadas. Deixo-as no lugar que jamais deveriam ter saído. Diluídas no universo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E volto para o meu cantinho, submersa nessa vida... e esse meu renascer volta feliz. Aliviado, cheio de transformações que me devolvem ao Juliano. E ele a mim. Do jeito que a gente é. O Nosso. Sem mais nós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E espero, contando os dias do sonhar, para desancorar esses barcos fétidos do meu (a)mar. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-4327250102976944894?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/4327250102976944894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=4327250102976944894&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/4327250102976944894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/4327250102976944894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/11/acordei-pouco-mais-de-4-da-manh-com.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-1237627099368854024</id><published>2008-11-09T23:36:00.002-02:00</published><updated>2008-11-09T23:44:04.053-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Há duas semanas eu vivo um renascer. O fato de eu não controlar - nada - a minha vida tem as suas vantagens. Vivi uma reviravolta profissional que tem misturado alívio, mágoa, decepção (fuuuunda) e uma (re)descoberta de possibilidades. Intuições à parte, estou feliz, apesar dos medos. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;A solidariedade dos colegas nesses momentos de ruptura é sempre um conforto. Mas, mais que isso, tem sido pra mim uma resposta do destino que, de fato, há outros portos para ancorar. Outros, zarpar depressa. Tânia me disse para não queimar navios. Quase tive vontade de incendiar a biblioteca de Alexandria. Mas me contive, pensando e sentindo que essas transformações só servem se virarmos do avesso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade o que tenho sentido é que estou sendo revirada do avesso. Voltando para o meu eixo de sempre. Trabalhei tanto nos últimos dois anos que abri mão de conviver, sentir, (re)ver pessoas. E acho que a avalanche que me devolve isso é um sinal de gratidão. Apesar da dor. Apesar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei que - em teoria - minha auto-estima ia ficar abalada. Ao contrário disso, me senti tão mais forte e convicta do que eu realmente (não) quero fazer na minha vida... nada me segura agora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os mistérios do ir e vir, do sentir, da dor e da decepção ainda vão precisar de uns dias. Em mim. Decantando para que eu transmute isso - esse visco - em estradas de tijolos amarelos. O resto. Só caminhar. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-1237627099368854024?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/1237627099368854024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=1237627099368854024&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/1237627099368854024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/1237627099368854024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/11/h-duas-semanas-eu-vivo-um-renascer.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-6928790314518251005</id><published>2008-10-26T22:05:00.003-02:00</published><updated>2008-10-26T22:15:46.684-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Fiquei a semana me perguntando desse sentir solitário dentro de mim. Achei que tivesse entendido. Utopias. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;&lt;br /&gt;Mas a sensação ficou forte quando me deparei com o real. O possível. Fiquei tentanto crer que o possível é sempre o que a gente pode querer realizar. Dentro de um campo - possível de negociações. Me enganei. Estou só. E muito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei - iludida? - que pertencia a projetos. A sonhos. E me dou conta que os meus não cabem naquele mundinho - acostumado - de solidão. Fez tudo só. Sempre. Achei meio mágico que isso pudesse de alguma forma ter se transformado. Engano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me lembro de ouvir na terapia há alguns anos atrás - as pessoas não mudam. E do Vinícius insistindo em me repetir: as pessoas dão o que elas querem dar. E me percebi sempre disposta a oferecer. Mais de mim. E o mais irônico nesse papo é que quando eu peço, me transformo na devoradora insaciável. Dos sonhos alheios. E me esqueço que ali, bem ali, de fato eu não caibo. Não pertenço. Não sei se dói mais ter acreditado que isso era sim, possível. Ou por ainda esperar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto um cansar tão profundo... doído. De silêncios. Não sei mais comunicar. Acho que desisti de pedir. Já vi isso acontecer anos atrás... por que será que pedir está errado? Fiquei sem chão... sem mais referências do que acreditar, nem esperar. Nem sei mais dizer que dói, que machuca, que sinto. Que queria que fosse diferente. E espero, e preciso - mais e mais - ser compreensiva. Entender. Esperar. Aceitar. Onde eu me pus nisso mesmo? Não posso mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vontade de ficar. De sumir, de nadar. Sem voltar. E deixar - mesmo - de sonhar. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-6928790314518251005?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/6928790314518251005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=6928790314518251005&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/6928790314518251005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/6928790314518251005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/10/fiquei-semana-me-perguntando-desse.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-2877785963814644875</id><published>2008-10-22T21:50:00.002-02:00</published><updated>2008-10-22T21:55:04.740-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_FaHx1hwKO-M/SP-876DxoxI/AAAAAAAAAGQ/YuIDte2DYhU/s1600-h/DSC00639.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 225px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_FaHx1hwKO-M/SP-876DxoxI/AAAAAAAAAGQ/YuIDte2DYhU/s400/DSC00639.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5260130627175424786" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Hoje deu saudade dessa turma... &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Type rest of the post here&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-2877785963814644875?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/2877785963814644875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=2877785963814644875&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/2877785963814644875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/2877785963814644875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/10/hoje-deu-saudade-dessa-turma.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_FaHx1hwKO-M/SP-876DxoxI/AAAAAAAAAGQ/YuIDte2DYhU/s72-c/DSC00639.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-6036792912158984609</id><published>2008-10-22T21:41:00.002-02:00</published><updated>2008-10-22T21:50:17.826-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Só é irônico quando a gente - ainda - cria expectativas de coisas que jamais vão se modificar. E a nossa estupidez - ainda - insiste em crer. Fiquei rindo de mim hoje depois dos choros. Um riso sarcástico da minha própria dor - e ingenuidade...&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;e ainda sentia aqui dentro que poderia ser surpreendida. Pelas ações, gestos, palavras. Pela significância de coisas - que a muitos são - tão insignificantes. E me senti tal qual. Engraçado como a gente se engana. E se sente, e se dói. E se espera. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei para a tela, livros do grego e a minha cervejinha vermelha. Para voltar ao que a gente chama - ironicamente - de realidade. Fiquei me lembrando da aula do Charles na semana passada sobre o Romantismo. Ri. De mim. Do meu olhar romântico para o mundo. Exatamente. Igualzinho ao que ele fez no exemplo aos alunos. Olhos fechados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda teimo em querer olhar. Esqueci. Cultivei essa esperança - como gostam de dizer - infantil. Aliás... eu tenho sido mesmo criança. Sonhando demais... há semanas atrás comprei danoninho. E depois aquelas papinhas de crianças. Pedro e eu compartilhamos esse universo - infantil - nostálgico da infância. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje quis (me) sair daqui. E definitivamente acordar. Deixar de esperar e querer e crer e desejar. Só parar. E seguir depois. Só. Sem mim. Sem nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ligo o computador e fico acompanhando as notícias - aparentemente - tão mais interessantes - e provocadoras - do que os meus anseios, sim. Infantis. Birrentos. E mais uma vez me senti só. Nesse querer, esperar. Abandonar. Compartilhar. deixar... Compreender... tanta solidariedade...! me cansa. me larga, me esquece...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filó e eu. Nessa carência felina. Indo, voltando, saindo, deixando(-me)... em lençóis... umedecidos e apertados, sós.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-6036792912158984609?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/6036792912158984609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=6036792912158984609&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/6036792912158984609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/6036792912158984609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/10/s-irnico-quando-gente-ainda-cria.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-7344757973604105200</id><published>2008-10-21T10:07:00.002-02:00</published><updated>2008-10-21T10:14:03.184-02:00</updated><title type='text'>envenenamento</title><content type='html'>Onde guardei os venenos que insistem colocar em mim? Fico procurando junto às lagartixas verdes, coloridas. Não encontro. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Fico pensando porque, por onde. E tudo o que me sobra são essas lembranças azedas, depositadas em mim. Mistura ocre de inveja e rancor. Continuo me lavando. E não sei tirar de mim. Ontem subindo as escadas afundava os pés naquele lodo viscoso. Nada além de mim sobrevivia... Vontade de me esquecer de tudo. De nem saber mais quem sou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei ao lugar de sempre. Cheio de minhocas e bichos. O escuro. Vontade de chorar. Sumir. Fugir. E me peguei de novo indo embora de mim. Não voltei ainda. Fico aqui procurando novas portas de saída. Sem barras, sem pânico. Me afundei de novo em poesias distantes. Como se quisesse acender a luz debaixo da terra. Ninguém me veria mais. E me escondo. Me procuro. Me sigo para esse caminho torto de mim. Angustiado de novo. Sem resposta. E a cicatriz rasga nesse passado interminável de dor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paro. Não respiro. Por onde mesmo? E leio Pessoa. E desisto. Cansaço profundo de novo. Vontade de apagar. Dormir. Esquecer e resfriar essa ardência toda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não guardei os antídotos. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-7344757973604105200?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/7344757973604105200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=7344757973604105200&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/7344757973604105200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/7344757973604105200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/10/envenenamento.html' title='envenenamento'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-5712746892762246109</id><published>2008-10-18T17:32:00.003-03:00</published><updated>2008-10-18T17:58:32.425-03:00</updated><title type='text'>Arrumando armários</title><content type='html'>Uma das coisas que me distrai nessa solidão de dentro é organizar o guarda-roupa. Parece engraçado. Eu sempre fui organizada, sistemática com as coisas que me dão prazer. Sempre gostei de arrumar a casa. Sobretudo a minha. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Sinal de desatenção é curado arrumando papéis e tralhas e roupas. Percebi que essa patologia de organização acontece de tempos em tempos. Fico horas separando as coisas que quero e não quero. Ritualizo essas arrumações com as músicas que me devolvem a Thais. Sexta-feira saí cedo e quando voltei comecei a organizar os papéis da pesquisa. Isso se transformou num caminho sem volta. Abri caixas que estavam fechadas há tempos. De dentro de mim também. Achei cartas antigas, bilhetes, fotos, cartões de aniversário. De gente que se foi há muito tempo. Recolhi umas joinhas que meu avô deixou pra mim com umas mensagens à "bailarina". Outros do tio Fredy. Desenhos. Cartas de mim pra mim. Recados da minha mãe. Poesias do meu pai em dias de aniversário. Meu discurso de formatura da 8a. série. Tantas coisas... achei até uns bilhetinhos do Pico, de quando a gente tinha uns 11 anos. Achei graça de ter preservado essas coisinhas mimosas. Muitas delas ainda são vivas em mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois fiz uma arqueologia subaquática nas minhas lágrimas. Tirei as dores que ficaram incrustradas na alma. E que me ancoravam nesse mar morto... salgado demais. Me lembrei do Caio Abreu... que seja doce... e comecei a tirar papéis e lembranças. Dessas dores, muitas deixaram uma névoa sutil. Quase escondida. Outras eram mais espessas e doía demais mexer. Encostei. Mas tirei das caixas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abri compartimentos novos nos armários. Depositei ali as lembranças boas. De adolescente, de quando brincava na rua e dos meus caminhos no ônibus do Paralelo até em casa. Eu adorava ficar olhando o jeito das pessoas andarem e falarem. Até imitava quietinha na minha cabeça. Comprei uma caixa rosa pink. Isso mesmo. Fiquei com vontade de ser menina e gostar de rosa. Menos vermelho talvez suavize o coração. Achei um recado de um antigo fã que ria da minha configuração astrológica: leonina, ascendente capricórnio. Lua em escorpião. Depois me lembrei do Pico dizendo que eu era a melhor nerd que ele tinha conhecido... É curioso como as pessoas pintam a gente com cores tão próprias. Me lembrei do Fernando Pessoa no livro do Desassossego mais uma vez... que cor é sentir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revivi um arco-iris bonito. Intercalado pelas tempestades discretas desses anos. Umas mais turbulentas. Coloquei as coisas bonitas nessa caixa rosa. Foi importante ritualizar essa transição. É importante sentir que se cresce. Como dizia o Sidnei... é bom saber que a gente dilata. Fiz uma prece quietinha. Olhei ao redor. A Filó ficou o tempo todo comigo, com esses olhinhos grandes, amarelos. Solares. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeci. Me arrependi. Me desfiz e desfilei pra mim mesma. Tomei um banho comprido... gelado. Senti a alma baixar a febre. Demorei mais ainda. Deitei e olhei pra cima. Como se lá no alto alguma confirmação dessas mudanças fosse sinalizada... o lustre balançava com o vento. e as cortinas... vi os gatos brincarem com isso. Fechei os olhos e escolhi as melhores coisas que me aconteceram... as mais singelas. Muitas mais discretas do que eu poderia perceber na época. Fiz uma listinha na cabeça. Organizei. Coloquei no coração. Respirei fundo nisso. São raros esses momentos de completude e felicidade dentro da gente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me lembrei mais uma vez do meu tio. Dessa alegria dispersa-angústia. E abri uns livrinhos soltos de alemão. Histórias de criança para adquirir vocabulário. Fiquei olhando as figuras. Desenhos bonitinhos e cheios de cores. Li quase nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meio adormecida em cima dos livros fiquei com esse perfume aqui dentro. Me lembrei dos outros armários... de uma casa que se refaz diariamente dentro - e fora - de mim. Apertei o travesseiro e gostei de ficar ali. Só. Cheia de lembranças. Dançando comigo nesse salão recém arrumado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tocou o telefone. A Clara, minha irmã, ligada nas turbinas. Rapidamente voltei à realidade ouvindo as suas palavras me atropelando. Ia encontra-la pra por a conversa em dia. E quem sabe, falar da faxina. Fechei a caixa rosa. A porta. E transitei por São Paulo sem mais correntes.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-5712746892762246109?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/5712746892762246109/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=5712746892762246109&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/5712746892762246109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/5712746892762246109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/10/arrumando-armrios.html' title='Arrumando armários'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-1767896995450335665</id><published>2008-10-16T20:20:00.000-03:00</published><updated>2008-10-17T15:19:33.105-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Disse Nietzche que tudo seria permitido se Deus não existisse, e eu respondo que precisamente por causa e em nome de Deus é que se tem permitido tudo, principalmente o mais horrendo e cruel. &lt;br /&gt;(Saramago)&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Type rest of the post here&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-1767896995450335665?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/1767896995450335665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=1767896995450335665&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/1767896995450335665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/1767896995450335665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/10/disse-nietzche-que-tudo-seria-permitido.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-1242826629949526563</id><published>2008-10-15T12:27:00.003-03:00</published><updated>2008-10-15T13:58:07.303-03:00</updated><title type='text'>Dia de professores</title><content type='html'>A minha terça feira foi insana mesmo. Se eu ouvisse essa história de outra pessoa, possivelmente desconfiaria das capacidades mentais. Mas a graça não está mesmo só no que a mente pode dizer - ou fazer. Está no sentir. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Charles foi meu professor de portugu6es na 7a série. 1992. Faz tempo. Mas é muito atemporal aqui dentro de mim. Já falei dele aqui. A última vez que nos vimos foi em 1998. Eu já o havia visitado no cursinho que ele lecionava no ano anterior. Conheci o Rodrigo ali. Meu outro querido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passaram-se dez anos. Foi tanto, e nada. Há tempos que eu queria reencontrá-lo e dizer que a menina que ele tinha conhecido crescera. Essas coisas que a gente quer mostrar e dizer. Uma tentativa até de resgatar as coisas que a gente tem de especial, de importante, de valor. Sentia falta de conversar com ele. De explicar, perguntar, ouvir. Gostava de ouvir ele cantar na sala e dizer todas aquelas poesias incríveis que ele conhecia. Nos falamos brevemente em 2006 depois de uma empreitada minha quase FBI ou CIA. Digo sempre ao Juliano que eu poderia trabalhar num desses serviços de inteligência. E rimos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uns quatro emails a gente se perdeu. De novo. Mas é estranha a sensação de não se perder alguém de fato. Havia uma sintonia ali. Esse ano, mais uma vez eu voltei a procura-lo. E nesse meio tempo um monte de fantasias infantis do porque-que-ele-sumiu-de-novo voltavam e voltavam. Era quase um disco riscado. Sonhei, procurei. Nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui para Jundiaí ontem atrás dele. Depois de descobrir a escola, telefone, endereços. Peguei o carro e me preparei para voltar em seguida com um até-logo, ou o-que-você-faz-aqui. Essas coisas. Fiquei esperando o intervalo num texto longo de papirologia... e eis que ali surgiu essa figura. Do jeitinho que eu o conheci - de cabelos curtos e uma barba esquisita. Mais branca. Os mesmos olhos e aquele jeito tímido de chegar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rimos porque era tão absurda a minha presença ali - a começar pela cara da secretária quando me viu. Imaginei que ele deveria ter um monte de fãs entre as alunas e que era comum essa tietagem toda. Mas seria difícil mesmo explicar esse significado. Talvez para muitos isso tenha cara de paixão platônica enrustida, ou coisa assim. Mas me marcou muito a Fátima Freire - a filha do Homem - dizendo que a gente tem que devolver para o outro as coisas que recebemos. Acho que, pela primeira vez, me sentia em condições de devolver qualquer coisa ao Charles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi bonito. Conversamos e eu assisti a uma dele. O tema não poderia ser mais apropriado para a minha busca de realidade. Romantismo. Me lembrei das aulas do Nicolau na USP que me tiraram o sono com esse tema. Das leituras do Fausto. Da dança e da música. E de tudo isso que a gente foge e volta na vida. Como é triste idealizar o entorno. E ouvindo o que ele dizia eu me lembrei do Juliano. Das coisas que eu queria dele, de nós. E de tudo o que essa perspectiva romântica de viver nega: crescer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos da aula e fomos assistir uma apresentação dos alunos. Uma espécie de show de talentos. Recordei a minha - amarga às vezes - adolescência cheia de crises e complexos. Foi engraçado. Estava ali, com 29 anos, liberta da maioria das neuras juvenis, ao lado do meu professor. Uma testemunha ocular de uma parte minha que morreu, morria. E de um (re)nascimento custoso. Fiquei imaginando se isso era parecido com o texto de Saramago sobre a cegueira. Deve ser estranho ver quando ninguém enxerga. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Almoçamos depois de um percurso de estrada. Quase a minha estrada ali revisitada depois de 17 anos. Mais velha. Mais eu. Mesmo que eu ainda não saiba que eu é esse. Ou esteja romanticamente analisando essa perspectiva egocentrada de Eu. Tem tantas coisas que eu queia contar e mostrar. Me senti numa galeria de mim mesma escolhendo qual era a melhor obra. Era engraçado agora sermos colegas de trabalho. Humanos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí desse almoço meio enebriada com lembranças e as experiências que - ainda - eram tão recentes em mim. Fui para a USP buscar a Marly e depois ir para a casa do meu orientador. Horas de conversa entre o mais acadêmico e o mais humano. Músicas, café, coca-cola, e essa coisa toda da cultura trash... Vimos os livros, artigos, falamos do futuro, de mim, dele. Falamos dessas mulheres estudadas pela História. E dos historiadores que pouco se olham, mas muito se estudam. Fiquei agradecendo aos imortais por essa generosidade da vida. Que bom ter um mestre assim. Saí de lá quase 2... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei pra casa. Chorei pelo Sidnei. Outro mestre. Agradeci pelos meus. Que são presentes. E por esse reencontro comigo. Ontem, hoje e amanhã. Vi o Charles e o Tatá numa imensidão de linha do tempo aqui dentro do peito. Tudo atemporal nessa minha transformação. E esse sentir de plenitude. Só meu. Que por mais que eu escreva, fale, sorria, mostre, vai ficar sempre aqui dentro comigo. Aos mestres, todo meu carinho, e a minha gratidão. Sempre. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-1242826629949526563?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/1242826629949526563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=1242826629949526563&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/1242826629949526563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/1242826629949526563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/10/dia-de-professores.html' title='Dia de professores'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-256331673310398064</id><published>2008-10-13T17:23:00.004-03:00</published><updated>2008-10-13T22:42:32.775-03:00</updated><title type='text'>o sapatinho vermelho</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_FaHx1hwKO-M/SPP49sFbDoI/AAAAAAAAAGI/h1VqNpM0hyQ/s1600-h/sapatos+vermelhos+de+Dorothy.png"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_FaHx1hwKO-M/SPP49sFbDoI/AAAAAAAAAGI/h1VqNpM0hyQ/s400/sapatos+vermelhos+de+Dorothy.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5256818928761114242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sempre gostei de vermelho. Principalmente de sapatinhos vermelhos. Dão personalidade ao nosso andar tão desatento nesse mundo. Quando me dei conta que a meninice se tornava outra coisa, comprei muitos deles. Sempre daquele mesmo jeito que eu usava quando criança. De bonequinha. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Dia 22 tinha quase se tornado sinônimo de angústia. Terapias a parte, essa minha visão romântica de mundo não é fácil não. Dá muito trabalho. Pra mim. E para os outros. 22 de setembro. Início de primavera aqui dentro. Sinais de um desabrochar cheio de mistérios e desabotoares silenciosos nas noites. Apesar dos dias cinzentos e friozinhos eu sentia que as tempestades de agosto poderiam se dispersar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí do trabalho com as minhocas dirigindo comigo. De fato, as safadinhas sempre sabem como costurar caminhos nos seus precários neurônios. E o caminho desse ir-buscar-depois-do-trabalho-da-natação-e-da-luta... ficavam mais e mais longos. Quase intermináveis aqui dentro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carro com as luzes fracas e apagadas. A neblinazinha sinistra que mais parecia sair de dentro de mim me motivou a dar um telefonema qualquer. Chegando via o Juliano com uma flor vermelha nas mãos.  Me perguntava ali onde eu tinha deixado a Thais. Ou para onde ela tinha ido sem avisar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me enlaçou o pescoço numa correntinha pequenina, que pendurava aqui e ali um sapatinho vermelho. Igual aos que eu sempre usei. E ainda uso. "É para você saber onde está o teu caminho no coração, pra ele te levar sempre pra mim"... E de volta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me senti como a mocinha do Mágico de Oz andando numa estrada de tijolos amarelos. Via aquele sapatinho reluzindo pra mim e me mostrando - de fato - coisas que eu sequer poderia escrever. Tão sutis. Um transformar-se genuíno que me escapa e me move. Me deixa inteira. Olhando de frente para todos os lados ao mesmo tempo. Prismática.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhei alguns dias nessa estrada que me deixaram sonhar de novo. E sonhos de ontem, de amanhã. De nunca. De gente que foi, que fica, que vai um dia. E que nunca chegou. Olhei todas as estradas em volta. Algumas mais coloridas, outras mais barulhentas. Peguei a mais vazia. E sigo nela. Só pra mim. Com esse andar perdido de menina-moça, querendo saber e ver, sentir, experimentar. E percebo o quanto esse viver-com atinge em cheio o meu sentir romântico. Quando penso em andar descalços, o sapatinho fica mais confortável. Protege. Ensina. Mostra que os caminhos aqui de dentro não são trilhados com a mente. E mesmo que lagartichas verdes atravessem a estrada - sem minhocas - eu consigo saltar. Pra esse outro sonho de mim. De nós. E só, continuo. E ainda que não encontre o mágico que me leve de volta... vale a companhia na estrada e quem sabe, eu já tenha chegado. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-256331673310398064?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/256331673310398064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=256331673310398064&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/256331673310398064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/256331673310398064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/10/o-sapatinho-vermelho.html' title='o sapatinho vermelho'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_FaHx1hwKO-M/SPP49sFbDoI/AAAAAAAAAGI/h1VqNpM0hyQ/s72-c/sapatos+vermelhos+de+Dorothy.png' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-1400101645381128334</id><published>2008-09-18T09:37:00.003-03:00</published><updated>2008-09-18T09:56:46.774-03:00</updated><title type='text'>ancorando</title><content type='html'>Preciso ancorar num local que conheça meus próprios símbolos. Ainda não sei onde fica. Por que estaria tão perto, e tão longe de mim. Não vi espelhos, nem outros objetos que me dessem essa impressão de ser mais eu mesma. Não vi. Não sei. Nem lembro se soube. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Depois de ter esvaziado todo meu arsenal de coisas e falas e tudo. Estava traduzindo ontem para a aula de grego um texto sobre as amazonas. Disfarças, lutaram contra os helenos, mas foram derrotadas. As que foram derrotadas, capturadas e levadas às naus. COmo os helenos - por saberem que eram mulheres - não ligaram muito para sua captura, não as vigiaram adequadamente; e o navio sucumbiu numa emboscada. O complicado porém, é que as amazonas desconheciam absolutamente a arte de navegar. E se perderam, indo parar nas terras dos citas. Lá, lutaram mais uma vez, disfarçadas de homens. E ao carregar os cadáveres, os citas perceberam que eram mulheres. Ao invés de combatê-las, foram para seu acampamento tentar uma aproximação: queriam filhos delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei curioso esse texto parar nas minhas mãos depois de tanto tempo pensando sobre esse meu universo simbólico, perdido pelos mares de aqui. Me vi uma das amazonas tentando fugir de uma outra emboscada. Meu disfarce, porém, facilmente descoberto. Mais lutas. Não sei onde acampar ainda e essa fúria de  sair, de descobrir. Heródoto fala que elas não reconheceram os citas: não entendiam suas palavras e eles as delas. Esse estranhamento todo de ouvir e ver é a minha perplexidade diante de mim. Olho os olhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei hoje com essa meio-gripe depois de viver 4 semanas de UTI (unidade de trabalho intensiva). Quase saindo... e me jogando na cama exausta. Sem possibilidade ainda de acampar. Os citas, aqui tão perto, são ainda estranhos que eu tento reconhecer. Sua língua, costumes... e não os entendo. Nem suas ações. Mas que importa o que foi feito antes? (fico me repetindo isso)... Basta o encontro. O mar, o novo. E aquilo que esse acampar me reserva: ficar, lutar ou amar? Chega de enfrentamentos. Uma trégua. E o tempo servindo os ventos que levam. Trazem... e apaziguam esse esperar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-1400101645381128334?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/1400101645381128334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=1400101645381128334&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/1400101645381128334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/1400101645381128334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/09/ancorando.html' title='ancorando'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-8547101939015620975</id><published>2008-09-17T10:10:00.002-03:00</published><updated>2008-09-17T10:23:38.057-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Há frio demais antes da primavera. Não sei se esse oscilar do tempo é alguma coisa além da própria previsão do tempo. Tenho me olhado, deixado de ver. Ontem, depois de mal dormir - aliás não durmo há semanas... - caí numa crise de choro que me deixaram parada dentro do carro. Por que é tão difícil a gente se olhar melhor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei sentindo o choro cair, os olhos turvarem. E uma sensação de nova primavera se abrir em mim. De dentro. Sem depender de ninguém mais.  &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Esse sentir atropelado que eu tenho de tudo ao mesmo tempo e agora me exauriram. Por inteira. Ea única coisa que eu consigo é me repetir eternamente nesse ciclo de vontades desmedidas de sair. E um pavor me sufoca nesse vão estreito que me joguei. Não há espaço pra ninguém, mal eu caibo nisso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ontem, depois de dirigir pela garoa da manhã meio sem prestar atenção em nada, descuidada, abriu uma frestinha de sol na escola, eu chegava ali meio sem nada, sem jeito, ouvindo (pela milésima vez) a música do U2... é but I still haven't found what I'm looking for. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra dizer a verdade, desisti de procurar. Vou deixar isso de molho, pra diminuir o enchaço dos pés... e seguir. Sem buscas. Gostaria, comodamente, que me buscassem de volta. Não me lembro onde fiquei. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-8547101939015620975?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/8547101939015620975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=8547101939015620975&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/8547101939015620975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/8547101939015620975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/09/h-frio-demais-antes-da-primavera.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-2287721263886138330</id><published>2008-09-14T20:51:00.002-03:00</published><updated>2008-09-14T21:12:54.253-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Afoguei-me no trabalho. Tenho vivido no último mês o período mais anti-social da minha vida. E bom...&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;nunca achei mesmo que fugir seria uma atitude boa pra mim. Mas fugi com honras de mim mesma nesses tempos. Tem sido cicatrizador, apesar da dor. Evito de pensar, sentir. A cabeça pode de fato tomar conta desse mundo interior e anestesiar você por inteiro. Esse torpor me levou ao abismo de estudar, corrigir coisas que nunca foram as minhas afinidades. E que delícia tem sido...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico em casa socada nos submundos da minha inquieta apatia, brinco com os gatos e finjo que estou bem. Funciona. As pessoas sempre perguntam a mesma coisa e você sempre dá a mesma resposta... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A novidade é a luta. Isso mesmo. Há um mês tenho feito aulas de tae kwon do. Um bom jeito de lidar com a frustrante trajetória pseudo-jedi... tenho enfrentado o meu lado negro que nem gente grande. Skywalker sentaria com um saco de pipocas pra assistir. Saí machucadinha umas duas vezes, muito bom porque se anestesima outras dorezinhas incômodas daqui de dentro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem uma amiga escreveu dizendo que eu era muito complicada. Achei graça - nem respondi - pensando se tem alguém aqui embaixo do céu simplificado pelas divindades. Eles tem senso de humor. No entanto essa pausa pra escrever aqui - antes de enfrentar uma tradução de grego... - é pra pontuar (pra mim mesma) uma necessidade de desangustiar o peito. Tenho me sentido miúda e meu plano de fuga nos livros e nas coisas tem fracassado. Tenho prazos. E quando eles acabarem não sei como vai ser esse dia seguinte. Olho para os gatos com inveja - comer, dormir, brincar, buscar carinho. Não sei até que ponto eu me diferencio tanto assim nas minhas buscas deles dois...mas queria mais tempo pra experimentar esse brincar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única coisa que consigo descrever - e pegar - em mim é o cansaço. O restante lateja. Mesmo as lutas nas aulas terminam com um desejo de sair daqui de dentro. Me enjaulo e me angustio. Nem sei onde deixei de sentir e por que exatamente... nem sei mais tantas coisas... só essa vontade incontrolável de dormir, sem mim. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-2287721263886138330?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/2287721263886138330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=2287721263886138330&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/2287721263886138330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/2287721263886138330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/09/afoguei-me-no-trabalho.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-3599312030151254207</id><published>2008-08-31T18:58:00.001-03:00</published><updated>2008-08-31T18:59:36.371-03:00</updated><title type='text'>presentes</title><content type='html'>A gente ganha... de quem menos se espera... no anonimato mesmo. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;Meu Mundo e Nada Mais&lt;br /&gt;Guilherme Arantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Composição: Guilherme Arantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu fui ferido&lt;br /&gt;Vi tudo mudar&lt;br /&gt;Das verdades&lt;br /&gt;Que eu sabia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só sobraram restos&lt;br /&gt;Que eu não esqueci&lt;br /&gt;Toda aquela paz&lt;br /&gt;Que eu tinha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu que tinha tudo&lt;br /&gt;Hoje estou mudo&lt;br /&gt;Estou mudado&lt;br /&gt;À meia-noite, à meia luz&lt;br /&gt;Pensando!&lt;br /&gt;Daria tudo, por um modo&lt;br /&gt;De esquecer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria tanto&lt;br /&gt;Estar no escuro do meu quarto&lt;br /&gt;À meia-noite, à meia luz&lt;br /&gt;Sonhando!&lt;br /&gt;Daria tudo, por meu mundo&lt;br /&gt;E nada mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou bem certo&lt;br /&gt;Que ainda vou sorrir&lt;br /&gt;Sem um travo de amargura...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ser mais livre&lt;br /&gt;Como ser capaz&lt;br /&gt;De enxergar um novo dia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu que tinha tudo&lt;br /&gt;Hoje estou mudo&lt;br /&gt;Estou mudado&lt;br /&gt;À meia-noite, à meia luz&lt;br /&gt;Pensando!&lt;br /&gt;Daria tudo, por um modo&lt;br /&gt;De esquecer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria tanto&lt;br /&gt;Estar no escuro do meu quarto&lt;br /&gt;À meia-noite, à meia luz&lt;br /&gt;Sonhando!&lt;br /&gt;Daria tudo, por meu mundo&lt;br /&gt;E nada mais...(3x)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-3599312030151254207?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/3599312030151254207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=3599312030151254207&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/3599312030151254207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/3599312030151254207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/08/presentes.html' title='presentes'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-6976170807809824271</id><published>2008-08-31T18:40:00.003-03:00</published><updated>2008-08-31T18:45:50.219-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Há um desafio em se permanecer aberto... diferentemente dos livros, as pessoas não tem um fim. Os pontos finais nunca encerram nada. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Tenho oscilado. Me abro demais ou me fecho, me escondo completamente. Inclusive de mim. Há um pavor, maior que o medo. E o mais engraçado nisso tudo é a sensação de solidão. As pessoas dizem que compreendem. Mas não. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive uma discussão com a minha mãe. Ela sempre é desajeitada quando diz que compreende. Não compreende nada. Há um que de mãe mesmo. Uma tentativa de se colocar solidária... Fiquei espantada hoje com a sensação de solidão que se abateu em mim. Foi forte. Me apunhalou e me derrubou. Não tive vontade sequer de falar. Com ninguém. É sempre estranho quando as pessoas te acham desequilibrada e, por mais que você tente fazê-las ententer, tudo o que você consegue é um "eu sei como você deve estar, mas.."  Essas coisas não tem "mas"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-6976170807809824271?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/6976170807809824271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=6976170807809824271&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/6976170807809824271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/6976170807809824271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/08/h-um-desafio-em-se-permanecer-aberto.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-1413588984240094094</id><published>2008-08-30T11:46:00.002-03:00</published><updated>2008-08-30T12:03:56.928-03:00</updated><title type='text'>UTI</title><content type='html'>Talvez o mais desafiador naquilo que dói é reconhecer que se está - de fato - doente. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Não é de hoje. E poderia citar muitas causas pra essa dor dilacerante que gangrena em mim. Coisas de mim. De outros. De fora e de dentro que ficam aqui, latejando. Deveria ter imaginado que a contaminação das minhocas seria mais profunda do que abalar simplesmente a minha - aparente - tranquilidade emocional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz semanas que choro. Muitas. Por coisas que são quase impossíveis de perdoar. De imaginar. De acreditar. Me lembro de um dia que um professor me explicou o que era confiar. Uma imagenzinha boba de um vaso de vidro. Depois de quebrado, mesmo colado, nunca mais seria a mesma coisa. Me perdi tentando colar partes de mim que foram estilhaçadas. O mais doloroso é que ao estilhaçar te colocam pra fora da vida. Te embutem num armário de "está a minha disposição". E fui obrigada a dividir o armário com mais um monte de fantasmas mofados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei se eu posso mesmo perdoar. Essa é a doença. Também acho qeu a dor que eu tenho aqui não será jamais compreendida por  quem causou. Uma vez ouvi um conselho estúpido de "mostre como dói". O mais difícil foi reconhecer a minha incapacidade de devolver na mesma moeda. Não me rebaixaria tanto a esse nível quase degradado de carência e entendimento descartável das pessoas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou na UTI. E me vejo sem conseguir pedir para desligarem os aparelhos. Uma exaustão que há tempos venho sinalizando. Será que eu sempre amei errado? Será que eu acreditei demais? Não vejo perspectivas em mim. A dor tomou conta e virou um cancer na alma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu bem que poderia ficar me fazendo de vítima pra sempre. Seria até fácil. O difícil é ver a cura disso aqui dentro. Há uma sucessão de machucados transformados... uma tentativa minha pseudo-heróica de fazer alguém sentir e viver custa caro assim? Teria valido a pena de qualquer modo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho vontade de apagar a luz. Dormir. Esquecer de tudo. Fazer de conta que nunca foi. Voltar pra minha cômoda postura sonhadora. Me sinto doente. Fraca. Deprimida mesmo. E sem forças pra pedir ajuda. Sem coragem de me expor mais e pedir. Acho que já expus tanto... pedi tanto. E me sinto mendiga, andarilha da minha própria vida. Um desejo de sucumbir porque as forças acabaram. Tenho rezado para não desistir de acreditar. Há sinais de cura, os aparelhos apitam. Aqui dentro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde eu ponho tudo isso inflamado? Será que cicatriza um dia? E será que eu tenho força pra esperar. Vejo. Sinto. Ouço as coisas se transformando aqui pertinho de mim... tenho pedido colo. Tem doído mais do que a dor pode expressar. E tenho me sentido só. Profundamente só. Sem nada a minha volta pra me agarrar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um perder-se de si. Do resto. Pra onde mesmo? Fiquei treinando hoje as defesas que aprendi no tae kwon do... como se pudesse me proteger do que já bateu. Sangra. Dói. E vou deixando de respirar. A dor penetra no peito e me tira isso que a gente chama de vontade de ficar. Nem de ir eu tenho vontade mais. Só. O trabalho, a sala de aula fica o meu esconderijo mais seguro. E os livros me jogam pra dentro desse universo das palavras, mais concreto e mais meu. Ando por aqui. E não vejo mais nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escuto de longe os bips de aparelhos pedindo pra eu voltar, ficar. Preciso de ajuda. E não sei quem pode me (des)ligar...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-1413588984240094094?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/1413588984240094094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=1413588984240094094&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/1413588984240094094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/1413588984240094094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/08/uti.html' title='UTI'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-7561649794840120590</id><published>2008-08-26T07:05:00.002-03:00</published><updated>2008-08-26T07:23:35.049-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Me sinto andarilha em mim mesma. Perdida nos sonhos e nas fantasias que criei na infância. Crescer... é possível mesmo? Ontem assisti Intelgência artificial e me comovi com a cena do menino pedindo à Fada Azul que o transformasse num menino de verdade. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Parece que essa necessidade de amor que a gente tem vai além dos "limites da carne"... Depois de uma conversa longa com a minha mãe nesse fim de semana me dei conta que há muito de mim lá de longe, de antigamente... um antigo infantil, cheio de uma ingenuidade do mundo. Me senti tão boba. Como se eu quisesse provar ao mundo que os contos de fada existem... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chorei muito. Me senti muito só. Tentando, acreditando, pedindo. Esperando. Me senti egoísta por querer que as pessoas realizem os meus sonhos... Nem Disney fez isso. Ninguém realiza nada por ninguém. Fiquei com vontade de sair correndo de mim e voltar pra escola. Brincar com os meninos de nave espacial - as minhas galázias eram bem mais interessantes que essa - e ficar ensaiando peças de teatro que nunca foram terminadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti saudades de andar de bicicleta na área de serviço - suspensa em um apoio - me dando a impressão que eu andava nas motinhos do Retorno de Jedi. Fiquei imaginando como seria a minha vida se eu tivesse ficado por ali mesmo. Frustrar-se é um desapego de si. Mas que se arranca partes da alma que são muito valorizadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse pra minha mãe que eu tinha vontade de sumir. Sumir mesmo. Acho que foi a primeira vez que disse isso a ela. FOi bom. Foi importante ela dizer que entendia. Quis voltar pra algum lugar... apagar uma série de coisas que me deixaram assim... de voltar atrás, bem atrás. De me rever e me acomodar. Me senti fraca, sem coragem. Vontade de me entregar nesse choro miúdo que não passa há dias... e dormir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria patinar no gelo e cair - como quando eu era pequena. Me lembro que toda a vez que eu ficava muito triste com os meus pais ou alguém na escola eu me lembrava que a dor de cair no gelo e queimar as mãos era muito maior. Deixei o coração cair ali? Não tenho conseguido pegar dessa coisa escorregadia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E chorei. Mais... não paro de chorar tentando recompor os pedaços de sonho. Um livro em fascículos. Rasgado. Fico parada diante de mim olhando e me perguntando se vale mesmo o preço ser tão sensível. E acreditar nessa sorte de bobagens de "ser feliz pra sempre" e um romantismo meloso de cinema. Me lembro que eu tinha um fã na praia - eu devia ter uns 13 ou 14 anos - ele cantava. Nossa turma passou o verão cantando nos luais e nos bares de Capão da Canoa. Ele era muito mais velho e tinha os olhos verdes mais lindos que eu conheci. Acho que desenvolvi uma paixão platônica por ele. Nunca aconteceu nada. Nem um beijinho. Mas eu babava... e me lembro que no dia de eu voltar pra São Paulo ele me chamou num canto e fez uma seleção de músicas pra mim. "Para você se lembrar que é especial, mas eu não posso ir além disso"... achei lindo. Uma delas era "se todos fossem iguais a você"... perfeita para uma leonina. Sublinhou em mim essa vontade de ser sensível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tenho tido poucas forças pra continuar nisso. Ao mesmo tempo é profundamente doloroso porque eu não consigo ser nada diferente de mim mesma. Egoísmo, egocentrismo... ou pura ignorância de viver. Não sei. Mas tenho caminhado em busca desses sinais da vida pedindo ou retirando... e não sei. Me canso. Me sinto só. Pedinte. Ausente de mim. Desapegando de coisas que são caras a mim. Querendo (des)acreditar nesse universo do belo e do mágico. Será que eu me tranquei no castelo da Cinderela? Perdi os dois sapatos... e o resto ... já tem passado da meia-noite? ou eu fico aqui ouvindo o som do relógio pra sempre?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silencio de novo aqui dentro. E paro. E espero. Cicatrizo. E me largo. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-7561649794840120590?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/7561649794840120590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=7561649794840120590&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/7561649794840120590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/7561649794840120590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/08/me-sinto-andarilha-em-mim-mesma.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-7523464570211969784</id><published>2008-08-23T18:00:00.002-03:00</published><updated>2008-08-23T18:09:18.722-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tem dores que permanecem... e doem à medida que a distância aproxima ainda mais essa solidão de você. Em você. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Queria contar uma história cheia de celebrações marcantes. Dessas inesquecíveis. Queria poder viver esses momentos que o cinema separa - e escolhendo a dedo - mostra sempre com trilhas sonoras deslumbrantes. Eu sempre gostei de trilhas sonoras. Dos beijos de cinema e do jeito que os casais apaixonados se comportam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostava das frases de efeito, das ações corajosas e de toda essa sorte de coisas que encantam o peito. Mas parece que deixei de ver A rosa púrpura do Cairo. Ou o vi muito pouco. Não existem histórias assim. Me deixei ficar adolescente e o que a gente chama de realidade é mais cru do que somos capaz de engolir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria poder falar de feitos. De entregas e de um conjunto infinito de momentos preciosos como diz a minha mãe. Mas nada consigo contar agora. Nem mesmo quantas vezes choro e porque... não conto nada. Dos sucessos. Dos fracassos. Fico em silêncio tentando me achar no espelho. Olhei o que deixei pra trás... o que vi pela frente. Temi. Suspirando. Passei a tarde em revisões e brincadeiras de gatos. Até o Fred me arranha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paro. Emudeço. Quase desistindo de sonhar. E lembrando de Nelson Rodrigues... de Ulisses. De mim. De estar só...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-7523464570211969784?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/7523464570211969784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=7523464570211969784&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/7523464570211969784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/7523464570211969784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/08/tem-dores-que-permanecem.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-1033505425606465047</id><published>2008-08-23T15:15:00.002-03:00</published><updated>2008-08-23T15:33:07.676-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ainda estou com as minhocas de Nelson Rodrigues. O que será que é amar errado? É pedir, esperar, dar, sonhar, querer, (não)dizer?&lt;br /&gt;Há pouco tempo eu me senti a própria utopia. Isso não é um auto-elogio. Tãopouco esse pedestal... muito menos a insaciedade...&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;O interessante de se escrever aqui é que nem sempre as pessoas que te lêem entendem de fato o que você escreve. Isso é bom. Uma espécie de código do sentir transcrito nesse monte de palavrinhas articuladas. Isso é um bom andar-sonhando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda me pergunto se o meu idealizar vai me manter viva nos próximos x anos. Há tanto por entender e desaprender. Fiquei com a Clarice esse dias: entender é limitado. O texto falando de Ulisses e Lorelay... ele soube esperar ela ficar pronta. E disse isso a ela. Invejei. Acho que encerrei meus tempos de espera nessa encarnação. Esperar cansa. Mesmo que você esteja sentado. deitado... Hoje me dei conta que essa espera minha parece estar bastante mutilada. Cheia de pus e com um hematoma bem no meio... me dá uma fraqueza, lá de dentro, antiga, mofada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei pensando se a vida fosse mesmo do jeito que a gente quer, se as pessoas fossem massinhas de modelar. Mas fiquei com o peito doendo porque às vezes o desafio que a gente se impõe é maior do que se pode ceder. Analisei as bases hoje cedo. Há muito o que ceder ainda? Parar de pedir é possível? É bom? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei com a sensação da utopia... todos nós somos utópicos. Acreditamos tanto nas próprias referências que as tomamos como lei. E desejamos que outros legislem como nós. Fiquei triste. Doeu. Me senti tão e extremamente só que curvei. Dobrei os joelhos e abaixei a cabeça aqui dentro. Parecia que o dia terminara sem o por do sol. E o que se havia de belo a ritualizar... ficou... não sei onde. Se perdi? Não sei. Não encontro mais. E ainda aperto os machucados pra ver se sai mais... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que a gente ama certo algum dia? Existe isso? Ou se ama com o que se tem? Me lembro sempre do Vinícius que me repondia à frase "as pessoas dão o que podem de si" com "as pessoas dão o que querem"... até hoje não resolvi essa equação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei em volta em casa hoje cedo. Eram menos de 7 horas e eu já estava enebriada de trabalho e a cabeça funcionando. Senti o coração doer. Voltei pra cama. Voltei pro computador. Nada. Doía e eu sentia esse solitário dentro de mim crescer. Era como se eu tentasse convencer Salamanca que a Terra era redonda de fato. Mas só eu sabia. E ainda sabia, mais acreditava do que sabia. Nunca vi a Terra de cima pra provar isso, oras. Será que a gente precisa ver o amor de cima? Napoleão um dia disse que no amor, como na guerra, pra se vencer era preciso ver de perto. Não sei se eu consigo chegar assim tão perto...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-1033505425606465047?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/1033505425606465047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=1033505425606465047&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/1033505425606465047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/1033505425606465047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/08/ainda-estou-com-as-minhocas-de-nelson.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-40922325554336707</id><published>2008-08-17T19:32:00.002-03:00</published><updated>2008-08-17T19:45:44.513-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Reconstruir dá mais trabalho do que começar do zero. E deve ser por isso mesmo que viver um grande amor dá trabalho. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Ouvi essa semana o Vinicius de Morais cantando "para viver um grande amor" e senti que essa poesia só dá pra viver - na música - dentro de si. Doideiras à parte é preciso mergulhar dentro desse poço sem fundo de si e se permitir viver esse descascar sem fim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui no Museu da Língua Portuguesa e fiquei estupefata com a quantidade de poemas dedicados a isso. No tempo. Como se ama e se deixa de amar. Se desiste, se persiste, se machuca, se inflama. Se rompe. Se some. Se apaga e se incendeia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dei de cara com o Nelson Rodrigues. Parecia uma conversa minha com o Juliano depois das habituais DRs... mas cheias de uma ternura piedosa dos nossos próprios limites. Serão 4 anos... que se parecem eternidades, um piscar. Fiquei com esse poema essa semana e achei curioso eu me lembrar tanto dele hoje, dia 17, 4 anos depois... Dancei com os poemas dentro da minha cabeça e me via - mais ainda - um tanto mais adolescente que aquele punhado de alunos de 8a série. E deixei. Calei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se o homem soubesse amar não elevaria a voz nunca, jamais discutiria, jamais faria sofrer. Mas ele ainda não aprendeu nada. Dir-se-ia que cada amor é o primeiro e que os amorosos dos nossos dias são tão ingênuos, inexperientes, ineptos, como Adão e Eva. Ninguém, absolutamente, sabe amar. D. Juan havia de ser tão cândido como um namoradinho de subúrbio. Amigos, o amor é um eterno recomeçar. Cada novo amor é como se fosse o primeiro e o último. E é por isso que o homem há de sofrer sempre até o fim do mundo - porque sempre há de amar errado."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nelson Rodrigues - Morrer com o ser amado - 1968&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não sei o que o Nelson viveu... aliás, sei quase nada da vida dele. Mas sei, aqui, que essa solidariedade da ignorância do amar me dilata o peito. E, mais humilde, resignada, vejo que como disse o outro poeta: amar, se aprende amando... errado... certo... impreciso e único...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-40922325554336707?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/40922325554336707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=40922325554336707&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/40922325554336707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/40922325554336707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/08/reconstruir-d-mais-trabalho-do-que.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-1116137175502512144</id><published>2008-08-15T11:52:00.002-03:00</published><updated>2008-08-15T11:54:38.813-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ainda não consegui terminar o que comecei no meu aniversário...&lt;br /&gt;Há uma solidão. Um calar... uma espera de sei lá o que, que às vezes parece que nunca vai vir... e espero. sinto, deixo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nadei mais de uma hora ontem. E nas braçadas me perguntava porque a gente se esforça tanto pra ir contra... Por que se treina isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixei a resposta no fundo do mar?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-1116137175502512144?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/1116137175502512144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=1116137175502512144&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/1116137175502512144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/1116137175502512144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/08/ainda-no-consegui-terminar-o-que.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-8692244406047937759</id><published>2008-08-01T19:31:00.002-03:00</published><updated>2008-08-17T19:31:55.649-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Passou... mais um ano. Não. Mais de 20. Quase mais de 30...&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Há um mistério eu creio na comemoração de aniversários... Fiz o meu ontem. Dia 31. Estranhamente ele foi sereno. Uma felicidade suavizada. Pela idade? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei cedinho. Fiz as coisas de sempre. Brinquei com os gatos, olhei os emails. Beijinhos e chamegos no Juliano. O trivial. O dia estava particularmente azul. Tomei café e esperei o telefonema da minha mãe. Nada. Ligou uma amiga minha. Foi gostoso. A gente falou de tudo e de nada. Mas foi bom sentir esse carinho pelos fios do telefone. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui resolver pendências de banco. Comprei docinhos pra levar pra escola. Espreguicei. Falei com mais um amigo. Olhei as vitrines da rua. Essas coisas... e percebia nesse dia que, apesar de eu ser a mesma há 29 anos, ainda era bem diferente de algum tempo atrás. Muda-se, mas permanece-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirigi até o trabalho ouvindo as músicas que eu queria. Escolhi várias do Queen porque sempre me lembram do Tio Fredy. E toda a bagunça que a gente fazia nos 31 de julho. Senti falta do meu pai. Do Gu que está na Itália. E, apesar de tantos amigos e pessoas queridas, a única coisa que eu queria era a minha família. Vontade de ficar quietinha. Aconchegada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui pra escola e, chegando depois da agitação da primeira aula eu fui recebida com bastante afeto. Por gente que não me conhecia direito, mal me via. Fiquei ganhando surpresinhas aqui e ali. Beijinhos, abraços, um aperto daqui, dali. Fiquei feliz. Meio tímida-enebriada-desengonçada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carinho de alguns - inacreditável! - alunos e mais de um monte de gente que vê o teu nome no mural de aniversariantes. Comemorei. Do meu jeito. Meio quieta comigo e com as coisas que tinham acontecido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me lembrei de aniversários antigos, recentes. De 4 anos atrás... de promessas que eu fiz, que fizeram. Um passatempo meio de criança tentando localizar os sucessos e os fracassos. Nada pretencioso, mas fiquei com vontade de não fazer nenhuma lista. Só de me calar. Observer esse amadurecer-verde dentro de mim. Fiquei com vontade de me sentir igual aos navegadores espanhóis e portugueses que chegaram ao Novo Mundo. Ainda procuro isso aqui dentro. Mas parece que essa viagem vai além das 750 léguas depois das ilhas... será preciso ultrapassar mais cabos, mais tormentas. Uns sem esperança. Outros cheios de monstros e cantos... quis ser mais, ser menos. Quis parar, desistir e fazer tudo bem depressa. Voltar atrás. Apagar um monte de coisas. Deixar tudo como sempre foi. E... esperar mais 29 anos...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficar no mar. E deixar. Ser. Sem esforço naquilo que eu acho que posso. Sem querer descobrir mais nada do que não posso. E ir...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-8692244406047937759?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/8692244406047937759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=8692244406047937759&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/8692244406047937759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/8692244406047937759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/08/passou.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-4494294177519957501</id><published>2008-07-22T14:57:00.002-03:00</published><updated>2008-07-22T15:12:04.486-03:00</updated><title type='text'>os 2...</title><content type='html'>Ao ficar com vontade de escrever sobre o Nosso, me dei conta do número da postagem... 222. Acho graça ainda e consigo me surpreender com as coincidências. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Esses dias depois de umas discussões, questões e avaliações, fiquei remoendo umas lembranças. Pensando no que seria, no que é. Em como será. Sempre que as coisas pareciam confusas essa tranquilidade de-nã0-sei-onde aparecia. Sublinhada com o 2, 22. Eram 22 hs quando ele ligou, quando eu mando um msn malcriado, 11:22. É bom notar essa permanência depois de se dizer cética. Em relação a uma série de coisas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre me surpreendo com o Juliano. Fico pensando uma vez que ele me disse que pra ele, eu era a sua primeira namorada. E ri  - afinal namoradas é o que não faltou no currículo dele - achando essa fala uma mistura de quero-te-agradar com eu-não-sei-o-que-dizer. Mas depois, observando e comprovando o que ele insistentemente me dizia "ninguém nunca teve tanto de mim", me deixando perceber as sutilezas do que é ser a primeira namorada... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado como isso ainda me pega. Ontem mesmo, depois de fazer um melodrama por telefone, bancando a sabidona e a que sempre tem razão eu fui desmontada por essas demonstrações súbitas, inteiras dele. E mais que isso: ainda me admiro com a intensidade desse despojar-se dele. Para um sujeito fechado, com as suas crises e as necessidades de espaço e tal, mergulhar assim, do alto, causa estupefação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais estranho é que essa constância de renovações e inteirezas fractais do Nosso ainda me deixam muda. Sempre fico achando que essas fissuras são profundas, que as coisas vão se abalar. Nesse sentido, a romântica aqui é a mais cética. Cega, pra ser mais precisa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sou surpreendida. Todos os dias. Nem sempre falo. Afinal, dizer nunca é mais fácil. São quase 4 anos. E toda vez que eu penso que a peça vai acabar uma platéia inteira dentro de mim aplaude esse artista. Que me encanta. Me faz rir, e me move. A melhor sensação é poder se surpreender num relacionamento. E se perceber diferente de duas horas atrás. De dias, de meses. De sempre. É deixar que a rotina traga uma constância desigual. Inteira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pouco abri os emails. Sempre tem uma notinha ali. Uma mensagem no celular e essa coisa toda de (primeiros) namorados. Que fica. Que cresce. Que surge de dentro pra fora. Sem as prescrições de uma exigência mal compreendida. Gostei de acordar com esse corpo... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por mais que o dia seja esse, outro, intenso, duro, cheio, mal, ou qualquer outra coisa que comprove meu ceticismo... é bom saber que as surpresas não tem aviso prévio. Que não se programam ou encomendam... mas que são vividas. Sempre, no meu silêncio. Em mim. Em ti. No Nosso. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-4494294177519957501?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/4494294177519957501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=4494294177519957501&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/4494294177519957501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/4494294177519957501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/07/os-2.html' title='os 2...'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-4901019294192782966</id><published>2008-07-21T16:22:00.002-03:00</published><updated>2008-07-21T16:44:06.406-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Há alguns dias a Filó está mal...Nunca achei que fosse ficar tão envolvida com uma gatinha dodói. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Foi um corre daqui e dali pra hospital e farmácia e toda essa coisa de semi-maternidade. Na semama passada dei de cara com a Lina na porta. Miando. Chorando e pulando no meu pescoço... mexeu bastante. Tive que devolvê-la para a dona com aquela cara de quem não fazia o que queria. Ela percebeu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prenúncios a parte, estou preocupada com essa fraqueza e mistura de febre e mal estar e mal sei lá-o-que-ela-tem... enfim. A gente ama mas não faz mágica. Custou ficar à mercê de um hemograma cheio de números indecifráveis e segurar a pequeninha no colo toda molenga. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o pior do hospital de animais não foi ver a Filó assim. Depois ela ficou melhor, se recuperou um bocadinho... Assistir as pessoas apegadas aos seus animais me deixou mais aliviada em relação a tudo o que eu vivi com a Lina - e venho vivendo agora com os dois gatos. Não sei explicar isso, nem sei se terapia resolveria esse mistério. Mas naquela noite chegou uma cachorrinha com os médicos do resgate. Tempos depois, a dona. Vi os olhos agoniados das duas. E um pouquinho mais de tempo depois a dona subiu. Fiquei ali agarrada com a Filó no colo torcendo para que todas as coisas boas acontecessem com os dois bichinhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada. Silêncio. Aquele clima de sala de espera de hospital. Nada diferente dos humanos. Ou seria a nossa semelhança animal? Fragilidade física. Do sentir. A Filó ardia em febre e eu ali tentando pensar nas coisas boas e que eu não perderia outra gatinha. Fui acordada do meu transe pelo choro doído da dona da cachorrinha. Me apertou o peito. Eu já sabia o que era. Alguns dos donos se olharam na recepção. Mais silêncio. E aquela solidariedade cheia de medo de que a cena se repetisse naquela noite. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consegui dizer nada. Fiquei ali revivendo a Lina, os aparecimentos súbitos dela na minha porta e os carinhos trocados. Revivi o dia que os dois chegaram em casa. E olhava a Filozinha toda frágil no meu colo. Como dá vontade da gente fazer milagre! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei - loucamente? - pensando nos meus pais comigo e meus irmãos pequenos em cenas parecidas. Sem saber. Esperar. Rezar. Acreditar. Acho que nessas horas faz sentido a palavra fé. Não se explica o acreditar. Mas se acredita. Não há nada teórico - nem prescrito. Há o sentir. Pensei. Olhei aquele corre corre dos médicos. A dor. Papéis de internação. Custos. Fiquei pensando porque a gente se importa mais com esses pequenos do que, muitas vezes, com outros humanos como nós. Será uma necessidade de poder-fazer? E não se pode nada nenhum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei humanamente animalizada. Sensação de impotência, cumplicidade. Saí de de lá chorando e me dando conta que - de fato - mais uma vez, a gente não controla nada. Nunca. Fiquei com vontade de resolver o problema de todo mundo e fazer a Filó sair pulando de novo. Passei a noite em claro vendo como ela reagia. Se comia, tomava água, ficava bem. Se miava. No dia seguinte tratei de dar outro geral na casa antes de voltar ao hospital. Mas não deu. Passei o domingo trabalhando aqui pra tirar a poeria e deixar tudo bonitinho pra ela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou desde aquele dia velando essa gatinha. Achando mágico essa vontade de cuidar. De fazer. De melhorar. E me estranhando com esse universo paralelo dos humanos: expostos à vida como qualquer outro animalzinho frágil. Que não sabe o que o espera. E dizendo que entende. Que sabe, que quer e faz... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-4901019294192782966?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/4901019294192782966/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=4901019294192782966&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/4901019294192782966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/4901019294192782966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/07/h-alguns-dias-fil-est-mal.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-7062116490264761845</id><published>2008-07-16T09:47:00.002-03:00</published><updated>2008-07-16T10:04:29.523-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Acordei hoje com a Filó me puxando os cabelos. Achei tão bonitinho esse acordar. Acho que entendo porque os solitários sempre tem animais de estimação. E entendo o estágio mais avançado de se ser só. Não é preciso nem isso. Fiquei um tempo com ela na cama e depois vi os dois rolarem pra cá e pra lá se fazendo carinho e brincando. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Sempre esse cotidiano me deixou meio encantada. Não gosto de rotinas, mas gosto de uma permanência na vida. De coisas que se repetem, com serenidade. E que se constroem aos poucos. Levantei e vi a casa de pernas pro ar. Cheia de pó branco de tinta e massa. Uma poeira bonita que dançava com as luzes do sol e o prisma da janela que, apesar de esbranquiçado, ainda refletia... Achei tudo isso meio mágico, uma coisa de achar bonita a destruição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca me incomodei tanto com sujeira como nos últimos dois dias. Mas apesar da reclamação, estou achando bom ficar na minha toquinha. Sem precisar me expor ao mundo da sala de aula. Essa madrugada fiquei fuçando na internet... resolvi procurar o Charles. Meu antigo professor de literatura. Vi um blog dele, mas sem nenhum contato. Tinha apenas uma foto. Fiquei me lembrando das aulas e das músicas que ele cantava. De todas as coisas que ele passou. Dos lançamentos de livro. De presenças e ausências.  E lembrei que ele nunca mais escreveu, deu notícia. Por muito tempo eu fiquei pensando porque isso tudo tinha acontecido e se tinha um mistério nesse desaparecer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas no meio do café da manhã na poeira da sala eu me lembrei que muitas vezes o sumiço é mais presencial. Sumi de algumas pessoas. E sei porque. Senti saudade dele, de ser aluna de novo. Fiquei me lembrando se depois eu tinha encontrado um professor parecido... e de certa forma a minha adolescente idealização dele se transmutou num silêncio. A gente conversava pouco. Mas era o suficiente. E vi de novo depois as fotos. Os livros e as dedicatórias. Achei graça dessa passagem de tempo que ao mesmo tempo congela as vidas das pessoas em lembranças. Fiquei com vontade de tomar um café com ele e contar tudo o que se tinha passado em tantos anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas percebi que esse café não era necessário. Quando a gente conhece o outro sabe diagnosticar nas feições do rosto as coisas que mudaram. As que foram escondidas. E outras apagadas. Me deu vontade de falar disso depois de reclamar do meu excesso de sensibilidade. Ele era uma das pessoas que valorizava isso. Mesmo reconhecendo o quanto ele estava endurecendo com a vida. E não era conselho de professor mais velho. Ele via algo nisso que me dava a sensação de ser compreendida. Ora, para uma adolescente sem auto-estima: grandona, de cabelos enrolados e que gostava de ler coisas estranhas na época... nada mais adequado. Esse acolher dele sempre me deu vontade de retribuir. E de alguma forma, é o que venho fazendo na sala de aula com os meus alunos. Na medida que posso. Que aprendo. Que vejo e sinto. Engraçado como uma inspiração pode transformar tanto assim... e atravessar as eras da idade da alma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei a manhã nostálgica. Com saudades das peças de teatro. Das brincadeiras com p Pico, dos meninos do MIR. Me deu vontade de voltar no tempo e saber lidar com esse sentir todo, sem me machucar tanto. Era mais simples. Desafios mais generosos. Sem dor. Eu sabia o que queria. Mesmo que não soubesse quem era. E hoje, sabendo mais quem sou, sei menos o que quero. Ou sei todo fragmentado dentro de mim. Será que o Charles teria algo mais a ensinar? Sobre o baú de ossos? Sobre ir, vir, sumir. Sobre não entender...? Acho que procurar o nome dele na internet foi um pouco essa tentativa de descobrir uma receitinha. Mas esqueci da grande dica de ontem: terapia. E vamos nessa...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-7062116490264761845?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/7062116490264761845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=7062116490264761845&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/7062116490264761845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/7062116490264761845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/07/acordei-hoje-com-fil-me-puxando-os.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-7799669497405368303</id><published>2008-07-15T23:48:00.003-03:00</published><updated>2008-07-15T23:53:39.137-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_O9YyKn_KtXo/R42ykBdzb3I/AAAAAAAAAOI/gjtQyZ8HcoY/s1600-h/tibetan.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px;" src="http://bp2.blogger.com/_O9YyKn_KtXo/R42ykBdzb3I/AAAAAAAAAOI/gjtQyZ8HcoY/s1600-h/tibetan.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Me armando. De mim.&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Type rest of the post here&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-7799669497405368303?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/7799669497405368303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=7799669497405368303&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/7799669497405368303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/7799669497405368303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/07/me-armando.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_O9YyKn_KtXo/R42ykBdzb3I/AAAAAAAAAOI/gjtQyZ8HcoY/s72-c/tibetan.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-7649113769617714953</id><published>2008-07-15T23:01:00.002-03:00</published><updated>2008-07-15T23:43:58.640-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Chego em casa de noite e não tem ninguém. Achei tão bom e tão ruim essa solidão. Invejei os que são sós. De verdade. Daqueles que não precisam de outro. Daqueles que nem sequer sabem como se apaixona-se.&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Depois de um dia todo de reflexões e de uma certa tentativa - honesta - de trazer as coisas para um nível de generosidade e compartilhamento, esbarro com a receita de "vá a terapia". Ora, essa é uma excelente muleta para aqueles que nunca se desafiaram a conviver com o outro de verdade e de tão perto. Conviver com terapeuta é bom. Mas paga-se. Um preço que ao meu ver vale bem menos do que uma vivência inteira com alguém. Mas fazer o que... Fiquei aqui pensando com a minha cervejinha - e os gatos - que muita gente nunca teve com quem conversar de fato e só foi ensinado naquela salinha, com aquela pessoa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostei muito da minha terapia - e tenho vontade de voltar (acho melhor eu escrever com maiúsculas: EU VOU VOLTAR PARA A TERAPIA - isso adianta?) No entanto a falta de sensibilidade será mesmo recuperada na terapia? Ou se consegue isso com o conviver, o espelhar, o deixar-se aproximar. O curtir-se. Sim. "Se curtir" é algo que só se faz sentindo. Nem que seja prazer. Puro. Físico. Mas isso só se pode com alguém, certo? Ou será que entramos num esquema tão profundamente solitário de andar por entre as gentes que se utilizam outros recursos? Dá pra sentir sem outro por perto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hmmmm...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre rio pra ironia de um esforço meu em me mostrar mais humanizada. Sempre é frustrado. Dói. E fico pensando se isso é para que eu me humanize mais. Dizia na terapia que eu gostaria de não ser sensível assim. Minha chefe antes das férias me disse algo parecido "me preocupa você ser tão sensível, você precisa criar uma capa". Procurei as minhas capas em casa. Não achei nenhuma. Ao contrário. Em casa não há capas. Joguei todas fora. Mas começo a sentir falta delas. Me vejo num sentir agudo pedindo ajuda. E tudo o que ouço nesse processo de limpeza de espelhos no labirinto é para que eu procure um profissional. Ok. Eu não sou a santinha sensível mesmo. Nunca fui. Nem quis ser, apesar de ser, muitas vezes, acusada de olhar a humanidade do meu pedestal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico pensando porque eu me importo. Porque eu me importei tanto há 4 anos... há 10, há mais de 13... E vejo - sem crise de vítima, PLEASE!!!! - que muito pouco foi importado pra mim... Que ironia isso. Se pedir para uma pessoa com a sensibilidade sangrando na pele - doendo mesmo - se acalmar. É quase como dizer que não há dor. Mas antes que eu esqueça. A dor é minha. Ninguém provoca dor no outro, não é mesmo? Deve ser por isso que as pessoas sofrem tanto, brigam tanto e discutem tanto. Porque elas são loucas em si. Sem precisar de ninguém. Vivem perambulando nesse solitário ser delas mesmas. E fazem de conta que precisam dos outros só pra ser bem visto? Ah! Esqueci da palavra carência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem gente que esconde tudo aí. Tudo é carência. Os erros, as precipitações e irresponsabilidades diante da dor do outro. Mas tem gente que apesar de admitir a carência, e a sensibilidade, sem se esconder nela - ou por ela - é confundido com insaciável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava lendo na academia o Amor em minúscula. Achei graça desse começo de paixão. Me lembrei do Nosso. Do Juliano. Achei bonito um sujeito durão se abrir inteiro pra viver um grande amor. Nos termos de Vinícius de Morais. E ainda assim, fiquei com vontade de me refugiar. De endurecer. Por que? Por causa do Juliano. Não... claro que não... mas por excesso de sensibilidade que me parece, a vida sinaliza para eu perder. Alguns chamariam isso de amadurecer. Mas uma fruta bem madura não tem a pele toda sensível? Será que essa minha sensibilidade vai me fazer apodrecer? Será que eu sei mesmo o que estou fazendo com ela? Hoje tive vontade de me esconder de mim mesma. Peguei o carro e saí pra dar uma voltinha de madrugada. Sempre isso me ajudou na conversa com as minhocas, não é? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei aflita em pensar que eu sinto demais. Um transe mediúnico que me fez ter vontade de correr. Pra dentro. Pro mais meu. Sem sentir. Como é isso? Esbarro num email antigo do Vinícius falando pra eu nunca deixar de ser assim... e de todas as coisas bonitas que esse sentir me permitiram... epifanias. Diárias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas pra se sentir tanto se paga tanto assim? Sem reembolso? Por que as feridas quase cicatrizadas são rasgadas quando eu as mostro? Por que essa tentativa de me "humanizar" vem sempre acompanhada de flagelos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, muito shakespereano, talvez. Ouvi música depois. Trilhas. Buscando em mim mesmo o que eu deveria sublinhar com elas... Rabisquei o texto todo de mim mesma. e vi uma bizarrice de cores sentidas. Intensas e multiplicadas. Fractais. Prismas inteiros e quebrados nesse meu devaneio de querer não querer. De só parar. Onde eu desligo? Pra onde fica o silêncio e o vazio? Não quero mais sentir tudo ao mesmo tempo. Nem agora, nem mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti o amargo tomando conta. Esse vinagre escorrendo pelas veias. Dilatando e contraindo por mim. Não tinha pra quem ligar. As linhas desse canal não atendem mesmo. Pensei em voltar a sair de carro. Mas me lembrei que eu tinha tomado uma cervejinha... e a lei seca... sim. Ia ser muito mico ser pega embriagada por querer parar de sentir tudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti as agulhadas da vida. Li umas cartinhas que achei na pasta. Bilhetes. Fui olhar a casa reformando. "Vamos nos curtir", disse o Juliano. Olhei as coisas ali e agradeci. Há um curtir nisso tudo... E antes que eu seja vista - novamente - como alguém que nunca está satisfeito com nada... é melhor eu parar... de querer não sentir mais. E esperar essa dor respirar. Parar de tomar conta. Eu queria ser anestesiada da vida. E deixar. Quis viver a estátua. Quis ficar muda. E não ter mais nada a dizer. Porque não sinto mais nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Clarice dizia que só se escreve com dor. Por que? Por que sentir tem que doer? Onde isso pega na gente? Como eu faço? Como eu faço de conta que eu não me importo? Como eu paro de me importar? Como eu finjo ignorar? Tenho medo que esse pedido de distância me afastem pra sempre. Já vi isso acontecer. Fiquei com saudade do mar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liguei. Nada. Nada falava comigo... e eu tentava falar com tudo. Será que se eu falar com o terapeuta resolve? Ora... Será que lá se aprende a parar de sentir? De lembrar? De esperar? Será que se ensina isso? Se treina? Hoje quis zumbizar pela terra. De noite e de dia. Tanto faz. Sozinho. Acompanhado. Faz diferença quando não se sente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fiquei aqui olhando esses livros todos em volta de mim. Tem tantos deles que sentiram demais, e não aguentaram. Uns escreveram. Outros fizeram isso e também piraram... outros ficaram. Outros entenderam. Uns deixaram disso, afinal, entender é sempre limitado, dizia a Clarice. Eu quis limites hoje. Dentro de mim. Por que esse escancarar meu pro mundo? O que isso tem me trazido? Há poros dilatados demais. E entupidos de tanta secreção. Pus, suor. E as outras "inas" que fazem bem também... deixam a gente com essa sensação de estar extasiado pelo existir aqui. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei uma lista das pessoas que passaram - e passam ainda - pela minha vida. Identifiquei um número assustadoramente pequeno daquelas que tinham esse compreender - não entender - esse ser cúmplice de um motor em explosão aqui dentro. Por mim. E achei ao mesmo tempo bom, e triste, essa solidão. Talvez a terapia cure não isso, mas corrija as lentes da observação. Sempre se é míope ao sentir. Sentir o outro: dá outro ensaio sobre a cegueira, Saramago? Sem pontuação. Nem correção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamei o Sandman pra próxima rodada de cerveja. Eu, os irmãos. E os gatos. Ainda bem que o Destino é cego. E a Morte exuberante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-7649113769617714953?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/7649113769617714953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=7649113769617714953&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/7649113769617714953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/7649113769617714953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/07/chego-em-casa-de-noite-e-no-tem-ningum.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-7486862026663143293</id><published>2008-07-15T12:22:00.002-03:00</published><updated>2008-07-15T13:14:49.799-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sempre gostei de trilhas sonoras de filme. Há tempos que eu venho descobrindo John Williams. Sempre que uma trilha me toca fundo, a música é dele. Assisti Memórias de uma Gueixa há um pouco mais de 2 anos. No cinema. Na época que vi o filme, por recomendação do Tomas e do vinícius, eu tinha que enfrentar uma coisa que me corroía a alma. De antes? De sempre? Dessas descobertas que a gente faz da gente e do outro que, ou põe tudo a perder, ou se ganha para sempre. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Acho que o resultado tem sido o segundo. Esses dias consegui a trilha do filme e passei o dia corrigindo as provas, correndo aqui e ali com material de construção, vendo gatos, com essa música na casa. Fui lançada àquele fim de tarde de 2006. Antes da Páscoa. E me descobri ali, quieta por fora, agonizando por dentro. E me lembrei que a  personagem era como a água. Atravessava e se moldava às coisas. Tinha essa virtude de seguir, sem se amedrontar com os buracos e curvas. Invejei. Desde aquele dia não consegui reproduzir esse deslizar. Escorrer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, tenho cavado mais fundo, mas sem deixar a água entrar. Lembro bem que um amigo me disse que as minhocas vivem em lugares úmidos. Mas não submersos. Fiquei com vontade de ser essa água. Ontem, lendo o livro Amor em minúscula com a trilha do filme, me dei conta que eu ainda não consegui lavar esses buracos aqui dentro. Há pouca luz. E ainda por cima os escondo com panos cintilantes para disfarçar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei a ter insônia e não dormi essa noite. Invejei os gatinhos que pulavam pra cá e pra lá. E eu rolava inquieta. Sem poder dormir. Sem poder acordar. Havia um silêncio pré-tempestade dentro de mim. Fiquei com as memórias. Não as minhas. Dele. E me confundi. Me perdi aqui dentro nesse novelo de lembranças picpotadas em cadernos e frases perdidas. Fora do contexto. Sem texto que me dissesse respeito. E a dor... esperando no pé da cama. Ouvindo o meu respirar apertado. Nervoso. E de repente, sobressaltada pelo pulo do Fred na cama que me olhava fixamente, achei irônico me encantar com as memórias dos outros. Sempre tristes, dizia o Juliano. E me apertei mais em mim. Vi um desfile sombrio de rostos e curvas de pessoas. Cores e tamanhos que se confundiam com esses fantasmas aprentados pra mim. Não dormi mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apertei a boca nas mãos pra conter esse respiro. Senti uma pontada no peito e uma vontade louca de me esquecer. De tudo. De nunca saber. O desconhecido pode ser mesmo um grande abençoar. E chorei mais. Me desesperei nessa vontade de me apegar mais, mais. De querer. e de ouvir e saber... sem mais ter que ler...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me lembro mais de ter dormido, mas fui sacudida pelo despertador do Juliano que ia viajar cedo. Mais panos. Menos cintilantes. Como a gente pode mesmo sublinhar essas emoções com música? Fiquei pensando nessa coincidência de ouvir de fora, de dentro, desse mundo cheio de memórias. Dessas que se quer esquecer, dessas que se apertam no coração e entre os dedos para não escapar. Dessas que se pode perdoar. Mas não se pode. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei de mais um monte de coisas hoje cedo. Quase nostalgia de 28 anos que ainda não se foram? Me senti velha. Jovem. Inteira. Fractal. Pensei e deixei de pensar. Fui fazer essas coisas do cotidiano e meio para fazer de conta que se está bem por dentro, comecei a falar e a falar. Com gatos. Resolvi problemas da obra e não tive vontade mais de sair de casa. Fiquei aqui. Atirada no meio das provas. Ouvindo a mim. E pedindo ao John Williams que sublinhasse essas outras coisas aqui que eu ainda não sinto, nem percebo, mas existem dentro de mim. Pedi música. Perdi memórias. E me deixo com votade de ter mais esquecimentos e lacunas... pra deixar a água passar. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-7486862026663143293?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/7486862026663143293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=7486862026663143293&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/7486862026663143293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/7486862026663143293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/07/sempre-gostei-de-trilhas-sonoras-de.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-7779379517221476149</id><published>2008-07-14T10:54:00.002-03:00</published><updated>2008-07-14T10:59:46.459-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_FaHx1hwKO-M/SHtbAEu0-rI/AAAAAAAAAF4/dYuwC54xE5U/s1600-h/050720081114.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_FaHx1hwKO-M/SHtbAEu0-rI/AAAAAAAAAF4/dYuwC54xE5U/s400/050720081114.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222868249694501554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Hoje acordei com saudade desse mar. Desse ir e vir pra dentro, cada vez mais. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Desse me banhar de mim, de luz e de sal. De ondas que vão me levar pra sei lá onde. Trazendo tudo, deixando nada. Fiquei com saudade dessa solidão cheia de plenitudes que não se explicam. Nem se dizem. Vontade desse mergulho. E ficar. Nesse escuro do fundo do mar que deixa o sol se por e a vida calar. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-7779379517221476149?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/7779379517221476149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=7779379517221476149&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/7779379517221476149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/7779379517221476149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/07/hoje-acordei-com-saudade-desse-mar.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_FaHx1hwKO-M/SHtbAEu0-rI/AAAAAAAAAF4/dYuwC54xE5U/s72-c/050720081114.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-6265717537636049038</id><published>2008-07-14T10:52:00.001-03:00</published><updated>2008-07-14T10:54:09.707-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_FaHx1hwKO-M/SHtaP3DTVgI/AAAAAAAAAFw/DQonjhKHRF8/s1600-h/29062008981.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_FaHx1hwKO-M/SHtaP3DTVgI/AAAAAAAAAFw/DQonjhKHRF8/s400/29062008981.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222867421388559874" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Estrelando... Fred e Filó.&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Type rest of the post here&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-6265717537636049038?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/6265717537636049038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=6265717537636049038&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/6265717537636049038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/6265717537636049038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/07/type-your-summary-here-type-rest-of.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_FaHx1hwKO-M/SHtaP3DTVgI/AAAAAAAAAFw/DQonjhKHRF8/s72-c/29062008981.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-2889703018991214675</id><published>2008-07-14T10:22:00.002-03:00</published><updated>2008-07-14T10:50:05.634-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu me espanto ainda com algumas coincidências dessa vida. Depois de viver essa tragi-comédia grega com o universo dos felinos, a história ainda parece continuar... Estava na semana passada dando uma rodeada pela livraria da FEA e - pela segunda vez - esbarro num livro chamado Amor em minúscula. Gostei do título, mas gostei mais porque tinha um gatinho na capa. Igualzinho à Malu.&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Malu foi uma gatinha que encontramos na escola. Estava na 7a. série. Sempre gostei de gatos, mas minha mãe na época não queria bichos em casa. Mais ainda: tínhamos herdado um papagaiozinho do meu avô que falecera no ano anterior. Era uma combinação perigosa, para não dizer mortal. Achamos a Malu no páteo do colégio. Gata de rua mesmo. E, acho que já contei essa história aqui, enfiei a Malu na mochila, e trouxe pra casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior não foi confinar a gatinha numa mochila com livros de escola e aguentar o trajeto de ônibus - aproximadamente 20 minutos - até a minha casa. Inventei de dar um banho - isso mesmo! - no tanque de casa, com a água gelada. Foi quase um campeonato de luta livre, o qual, honradamente eu ganhei depois de ser arranhada até onde não podia. Malu andou em casa, tranquila. Minha mãe chegou e fui obrigada a começar o sermão pró-felinos. Inútil. Tive que levar a gata pra escola. Na mochila. E assistir as primeiras aulas com ela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me lembro que a aula antes do intervalo era de matemática e o professor era um querido. Jihad. Nada a ver com as jihads. Era um coroa bonitão e muito engraçado. Tive que disfarçar que a mochila se mexia e miava. Pobre Malu. Os colegas ainda tentaram acobertar - afinal era um plano coletivo dar uma salvação à gata. Mas ninguém ficou com ela no fim das contas. O duro de se ter 13 anos é que as decisões bonitas que você toma nunca param em você. É preciso pedir autorização à cúpula dos pais(es)desenvolvidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que de fato me trouxe nesse livro nem foram tanto as lembranças da Malu ou a relação com os gatos. Mas o título, certamente, me provocou um suspiro gostoso no coração. Dessas brisinhas de felicidade não inteligíveis. Gosto das coisas simples: ir a padaria, andar de bicicleta e ficar passeando pela cidade a pé. Gosto de andar descalços e poder usufruir do que a minha mãe sempre chamou de "momentos preciosos", traduzidos na linguagem cotidiana por vários outros vocábulos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a sapecar com o livro e achei lindo a possibilidade de viver um amor, minusculamente falando. Miudinho. Não o amar pequeno. Mas de encontrar essas joinhas nas nossas intermináveis horas. Há um gato que traz a um professor solitário e cabuçudo de filologia um suspiro gostoso desses. De certa forma, tinha muito a ver com o meu café da semana passada. Descobertas dessa forma de viver que não ficam restristas à academia. Mas que se pode viver bons livros nesse nosso peregrinar em nós mesmos pela vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É engraçado quando a gente se reconhece nas linhas dos outros. E acho que foi essa vontade de me reconhecer aqui e ali, me achar nas entrelinhas do existir que deixaram de olhinhos vidrados no livro. Há essa coisa que me lembra ainda a Lina, que os animais ensinam. E que nem sempre a gente se predispõe a aprender qualquer coisa. Com eles ou com outros. Esse nosso jeitinho simplificado de organizar a nossa vida para que seja suportável viver assim tão cheio de "não sei" e "não entendo".  Saboreio esse romance que se costura com os meus. Em silêncio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor. Claro! ele escreve bem, mas falando mesmo dessas coincidências ele cita muito Kafka, Goethe... e pra me deixar mais extasiada o Livro do Desassossego do Fernando Pessoa, sem contar o Pink Floyd e o "Dark side of the moon"... O livro está cheio de citações bonitas e que deixam a gente suspirar com as páginas abertas da alma... Tem uma delas que eu fiquei..., que me deixou assim com essa vontade de escrever sobre sei lá o que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         toda luz tem sua sombra. as pessoas aparentemente mais simples ocultam um mundo no qual acontecem coisas impensáveis. quando entramos nele por acaso, somos invadidos por um sentimento de desconcerto e temor, como quem invade um jardim alheio. &lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;         Por isso às vezes é conveniente não querer saber tudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         E acho que foi exatamente isso que me pegou. Porque eu sempre quero saber tudo o tempo todo. E me lembro da Clarice dizendo "você é daquela que precisa de garantias". É. Assustadoramente assim. E isso nunca se tem. Já dizia Malu, Lina, ... &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-2889703018991214675?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/2889703018991214675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=2889703018991214675&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/2889703018991214675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/2889703018991214675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/07/eu-me-espanto-ainda-com-algumas.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-6620589486593478216</id><published>2008-07-08T22:25:00.003-03:00</published><updated>2008-07-09T00:42:29.418-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Recebi uma boa notícia em relação ao meu mestrado. Mas a coincidência foi que, exatamente hoje, tomando um café na FEA antes da aula de alemão eu ouvi uma voz bem familiar. Até demais que olhei. Era a uma antiga amiga minha da faculdade. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Há coisa que 6 anos atrás ela tinha tudo o que eu almejava - quase tudo - tinha seu carrinho, sabia ingles, alemão e francês, latim, estava terminando o mestrado e se lançando ao doutorado. Tinha ido algumas vezes para a Inglaterra para estudar. E podia comprar livros e passar o dia estudando. Tinha bolsa. E uma família que podia bancar as coisas. Além de tudo isso, era bastante lida, estudiosa e séria nos seus trabalhos. Minha primeira apresentação - quase - séria em congressos foi com ela. Sempre admirei. E sentia uma inveja positiva. Algo do tipo "quando crescer quero ser assim". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente se dava muito bem. Saíamos juntas e eu cultivava essa mistura de admiração-projetada-de-sonhos. Ela tinha personalidade. Eu também. Dizia o que pensava. eu também. Havia muita afinidade e chegamos a participar de momentos bonitos da vida uma da outra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num determinado momento do curso ficamos mais próximas e como ela morava bem perto de casa me dava carona. Pouco tempo depois - não me lembro exatamente quanto - a gente se afastou. Crises na família dela. Eu ocupada. Enfim. Essas coisas que a vida vai fazendo pela gente. E a gente deixa de fazer pela vida. Nos estranhamos uma vez e acho que depois disso, por mais carinho que existisse, não foi igual. Eu fui trabalhar. Terminei a faculdade. Corri atrás dos meus sonhos: estudei línguas, rererereescrevi projetos. Briguei com orientador. Caí na sala de aula. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse percurso mudei de namorado. Gandaiei. Conheci a Marcia. Enfrentei Stelas e Manuelas. Muita coisa salgou em mim. Outras adoçaram. Me desencantei com a academia. Com a sala de aula. Com amigos e colegas. Fiquei deprimida. Enfrentei monstros e minhocas. Depois me apaixonei. Casei. Fiquei desempregada. Corri atrás. Pedi emprestado. Suei. Deixei de dormir. Chorei. Discuti a relação. Briguei em casa. Chorei mais. Trabalhei. Escrevi. Estudei. Li. Achei pessoas. Presentes. Alunos. Mestre. Voltei a me encantar com a academia. Com pessoas e com a nossa dificuldade de conviver. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita coisa aconteceu desde então. Hoje, tomando aquele café ali eu vi a mesma mesmice de anos atrás. O falar mal. O rancor. A disputa e a insegurança que a intelectualidade insiste em dizer que não tem. Vi um castelo de vidro. Lindo. Frágil. Cheio de ranhuras que podem quebrar. Montado sobre um solo de areias orgulhosas. Senti por ela. Pelo tudo o que eu gostaria que ela tivesse vivido. E pelo que um dia eu quis viver. Senti. Toquei no braço dela algumas vezes dizendo que sentia saudade. Nem sei bem do que. De quem. De mim ou dela? De nada... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí pra aula meio cambaleante. Subi as escadas correndo como se fosse encontrar no terceiro andar a menina do terceiro ano deslumbrada com o conhecer. Cheguei ali e não vi nada a não ser meu reflexo no vidro escurecido pela noite. Passavam das 18:30. Passa(r)vam por mim muita cenas translúcidas naquela tela quase etérea do meu vivido. Pensei ali no que eu vinha me transformado. E como Deus depois da criação, vi "e achei que era bom". Gostei do meu metamorfosear dolorido. Das minhocas cavando em mim e saindo sei lá pra onde. Gostei desse amargo de viver e da doçura do se transmutar. Achei bom a dor-prazer. E agradeci a quem de direito por isso tudo em mim. Dentro. Fora. Lembrei do Tatá... meu mestre. Nas coisas da cabeça. Das suas lições de humildade e de seguir. Persistir e achar bonito não vencer de cara. Gostei de ter crises com a falta de tempo. Da minha demora em fazer o mestrado. De adiar. Nunca de desistir. De saber esperar. Saber chorar. Perdoar. Reconhecer. Iluminar e escurecer. Gostei de ter mordido a língua. De ter de pedir desculpas. De ter razão. E de não ter poder. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei da aula de alemão com o coração latejando aquela dor. Ainda lacinante de feridas antigas e doídas. Fantasmagóricas que me assombram pela História e por tantas histórias que me atravessam. E trespassam o Nosso. Tinha ligado pro Juliano. E feliz-triste pedi saudade e um SOS pro meu coração que esses dias foi bem sacudido. Pedi carinho e aquela confirmação que é mistura de manha e medo de quem é-foi ontem-hoje, e nunca mais. Cheguei em casa assim. Meio tropeçada por um de mim. E dele. Da gente. Da USP. Da História. De cada um. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti saudades de casa. Daqui mesmo. Entrei. Procurei alguma coisa que eu acabara de reencontrar. Senti saudades da minha amiga. E de quem fomos uma pra outra. Mas soube que eu era mais inteira agora. E o quanto eu precisei perder pra me deixar assim, com menos frações de mim. Me deu uma melancolia. Um me alegrar cheio de pontadinhas no peito. Mordiscadas de vida transmutada arranhando o coração. Tão frágil trocando de pele. Ah, isso sim acontece. Os corações também trocam de pele. Com menos frequência porque estão bobamente blindados pelo nosso jeito metidinho de ser. Mas quando a pele é arrancada... aquele pulsar em carne viva te dilata inteiro por dentro. E a pele nova demora pra nascer. Fazendo esse nascimento doloroso, definitivo até que se troque de pele de novo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abri a porta procurando juntar as pelinhas que saíam e nasciam aqui dentro. Me lembrei das caminhadas na semana passada e dos muitos e lindos e silenciosos "até amanhã" do sol... das cores na praia. Da água do mar. E desse sal de Clarice tomando conta de mim de novo. Me lembrei das cores. De que cor é mesmo sentir? E se sente tanto? Abro a porta. E ali estava o Juliano. Flores amarelas nas mãos e aquela camisa amassada do dia. Laranja. E o rostinho corado de sol. Brilhou aqui dentro. E da pele e do sangue e da dor eu senti aquele quentinho no peito. Anestésico. Um olhar e o silêncio de quem se testemunha trocando de pele. Um abraço. Um carinho e um sussurro perfumado dessas flores amarelas. Luminosas. Cheias de vida. Do Nosso. E ali, tudo se fez. Fechei os olhos e vi o sol aqui dentro. Nascendo... até amanhã. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-6620589486593478216?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/6620589486593478216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=6620589486593478216&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/6620589486593478216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/6620589486593478216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/07/recebi-uma-boa-notcia-em-relao-ao-meu.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-2807104355646969975</id><published>2008-07-07T11:47:00.002-03:00</published><updated>2008-07-07T12:06:39.050-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>De volta ao lar... ainda em reconstrução e, claro, para dar certo o ciclo pós viagem, chegando em casa me deparo com uma carta de uma vizinha pitizenta. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Achei curioso como a intuição é pouquíssimo ouvida... recebendo as notícias perto do mar (que ela não saiba) de que o prédio estava mais do que apodrecido por dentro, senti que o distúrbio na força seria bem maior do que pareciam mostrar as imagens de nuvens no céu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou dissertar o longo apreço que tenho por essa figura que tem lá os seus amarres históricos comigo. Para não falar de outros engodos. Isso sem falar nos 6 meses de azucrinação volta-do-trabalho que eu tinha que escutar sem manda-la para aqueles lugares. Enfim. Aos poucos as coisas faziam mais e mais sentido e a aparente "não-vou-mesmo-com-a-sua-cara" se materializou em uma briguinha muda (da minha parte) por uma coisa meio fêmea-alfa. O mais difícil numa situação de guerra não-declarada é quando o inimigo sabe mais que você. E o seu aliado se recusa a dividir algumas informações vitais para a compreensão da peleia. Ora, ficou mais simples depois que o Juliano "situou" algumas questões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que pela primeira vez a frase "We have a situation here" fez tanto sentido. Ontem, chegando daquele descanso mais que merecido e suadinho... me dei de cara na minha casa com uma cartinha da moça. Francamente. Além de escrever mal, a figura parecia ter escrito a Papai Noel reclamando que a sua bicicleta não tinha chegado. Me vi enfurecida. Odeio invasões na minha intimidade e quando atacam os meus, enfureço mesmo. Vi uma leoa andando em alerta na porta de casa e nas escadas. Importante: a carta era endereçada ao meu marido. Bom. E muito ruim. Acendeu uma veia estrategista minha - que sempre temo: serviços secretos do mundo que se cuidem! - que imediatamente levantei um arsenar de coisas para atacar efetivamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais estranho de tudo era o fato de eu saber que isso não era "politicamente correto". Ora, há maneiras e maneiras de se fazer políticas corretas. Depende sempre do objetivo, não é? Comecei a minhocar. Fazia tempo que as minhocas não apareciam assim tão enfurecidas. Glorioso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive que ouvir o Juliano argumentar e falar de rancores, propostas de armistícios e tentativas diplomáticas. Ouvi. Enfureci de novo. Bom jeito de se treinar a paciência. Aliás, livros de auto-ajuda deveriam recomendar veementemente ter um vizinho mala e mau-caráter. Faz brotar em você um misto de instinto civilizado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje cedo, depois de tomar um café da manhã emburrada e ter passado a maior parte da noite em claro rezando e maldizendo a criatura - os céus vão ter que fazer sua reunião de paz também... - vou buscar os gatinhos no hotel. Depois de abraçar e apertar bem os dois - recém de banho tomado, fofos, e saudosos - dei de cara com a fofa na escada. Tudo se resumiu a um "oi" meu, bem longo, irônico talvez, mas elegante. Em cima do salto como dizem as vovós. E a um oi seco, grosseiro e bastante enfurecidinho. Não vou mentir que gostei que ela ficou sem água. Uma certa vingancinha silenciosa pelas coisas todas que ela me disse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, nesse jogo de birras... só espero passar esse engodo no peito e voltar a passear pelas escadas sem armas na mão. Incrível como a gente é humano. Bixo. Instinto territorial mesmo. Com algumas armas mais ferinas que as dos animais. Essas deles podem cicatrizar e fechar. As nossas são permanências...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-2807104355646969975?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/2807104355646969975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=2807104355646969975&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/2807104355646969975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/2807104355646969975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/07/de-volta-ao-lar.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-2775181635399467591</id><published>2008-07-03T16:07:00.002-03:00</published><updated>2008-07-03T16:19:28.524-03:00</updated><title type='text'>caminhos por aqui por dentro</title><content type='html'>Vim acompanhar o Juliano nessa semana de trabalho e me refugiar de mim mesma. Tenho tentado isso há algum tempo mas sem muito sucesso. Estou aqui há 2 dias e escrevo e leio e penso e despenso muito de mim... &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Trouxe a Clarice Lispector e a Karen Armstrong para esses dias sabáticos de não-pensar. E o mais engraçado é que nesse cultivo de solidão literária eu me largo nem sei onde. Foi uma delícia o dia de hoje pensar se dormia ou lia, ou caminhava na praia. E resolvi deixar de querer escolher. A gente tem que escolher o tempo todo e cansei dessa obrigação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro dos prazeres, da Clarice, tem me deixado absolutamente em transe hipnótico. Fiquei meio chocada com a pungência desse observar-sentir a vida dela. Invejei. Quis escrever assim. Como se escrever assim me aliviasse esse eterno angustiar-se. E ela dizia no livro que não há literatura sem dor. Fiquei pensando no tamanho da dor dela. A gente pode medir a dor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranhamente, não tanto assim, a Karen escreveu um livro chamado A Grande Transformação. Fala de um período da história chamado Era Axial em que surgiram - ao mesmo tempo - os grandes mestres e algumas buscas espirituais. Achei graça dessa minha seleção de viagem pro mar. Devorei os dois hoje, mas ainda não sei pra onde isso vai me levar. Acho melhor não prever mesmo. Gostei dessa experiência de cair nas ondas do mar da vida e me soltar um pouco das amarras elásticas que prendi nela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje fiz coisas bem do dia-a-dia. Daqui há pouco vou comprar detergente e esponja. Fiquei com vontade de lavar a louça. Arrumar a casa e esperar o Juliano de banho tomado e cheirosa pra gente tomar outro vinho e quem sabe deixar o frio esquentar debaixo das cobertas. Me vi feliz hoje com essa condição de ser humana. A Clarice dizia ontem que o destino de todo ser humano é se tornar ser humano. Fiquei cavocando esse destino na areia do mar hoje. Não achei. Ainda. Mas não fiquei com pressa de achar. Vai saber como vou encontrá-lo não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me deu uma satisfação de estar desaprendendo uma série de coisas. Gostei desse estado de lentidão cerebral e paciência de sentir. Espera. Sem pressa. E largada nesse ir, voltar, deixar. Vontade de ficar aqui nesse café e devorar os outros livros e cafés. Só para deixar o sonho ser no acordar. Por que dormir?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-2775181635399467591?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/2775181635399467591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=2775181635399467591&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/2775181635399467591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/2775181635399467591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/07/caminhos-por-aqui-por-dentro.html' title='caminhos por aqui por dentro'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-7932087416635509335</id><published>2008-07-03T15:21:00.003-03:00</published><updated>2008-07-03T16:03:41.337-03:00</updated><title type='text'>trombadas</title><content type='html'>Domingo. Era por volta das 11 da manhã eu acho. Estava num vai e vem de gatos e reforma e material de construção. Juliano me chama pra olhar pra trás na saída do prédio... Lina na porta. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Mal pude acreditar que era possível depois de mil olhadelas na vila a gatinha surgiria debaixo do carro estacionado empacando a minha entrada. Me abaixei e só senti o coração acelerar. Era uma sensação de ter de volta algo que, de certo modo, nunca tinha sido plenamente meu. Um insaciável satisfeito. Recheado. Mas com mil buraquinhos pelas bordas do peito com os arranhões que só o apego - e seu irmão mais novo, birrento, o desapego - pode ter. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamei a gatinha. Juliano ficou ali parado. Havia outro com ela, um dos muitos com quem ela dividia a casa. Ela olhou. Chamei-a de Lina mesmo. Era o que ela era pra mim. Ela veio. Miou. Peguei no colo. Apertei ela gostoso. A gente se reconheceu. Ela - como de hábito - esfregou o rostinho no meu. Só consegui dizer um "ó" terno e manhoso e retribuir. Pedi ao Juliano que tirasse umas fotos da gente. Não tive como pedir isso dia que ela foi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei pensando em quantas vezes eu a procurei, a chamei em pensamento para ela me "surpreender" na porta. Achei graça dessa coisa toda infantil e de menina apegada. Fiz carinho, disse que ela era importante e que eu sentia saudade. Acho que ela entendeu. Estava grandona, mas mais aculturada. Engraçado como eu reparei nisso. Um sentir, cheio de sutilezas. Eu também não era mais a mesma. A perda e a separação provocam coisas na gente. Coisas porque isso não se define, não se nomeia. Mal consegue-se sentir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soltei ela no chão. Observei. Ri. Ela rodeou. Miou mais um pouquinho e eu adorei. Era um sinal da gente como "estamos aí, a gente vai se trombando". Naquele momento só nosso eu fiquei pensando na Lina como a vida. Ela vai, vem, volta e e vai de novo. Sem a gente controlar. Sem a gente querer. E nesse ir, vir e voltar há transformações sutis dentro da gente. Aquelas unhas arranham umas entranhas estranhas de nós mesmos. Mostram os nós, os arrepios e medos, os engasgos e até os miados mais disfarçados cheios de charme que escondemos nesse silêncio de existir. Fiquei ali agradecendo a ela por isso, por me presentear com a vulnerabilidade, com a fugacidade da experiência, da alegria, do ter, do amar. Do sentir. Fiquei com isso. Peguei ela no colo de novo. Era um tchauzinho mais conformado de nós duas - mais do que no dia que ela arranhava a porta de vidro na casa dela - mais inteiro também. Mais adulto. Sofrido, mas cicatrizando. Depurando algumas verdades sobre esse nosso gatear...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei pra frente. Um barulho no portão da vila. Era a Fran atrás dela, preocupadíssima dela ter fugido. Não minto que eu quis que fosse verdade. Quis me tornar a mulher invisível ali com a Lina no colo e sumir do mapa com ela. Como fazem os super-heróis. Ri sem graça tentanto esconder esse desejo meio gato-traiçoeiro-apego. Ela me viu e riu. Havia na gente essa cumplicidade da vida tirando e dando coisas ao mesmo tempo agora. Tão rápida e intensamente que o máximo que a gente consegue fazer é se olhar - rapidamente - e rir. Desajeitadamente. Disse que a Lina estava aqui, bem. Bastante óbvio para o meu flagrante de quase-rapto. Ela contou que a Lina tinha aberto a janela da sala de jantar e fugido. Ri por dentro. Quase comemorei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a gatinha miou e me dei conta que os meus delírios de Marvel estavam com os segundos contados. Soltei ela no chão. Ela voltou pra mim. Ficou. Rondou. Conversamos um pouquinho. A Fran me desperta tanta ternura e generosidade, mas ao mesmo tempo ela me tirou a Lina. Como essas coisas podem andar juntas? Olhei de novo a Lina. Comia grama daqui e dali, olhava. Miava. Ouvi ela contar dos outros gatos. Não tive vontade de contar dos meus. Mas intimamente agradeci a ela. Era um experienciar de não-entender que eu vivia. Aliás me dei conta que eu precisava viver não-entender mais vezes. Que nos últimos anos essa ansiedade por entender coisas me deixaram quase de concreto. Um cérebro metido a besta quase tomou conta. Mas deixei que a luta fosse bem sangrenta e as cicatrizes ainda passeiam pelo meu corpo. Subitamente a dor da perda se foi. Respirei. Foi bom olhar pra ela e deixá-la livre. Não era bem desapegar. Mas soltar a linha - elástica - que nos unia. Na hora me dei conta que nem todos eu amarrei com elásticos. E que mesmo ela foi difícil trocar as amarras. Me deu  pressa de fazer isso logo. Listei rapidissimamente todos os que eu queria bem amarrados a mim. Me perdi. A lista era grande demais e os meus dedos desajeitados não iam dar conta disso assim tão rápido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juliano me chamou e me dei conta. Respirei de novo. Olhei de novo pra Lina. Fiz uma prece agradecida pra ela. Por ela. Pelo que ela trouxe pra mim. E generosamente deixou em mim, não levando com ela. Olhei pra cima como querendo ver os dois novos gatinhos que estão em casa. Fred e Filó. Disse em silêncio que uma hora eles iam se ver. Meio parafraseando o filme Promesses. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dois dias estou em Florianópolis. Choveu hoje e passei a maior parte do dia trabalhando. De repente vi que a imagem da Lina no computador tinha sumido. E que eu tinha acabado de ligar para saber dos gatinhos no hotel da clínica. Achei meio mágico que isso tivesse acontecido assim ao mesmo tempo. E gostei da sensação. Ontem, caminhando pela praia, tive uma epifania desse ir e vir das ondas, da Lina, da vida, dos (não) meus. E como a gente pode criar retinas mais coloridas para deixar esse banhar-se vida tomar conta da alma. Sem se esconder. Sem se amarrar. Quis ir com as ondas ontem. Naquele púrpura de fim de tarde que eu adoro. Que é tão cheio de mensagens cifradas ao espírito. Que revela essas ranhuras de viver sem ser, de se arrastar pela gente mesmo. Molhei a mão no mar pra limpar a areia. Foi que eu vi... os arranhões que a Lina deixou na minha mão no dia que ela foi estavam cicatrizados. Só aquela manchinha rosa, como o céu e o mar. Enchi os olhos d'água e de fato, não entendi, senti. Chorei miudinha sei lá porque. Um choro sem lágrimas. Fiquei tímida diante desse oceano salgado na minha frene. Cheia de não-entender, senti, sendo, entregando ao Tempo esse viver-vivo e misterioso. Coloquei a saudade nas asas das gaivotas e pedi que elas levassem ao mar. Uma hora as ondas trazem de volta. Pra gente curtir de pertinho a saudade e novamente deixar ir. Ir, vir, voltar, diluir, sem cicatriz, só os dedos róseos da Aurora no coração...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-7932087416635509335?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/7932087416635509335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=7932087416635509335&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/7932087416635509335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/7932087416635509335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/07/trombadas.html' title='trombadas'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-3040256461443440782</id><published>2008-06-26T09:27:00.002-03:00</published><updated>2008-06-26T09:47:43.551-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Reformas e pó. Combinação para um começo de férias bem inusitado. Começamos uma reforma no apartamento. Engraçado porque faz uma semana que a Lina foi embora. E literalmente a casa virou de pernas pro ar. Entretanto eu fiquei com a sensação de que faz mais tempo. Doeu muito e ainda me pego dando umas espiadinhas na vila aqui do lado pra ver se eu "trombo" com ela. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Passei o domingo tirando as coisas do lugar e arrastando móveis e subindo escadas e banquetas. Acho que trabalhei umas 7 horas nesse vai e vem. Achei graça porque, afinal, domingo é dia de descanso. E consegui descansar a minha cabeça mais assim do que atirada na praça por do sol com o chimarrão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suei, reclamei. Dormi exausta. Acordei cedo dia seguinte com o prenúncio de um dia frio, agitado e cheio de correrias. Minha última semana de trabalho antes das férias foram bem emocionantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei imaginando aquele monte de entulhos dentro de mim. A gente costuma demolir as coisas - quando não demolem pra gente - e nem sempre joga fora o entulho caído. Olhei a minha cozinha no chão e me dei conta de um apego sutil ali. Lembrei das coisas boas que aconteceram naquele lugar. Das tristes. Das discussões com o Juliano, enfim. Das minhas horas de café da manhã sozinha. Em silêncio. Dos pensamentos, pesares, saudades, alegrias. Muita coisa ali desde os 2 anos que viemos pra cá. Pensei em fotografar mesmo e registrar o lance do processo... mas não. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei a casa toda desarrumada e achei graça de gostar dessa bagunça. Hoje cedo fiquei aqui cozinhando essas coisas de memória, saudades. De repente percebi que as coisas são mesmo bem transitórias. Nada é de fato nosso. Nem o corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas minhas tomadas de consciência (vamos dizer assim...)nesse universo ocidental de academia, trabalho e consumo me peguei ontem numa rotina engraçada. Trabalhei, saí pra correr e malhar e depois passei na Cobasi pra comprar remédios e comida para os gatos. Humanizada. Curti isso. Ter quem me espere cheio de dengos - além do Juliano evidentemente, sujeito a alterações de trabalho e humor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegava em casa me lembrei da Lina, do tempo que ela passou comigo e tudo o mais. Abro a garagem e vejo o carro da Fran, dona dela, saindo da esquina. Apertou o peito aqui dentro. Entro em casa e vejo a Filó. Olhei aquela filhotinha carinhosa, sapeca agarrada em mim. As coisas nos são emprestadas mesmo. E essa mistura toda de reforma, destruição, construção, desapego e quero mais me deixaram hoje meio amortecida, sem saber direito onde e como ir, fazendo o que... com vontade de deixar passar... esperar e ver. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-3040256461443440782?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/3040256461443440782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=3040256461443440782&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/3040256461443440782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/3040256461443440782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/06/reformas-e-p.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-7771770631254772958</id><published>2008-06-18T19:47:00.003-03:00</published><updated>2008-06-20T11:06:05.536-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Depois de um dia de luto... Vamos em frente. Acordei meio zonza ainda e virada do estômago. Mal saí da cama... Acordei e quase me pego chamando a Lina de volta pra cama. Respirei. Chorei miudinha mais um bocado deitada. Veio a Filó. Pequeninha e pretinha. Enroscada em mim nos cabelos. Me comovi com isso e vim pra sala depois. Abri a janela da sala e procurei a Lina na rua... me senti tolinha. Trabalhei o de sempre. Ajeitei as coisas e depois tomei coragem. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Queria muito ver a Fran hoje. E a Lina. Toquei o interfone da vila e meio tremendo por dentro para não chorar de novo... Ela abriu a porta com um super sorriso. Nos abraçamos. Disse a ela meio engasgada que eu queria agradecer pelas coisas todas que ela tinha feito. E pedir desculpas pelo meu descontrole emocional do dia anterior. Senti que ela gostou daquilo. Perguntei como estavam as meninas e a sogra. Todos bem. A gatinha. Bem. "Reacostumando com a casa e a rotina"... Vi a carinha dela pela porta de vidro. Enchi os olhos d'água e ela me perguntou se eu queria ver a Fiona. Aceitei. Abriu a porta e a Lina veio correndo. Subiu em mim e deu aquela esfregadinha gostosa no rosto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segurei ela só um pouquinho. Ela miou. Queria chão. Voltei pra casa depois mais aliviada e com um pesar menor no peito...  Vi que ela era ali mais uma. Comia de tudo, brigava com os outros e queria desesperadamente sair... Doeu pequeninho aqui dentro. Fui embora com essa lembrança, meio tentando dizer a ela "telepaticamente" que ela sabia onde eu morava... e que podia voltar a hora que fosse. Engraçado como a gente se alimenta dessas coisas. Fiz um combinado de "a gente brinca de novo" ou qualquer coisa besta do tipo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dei as aulas, me recuperando devagar de tudo... Saí da sala e vi um por-do-sol cor de rosa. Lindo. Ficando lilás... Uma lua cheia aparecendo no fundo... Parei ali um bocadinho lembrando das pessoas que eu já perdi. Dessa transitoriedade toda de tudo. Doeu. Respirei. Rezei em silêncio pra mim mesma... pedi força, paciência. Coragem pra enfrentar os desapegos do porvir. Fiquei pensando no meu medo de perder as pessoas que eu amo. Agradeci pelo Juliano. Por tudo... Voltei pra casa sentindo ainda vontade de passar ali e dar um alo pra Lina... Pensei nos outros gatinhos e no que a Fran tinha me dito: "os animais vem para nos ensinar... e muitas vezes nos colocam em situações muito cruéis."Tentei trazer a Lina pro peito e ficar com a sensação que ela não foi mesmo devolvida, mas está morando aqui do lado. Minha vizinha. Só sei que aprender leva tempo, e que nem sempre quem ganha, ganha tudo...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-7771770631254772958?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/7771770631254772958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=7771770631254772958&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/7771770631254772958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/7771770631254772958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/06/depois-de-um-dia-de-luto.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-1172956026831031075</id><published>2008-06-17T17:37:00.002-03:00</published><updated>2008-06-17T19:11:59.952-03:00</updated><title type='text'>Despedidas</title><content type='html'>Hoje a Lina foi embora... De vez. Na hora de sair para o trabalho toca o interfone. Era a dona da nossa gatinha. "Preciso falar com vocês"...&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;A história não estava acabada. Eu sentia isso. Juliano também. Nenhum de nós falávamos sobre o assunto. Parece que a simples idéia de perder a Lina seria demais para os dois. Ignoramos. Fingimos não saber. Ficamos mais duas semanas assim depois da coversa de sábado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao que parece o meu exercício de desapego chegou ao nível de exigência de gente grande. "é só um gato"... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi a Fran falar. Escutei com o coração na boca. Ela pediu o gato de volta depois de uma trama complicada de ex-sogra e ex-marido mais filhos birrentos. De fato, não queria estar na pele. Nem no primeiro dia que nos vimos. Eu já teria tomado a gata de volta... e admirei a generosidade dessa mulher que me dava a gatinha comprando uma briga das grandes com a família. Corajosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu pedi. Implorei. Chorei. Cheguei a quase desmaiar e passar mal mesmo. Fiquei envergonhada da minha humanidade vomitando na porta do prédio depois de passar 3 dias com o estômago ruim e dores aqui e ali. Não sei se isso era um sinal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei pensando antes de escrever aqui quem deveria contar essa história. Shakespeare, Goethe... Nelson Rodrigues. Os irmãos Andersen... Não consegui. Chorei os tubos. Como fazem as crianças. E revivi esses dois meses como numa alucinação-emocional... Lembrei do dia em que ela entrou em casa pela primeira vez. Dos carinhos, das brincadeiras e de todo o cuidado e amor que ela despertou. Lembrei da gente amarrando um barbante com pedaços de papel e da faceirice dela correndo pra lá e pra cá... da minha frustração ao comprar brinquedinhos e ela nem ligar. Lembro da primeira consulta à veterinária... da minha versão da história... do apego com a Lina que crescia e invadia o peito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei do dia da cirurgia e do dia que saí chorando do hotelzinho ouvindo ela miar e esfregar o rostinho, toda sedada, na minha mão... Achei aquilo tudo cheio de significados no meu universo pequeninho aqui dentro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei de todas as vezes que exibi a fotinho dela no celular e contei feliz que a Fran tinha me deixado ficar com ela. Hoje doeu. Dilacerou... Nunca achei que fosse cometer essa micagem toda emocional e quem sabe imatura-fútil-apegada-mesquinha me deixassem assim... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu saí de casa tendo antes ligado pra minha mãe. Claro. Entendi profundamente a dor da Fran. Ela me pediu perdão por levar a Lina. Não sei quem deveria perdoar quem ali. Na versão dela eu tirei a gatinha da família dela. Ela nem tinha como fazer diferente. A ex-sogra está com câncer e se recusou a falar com ela depois de saber que a gata, viva, estava "doada" com outra pessoa. Vizinha do lado... Imagino como a sensibilidade da doença tenha deixado ela arredia. E as meninas. Nem sei. Hoje me senti como elas. Adolescente. Há duas semanas eu julguei: birra. Hoje, vivi. Senti. E doeu fundo. Compreendi tão fundo que não tive outra escolha a não ser deixar a Lina ir. Chorei mais na escada subindo pra casa. Sabia que era um subir de escadas pra fundo de mim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei no apartamento. Ela me esperava na porta. Subiu no colo. Chorei mais. Mais. Não consegui dizer nada. Aí sentei com ela no sofá e disse que a gente precisava conversar. Hoje, talvez, pela primeira vez, entendi a tirinha do Calvin quando ele perde um bichinho de estimação... e a mãe só conseguiu dizer que ele tinha ido para o céu dos bichinhos. Pensei se existia mesmo um e se um dia a Lina - egoisticamente - seria minha de novo. Num céu desses de contos de fada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz os cafunés que ela gosta. Brinquei com o papel amarrado no barbante. Disse a ela que a verdadeira mãe tinha voltado e que ela deveria voltar. Agradeci a ela pelo tempo que ficou comigo, pelas coisas que ensinou... deixou aqui fundo... pela alegria. E por ter me ensinado a entender essas coisas estranhas da vida que a gente nem explica nem entende. Só vive. E sente. Ela me olhou e de novo agarrou o meu pescoço com as patinhas. Hoje cedo a brincadeira dela era moder o meu dedão do pé. Chegou a furar a minha meia... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desci a escada me esforçando pra ter a atitude honesta, sincera, inteira com a Fran. Quando elas se viram a Lina foi arisca... Viu a Beti, quem fez as devidas conexões com a história da Lina-Fiona... Ela mostrou os dentes pra ela... Juliano e eu nos olhamos rapidamente. A Fran disse que ela seria bem cuidada. Nessa hora a Lina colocou a patinha no meu queixo e ficou me olhando... era o nosso tchauzinho. A mãe tem sempre que ser o adulto da situação. Batalhei fundo pra isso na hora...Ela  pegou a Lina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu vou indo pra você não sofrer mais"... acho que nós duas sabemos que isso não era possível... Ela pediu desculpas de novo. Agradeceu. Eu não consegui responder. Nem consegui olhar muito pra ela. Lina e eu ficamos ali nos olhando. Juliano me abraçou. Pedi pra ver a Lina atravessar o portão... Vi ela sumir no colo da dona. Vi o tamanho do meu apego... Doeu tanto. Subi a escada... Chorei mais. Olhei pra caminha dela na sala... e o barbante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por alguns instantes achei isso tudo piegas e irracional. Claro. Trata-se de assuntos em que somos pouco treinados. &lt;br /&gt;;]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei depois nas coisas que podia ter dito. Feito. Meio novela mexicana... Voltei pro sofá. Olhei a casa vazia... Só a Bia aqui limpando... queria poder limpar as lembranças e passar um pano nesse pó que a memória se torna. Queria ter tido forças pra dizer não. Impossível. Acho que era exatamente isso o que a Fran queria me dizer quando pediu perdão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou em casa de novo. Agora com dois gatinhos... conto depois... ainda nos olhando e  namorando. Exceção da filhotinha. A Filó. Tem o Fredy... Os três nesse dia frio. Cheios de coisas... e esse mistério do viver e morrer. Não quero pensar que a Lina morreu. Quero poder dar de cara com ela na rua aqui da frente, fazer uns chamegos e respeitar esses aprendizados que os gatos nos trazem. Vou levar a Lina comigo... hoje percebi, olhando dezenas de gatos para adoção (idéia do Juliano de como conter uma leonina desesperada e inconsolável), procurei ela ali no meio. "Lina só tem uma", me disse baixinho no ouvido... E é mesmo. Sinto falta dela. Choro ainda. Mas quero que isso se torne uma das páginas bonitas da minha vida. Cheia de saudade, manha, carinho, e essa generosidade que ela veio me trazer empacotada no coraçãozinho. Fico imaginando as filhas da Fran com ela. Não senti ciúmes. Mas foi gostoso imaginar que elas podem sentir o mesmo alívio que tive há duas semanas atrás. E que a vó doente ia quem sabe, fazer o exame hoje depois da notícia e fazer as pazes com a família. Dói. Mas é uma dor com alívio... Fiquei com a lembrança dela agarrada em mim hoje cedo. E da nossa despedida cheia de silêncios e significados. Senti como um agradecimento pelo amor que ela recebeu da gente. Uma espécie de "também vou sentir saudades, a gente se tromba por aí"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os gatos nem sempre são livres pra escolher. Hoje eu vi isso. Mas encerro o post com um sentir grande de saudade-gratidão-amor-tristeza-apego-amor... Lina. &lt;br /&gt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-1172956026831031075?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/1172956026831031075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=1172956026831031075&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/1172956026831031075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/1172956026831031075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/06/despedidas.html' title='Despedidas'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-6786758163675775340</id><published>2008-06-16T09:41:00.003-03:00</published><updated>2008-06-16T09:48:39.768-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Cansaço... estava lendo um poema do F. Pessoa sobre isso. Sempre falando do cansaço da alma. Ontem e hoje me bateram uma exaustão do corpo mesmo...&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Há algumas semanas estou fazendo o esforço para conter o desânimo e a exaustão. Emocional e física. Engraçado como a gente sente que as coisas estão chegando ao seu limite. Sempre acho que vou dar conta das coisas e por mais que eu tenha um nível de exigência exagerado e de auto-cobrança... cansei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando pouco sociável... com vontade de ficar deitada em casa esperando as fadas com a Lina e no chamegos do Juliano. Pela primeira vez depois de muito tempo sinto que estou jogando as toalhas... Tenho evitado discutir, retrucar. Descordar. Dá trabalho. Não estou a fim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábado fui na festa de uma amiga querida e minha vontade era ficar ali vendo TV... achei graça porque sempre fui a baladeira, a alegre... e tenho me esvaído. A última semana me exigiu muito no trabalho. Minha mãe sempre diz que isso é pra me fortalecer o emocional... senti o contrário. Fiquei fragilzinha e cansada. É duro ter que provar o tempo todo que se tem capacidade... isso mata por dentro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conto os dias pra chegar as férias. Faltam poucos. E já inventei mais coisas pra fazer nela: curso disso e daquilo, tese, leituras... reformas. Ai ai... Sinto como se chegasse o Natal, mas não julho. Tenho tentado pedir colinho. Cafuné e aqueles sussurros carinhosos que te deixam feliz. Nem isso tenho conseguido. Cansei. Vontade de dormir, quase pra sempre...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-6786758163675775340?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/6786758163675775340/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=6786758163675775340&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/6786758163675775340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/6786758163675775340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/06/cansao.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-7924816994351260319</id><published>2008-06-15T13:46:00.002-03:00</published><updated>2008-06-15T14:14:22.667-03:00</updated><title type='text'>A hora das fadas</title><content type='html'>Compre um prisma para a minha janela. Bate sol o dia todo no apartamento. É ventilado. Iluminado. Posso espalhar plantinhas pela casa e enfeitar com cortinas coloridas. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Tem sido mágico observar essas coisas. Meus últimos dias não tem sido muito fáceis. Foram simples. O de sempre na rotina do fazer. Mas muito diferente e intenso no sentir. No perceber. tenho evitado até de escrever para que algumas coisas não sejam colocadas de forma leviana. Não se trata de não desabafar. De não-dizer. Mas como preservar alguma sacralidade em alguns eventos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui testada à exaustão no meu emocional nesses últimos dias. Nem o dia dos namorados escapou... Fiquei trabalhando muito em casa nessas manhãs de outono disfarçado. Gosto de olhar as janelas e imaginar com os olhos o que se passa aqui fora da minha casa. Hoje cedo, muito cedo, vi o amanhecer na janela. Tantos desenhos e cores no céu. Tão bonito. Valeu ter despertado agoniada. Voltei a dormir depois. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessas manhãs de trabalho-prece-agonia fico esperando a hora das fadas. Engraçado como eu consigo recolocar alguns pedaços da minha infância no dia-a-dia. Queria até que isso fosse mais constante. Quando o sol bate na janela da sala eu empurro o prisma (quando o vento está ocupado demais pra fazer isso por mim...) e vejo aquele monte de cores dançando na minha parede. É mágico. Lina e eu temos basicamente a mesma reação. Ao contrário dela - que fica pulando de um lado pro outro "caçando" as luzinhas coloridas eu fico aqui olhando elas se multiplicarem. E é a minha melhor parte do dia. Observo essas coisas e me voltam memórias, sentimentos, pessoas. É como se a casa se enchesse mesmo de fadas... nas cores, nas coisas que trazem consigo e nas risadas que me despertam vendo a Lina saltitar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora mesmo estava aqui escrevendo sobre a escravidão e o café. Estava imaginando por que os trabalhos avulsos que me surgem estão sempre relacionados à História do Brasil... fico reclamenta, apesar de encontrar um prazer secreto - e bem timidamente birrento - nele. Liguei uma musiquinha e vi a Lina cochilar. É bom tê-la aqui do lado. Em paz. Sendo minha (egoistinha eu... sei disso). Trocamos uns cafunés e miados e quando volto pra sala pra continuar escrevendo preguicenta no sofá dou de cara com as fadas saracuteando nas minhas paredes. Tinha fechado as janelas por causa do vento forte. O dia esquentou de repente. Fui lá há pouco e abri a janela. Dei um soprãozinho no prisma... as fadas vieram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico aqui me lembrando das conversas com o meu avô, das brigas com a Clara, minha irmã. Senti saudades dos passeios com o Vinícius na faculdade e da sessão besteirol com o Jedi. Olhei em volta e vi os meus cantinhos de novo. Juliano saiu e deve voltar em breve. É bom sentir essa presença dele em casa. Mesmo com as suas astronautices, vazios e silêncios. Suas distâncias medrosas e assustadas de mim. Doeu o coração lembrando de algumas das nossas discussões. Depois, como se um sussurro de fada viesse ao ouvido, fiquei olhando em volta e percebendo todas as coisas que ele me dá - generosamente - sem que eu peça. E talvez, a maior fonte do atrito seja justamente a falta de sincronicidade no pedir e no dar. Não acontece quando se quer. Mas quando se disponibiliza a dar e a receber. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei da primeira vez que eu peguei as chaves do apartamento e vi as paredes sujas sem pintura. Sentei no chão agradecendo por ele ser nosso. Foi um dos vazios mais plenos que eu tive. Lembrei de quando a Clara deu um fiasco porque eu ia sair de casa. Das minhas brigas com o meu ex-orientador, meu ex-namorado. Lembrei das ex-chefes. Tantas coisas importantes se tornam ex pra nós. E fico pensando aqui no significado de tudo isso. De como as coisas, pessoas, sentimentos, simplesmente passam (através de) por nós... e ganham outros contornos embaçados e diluídos... Tudo vira vulto... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei uma foto minha com o Juliano... há tanta coisa do Nosso que passou, que passa. Se presentifica. Fortalece. E esse passar todo das pessoas, das coisas. Essa passagem etéra é tão desconcertante para alguém apegada como eu. Olhei pra Lina aqui de novo. Vi outras coisinhas ao redor que guardam consigo tanta coisa importante pra mim. Será que a gente carrega nosso museusinho particular pela vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As luzinhas ainda dançam aqui. O sol está passando para outra janela. Quero colocar prismas nas outras janelas daqui. Quero povoar minha vida mais com essas fadinhas. Coloquei duas fadinhas em casa. Uma no alto da parede da sala. De sainha de girassol. A outra, verdinha fica no meio dos livros de literatura. As duas tem olhinhos fechados e os cabelos enrolados. Acho gostosa a sensação de poder olhar pra elas e de algum modo, materializar esse universo infantil-fantástico-sonhador. Poucas pessoas entendem e muitas, quando entram em casa, acham tudo isso meros objetos de docoração pra deixar uma casa "bonitinha". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto desse meu segredo decorativo. Bem ritual. Cheio de coisas só minhas. Nunca me pensei tão territorial e caseira. Juliano é assim. Não sei se isso é obra da convivência ou de uma nova revelação de uma fragilidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fadas diminuem aqui na sala. Fico com essa sensação de epifania no coração... guardando pelo dia, até o sol do dia seguinte. Vendo as cores do sentir e do lembrar. Do guardar. Dançando em volta de mim. E eu, de algum modo - pouco treinado ainda... - tentando imitar a caça da Lina, agarrando com os olhos esse universo multi-cores de mim. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-7924816994351260319?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/7924816994351260319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=7924816994351260319&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/7924816994351260319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/7924816994351260319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/06/hora-das-fadas.html' title='A hora das fadas'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-677814605053838607</id><published>2008-06-11T09:15:00.000-03:00</published><updated>2008-06-11T09:16:05.440-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ainda vivendo apegos... a experiência de reencontrar a dona da Lina me deixou com alguns dilemas. Morais. Dói e é incrível como a dor sinaliza na gente um cannyon de sentir. Umas coisas profundas cheias de sombras e mistérios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passo ali do lado da casa dela com gratidão. Há muita generosidade nesse gesto de deixar a Lina com a gente. E ao mesmo tempo, sabendo de tudo o que as meninas sentiram com o sumiço da gatinha... me vi sendo a bruxa má da história. E é impressionante como a gente pode ser a mesma coisa. Ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na 2a. feira o Juliano, voltando do veterinário, encontra na rua dona da gatinha... Disse que os filhos todos ficaram muito mal com ela. Quando ouvi a notícia me deu um aperto no peito. Tanto apego! Me senti tão pouco generosa, egoísta mesmo. E fiquei nesse ir e vir... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho pensado muito sobre a generosidade. Juliano sempre me disse que eu era muito generosa com as pessoas. Sempre acreditei que essa era uma virtude minha. Mas ontem, e refletindo sobre as coisas que tenho feito, do modo como tenho feito, me descobri - humanamente - egoísta. Percebi como toda a teoria sobre identidade, alteridade e essas "dades" todas da antropologia e da História me deixaram sem resposta para as coisas que tenho vivido. Aqui fez sentido a frase do Ulpiano, meu ex-orientador "você tem de idade menos da metade do meu tempo de carreira". A presunção intelectual dele era um alerta para a minha presunção ainda não classificada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho vito as pessoas ao meu redor com atitudes que tem me ensinado muito. Esses dias no trabalho uma das professoras de alemão que eu gosto muito foi muitíssimo carinhosa. Tenho percebido isso nos meus pais, sobretudo o meu pai com aquele jeito meio durango-palhaço. O Juliano, deixando o Nosso se abrir mais... Tenho percebido a minha fragilidade nesse período e adoraria crer que se trata do clássico "inferno astral", afinal, falta quase 1 mês para eu dar outra cabeçada em Saturno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei a Lina aqui em casa pedindo carinho por causa dos cortes da cirurgia... manhosa. Dei uma olhada hoje cedo na minha casa, andei e percebi os cantinhos que fazem sentido pra mim aqui dentro. Quase secretos. Livros, incensos, quadros e outros badulaquesinhos. Tem um quadro de um Pã tocando flauta no alto de NY. Gosto da solidão tranquila dele. E do jeito que ele parece ignorar aquela coisa toda surreal ali embaixo no universo dos humanos. Ou será que ele sabe (in)exatamente como a gente é (inexato)?  Deixei a música vir para o dia de hoje... e suavizar o coração...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-677814605053838607?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/677814605053838607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=677814605053838607&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/677814605053838607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/677814605053838607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/06/ainda-vivendo-apegos.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-2603394337028010184</id><published>2008-06-08T20:49:00.002-03:00</published><updated>2008-06-08T21:58:19.448-03:00</updated><title type='text'>Apegos</title><content type='html'>Sempre fui apegada. Não sei se por configuração astral (que meu irmão não me leia)  ou por personalidades ancestrais. Sábado me dei conta que a ascendência capricorniana e a lua em escorpião podem ser combinações intensas demais. Encontramos a dona da Lina...&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Deveria ser por volta das 11:40 quando depois de provar umas roupas e me serelepar toca o telefone e escuto um "oi meu amor" bem tristonho. Perguntei o que aconteceu. "Achamos a Dona da Lina". A Lina é a minha gata. Já falei dela aqui. Estamos com ela há quase 2 meses. Encontrada na porta do prédio miando bem docinha e assustada. Desde então eu tenho me apegado e apegado. Levamos no veterinário, banhinho, comidinha, cuidados dali e daqui e sempre com muitas brincadeiras e risadas. Isso sem falar de todo o dengo e carinho que a gatinha tem dado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juliano me falava, desde o primeiro dia que eu não deveria me afeiçoar muito à Lina. Pena. Tarde demais. Estávamos os dois encantadinhos - e particularmente eu - com o fato de que todos os meus gatinhos de casa (de madeira, de porcelana, de desenho, de pelúcia, etc. ) estavam materializados na Lina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre fui bem chata com a idéia de que as pessoas tratam melhor os animais que os humanos. Nunca concordei com essa tendência (mesquinha-egoísta) da gente... Engolida pela língua. Estou pasma comigo. Como esse amor pode brotar da gente, uma vontade de cuidar, de deixar bem. Outro dia lendo o blog My Corner, soube que o autor vai ser papai pela segunda vez. Sempre gostei da idéia de ter filhos, mas nunca pude imaginar  desse sentir todo e inteiro e intenso que sai da gente. "Imagina quando tivermos filhos", disse ao meu marido depois que saí da veterinária 4f passada. A Lina fez uma cirurgia. Castramos. E isso foi uma decisão difícil. Passei dias pensando e meditando sobre a minha pretensa humanidade. É interessante quando a gente verbaliza discursos adquiridos e comprados em bibliotecas. Questionei todos eles ao passar algumas noites sem dormir com o cio da Lina. Depois mais uns dias matutando sobre as minhas crenças (diria o Juliano) feministas sobre a liberdade e o controle (ops) sobre o próprio corpo, etc e tal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dei 14 aulas no dia que a Lina fez a cirurgia e fiquei ligando a cada instante para saber se ela estava bem. De repente me senti quase como a socialite brasileira que deu uma festa sensacional de aniversário ao seu poodle. Socorro! Muitos antagonismos num dia só! Cheguei em casa o mais rápido possível e fomos levar as coisinhas da Lina no veterinário. Ela estava dopada e com as pupilas super dilatadas. Isso sem falar na dor. Assim que ela me percebeu saiu aquele miado miúdo, apertado. Sentido. E um roçar na minha mão que me arrancaram umas lágrimas tímidas. Fiquei meio sem jeito de me emocionar daquele jeito. O Juliano me abraçou, me pediu calma. Continuei chorando... Saí de lá com o coração estraçalhado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei a 5f esperando a hora de ver a gatinha depois de ir e vir com alunos para o mangue e o mar - depois vou ter que falar disso...! - e somente na 6a. a Lina ia voltar pra casa. Eu me sentia tão responsável por cuidar... e isso provocou uma série de questões sobre o meu estudar-experienciar o gênero...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso me passou - e mais - na hora que eu soube que a dona da Lina tinha sido encontrada. E mais, que ela era assim tão importante nesse meu universo pseudo-maternal. Eu fiquei tão desnorteada que só conseguia pensar em como isso era quase - bem pouco - impossível. Chorei, tremi, temi. Fui passional em tudo o que eu tinha direito. Inclusive - parece patético - de ligar para minha mãe. E o comentário dela depois... "não se apega, vai dar tudo certo". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu cheguei em casa mal pude subir os três lances de escadas. Pedi ao Juliano para descer e encararmos por fim a realidade - a dona da Lina. Mil imagens se passaram na minha cabeça sobre a suposta imagem da figura. E, ao dar de cara com ela, segurar toda a vontade de chorar. Nem quero pensar no meu estado ao bater à porta da mulher. Ela saiu, sorridente. Mais aliviada na verdade, do que sorridente. Contou a história da Lina. Ela tem só 5 meses e saiu do interior de São Paulo daqueles lugares que se matam animais. Ela ia morrer e a mãe da Fran - a dona da Lina tem nome! - depois de ameaçar a gata com todos os modelos de vassouras disponíveis no mercado, apesar de ter salvo a vida dela, deu a Lina (Ex-Fiona) para as netas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escutei isso com o coração na garganta. Fiquei mal ao saber que aqui na vizinhança existem tipos de "serial killers" de gatinhos. E de todas as ameaças reais que a Lina sofreu. Depois de narrar esse conto de terror ouvi um "Não precisa chorar que o gato vai ficar com você" meio atropelado pelo alívio de "ela estava mais perto do que eu imaginava" com "ela está super bem cuidada". Perdi a fala. Não sabia bem se eu continuava escutando a história triste da Lina ou se eu pulava na mulher e enchia ela de beijos e de gratidão eterna. Pura pieguice, eu diria há 6 meses! Tomei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais desafiador ao meu desapego - profundamente esgoísta - foi escutar a reação das meninas - adolescentes - sobre a perda da Lina. Uma delas faltou na escola não sei quantos dias e teve um febrão. A outra, algo parecido. Quase comecei a chorar de novo e nesse redemoinho todo de sentir, uma mistura de felicidade com a minha imagem de bruxa-má-sequestradora de gatos. Pobre espelho meu. Foi incrível como eu me vi naquelas meninas. Como me vi menina. Nesse apego inconsequente e esgoísta de ter só o meu. Sofri mesmo por elas. Fiquei sem graça de entrar na casa e ver os outros gatos ali e a carinha delas sem jeito de me olharem. Foi a primeira vez que duelei com o sentir-me culpada e salvadora ao mesmo tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apertou o peito. Só consegui agradecer às duas. Tímida. Quase miando, como a Lina no dia da cirurgia. Houve um silêncio das duas partes. Espero que com a legenda de "eu imagino como você deve se sentir". A gente nunca sabe de fato como o outro sente. Mal arrisco dizer o que eu mesma sinto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci os outros gatos. A casinha original da Lina e seu ex-nome. Ouvi mais histórias e só consegui me despedir, sem falar. Agradeci àquela mulher com um abraço nada comedido. Mas silencioso. Emotivo. Olhei bem nos olhos dela e só consegui murmurar uma parte do que eu admirava e invejava nela. O desapego. "Nem sei como te agradever por ela. Ela chegou num momento muito importante pra mim." E não saía mais que isso.  Calei. Abracei. Não olhei pra trás. Entrei no prédio e abracei forte o Juliano. Chorei de novo. Criança. Alívio. Apego-desapegando do que eu achei que sabia. Sentia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subi as escadas e quando abri a porta lá estava a minha - de fato, minha - gatinha. Olhando ainda com dor, curativos, miudinha. Ficou no meu colo. Dia, noite, pedindo carinho. E eu me via ali. Apertada, querendo colinho. Talvez a nossa pretensa visão de supra-sumo-evolutivo-planetária... sei lá, deixe de perceber essas sutilezas do amor, do carinho e do cuidado. Desses presentes que a vida dá pra gente. em silêncio... Retribuindo esse querer. Escrevo isso e ainda me emociono vendo a Lina aqui do lado, carente, frágil com esses pontinhos e cheia de curativos. Mas tão companheirinha. Carinhosa. Charmosinha do jeito dela. E de como eu percebo essas epifanias de sentir... Agradecida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a minha mãe tenha razão mesmo. Eu sou apegada demais aos que amo, aos que eu admiro. E não aprendo a viver sem eles depois. Acumulo sentir. Acúmulo de querer mais. E mais...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-2603394337028010184?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/2603394337028010184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=2603394337028010184&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/2603394337028010184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/2603394337028010184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/06/apegos.html' title='Apegos'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-5317620503565945382</id><published>2008-06-01T16:30:00.002-03:00</published><updated>2008-06-01T16:34:17.717-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tenho lido muito pouco, muitíssimo menos do que eu gostaria... e na semana passada, depois de um banho de mar à noite, chego em casa e sou convidada a esse poema de Sophia de Mello Breyner Andresen, uma poetisa portuguesa que, como esperado, fala do mar, e alimenta em mim esse desejo-admirado pelo oceano...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu morrer voltarei para buscar&lt;br /&gt;Os instantes que não vivi junto do mar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse um comentário recente, essa cobrança vem sempre da gente...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Type rest of the post here&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-5317620503565945382?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/5317620503565945382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=5317620503565945382&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/5317620503565945382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/5317620503565945382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/06/tenho-lido-muito-pouco-muitssimo-menos.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-8499877310308920985</id><published>2008-05-27T10:14:00.002-03:00</published><updated>2008-05-27T10:20:02.733-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A pior escolha é entre o bom e o ótimo...&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Tenho vivido isso diariamente. Um emprego que gosto, mas não é meu projeto de vida. Tenho tentado estudar, ler, aprofundar a pesquisa e me vejo num mato sem cachorro... Tenho essas dores no peito, uma coisinha incômoda chamada angústia, cuja melhor amiga é a ansiedade. Tenho pensado muito. Feito muito, mas pouco mesmo daquilo que quero viver pra fazer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses dias recebi uma notícia que me deu uma felicidade imensa, mas misturada a um aperto agudo... inveja? Não sei. Doeu. Me senti parada no tempo, presa aos meus próprios sonhos e os meus fantasmas assistindo isso lambendo os dedos. Quero ir. Sair, deixar tudo. E não tenho sabido como... E me levo, me angustio, não respiro, não durmo, não faço. Dói. E paro. No tempo, no peito, no corpo. Entorpeço pensando na prisão. Na equação sem resposta desse viver. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E me inquieto e fico. Esperando sei lá quem fazer sei lá o que... muitos medos de uma frustração sem volta na vida... pra onde eu fui mesmo? O que foi que eu deixei ali atrás de mim? Querer é tão penoso assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei mais escolher, nem sei por onde voltar a agir... Parei. Senti. Aperto. E fiquei. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-8499877310308920985?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/8499877310308920985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=8499877310308920985&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/8499877310308920985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/8499877310308920985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/05/pior-escolha-entre-o-bom-e-o-timo.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-3257235581568239842</id><published>2008-05-22T11:26:00.003-03:00</published><updated>2008-05-26T09:06:52.989-03:00</updated><title type='text'>Meus novos Indiana Jones</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_FaHx1hwKO-M/SDqnzpFoxrI/AAAAAAAAAFY/NAGLNov6Gxk/s1600-h/indianas.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_FaHx1hwKO-M/SDqnzpFoxrI/AAAAAAAAAFY/NAGLNov6Gxk/s400/indianas.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5204656825024693938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Há 19 anos atrás meu pai me levou para assistir no cinema Indiana Jones e a última Cruzada. Desde sei lá quando ele me mostrou o mundo dos heróis. Coisa engraçada que uma menina como eu fosse incentivada a ver os filmes de ação, guerra e toda a sorte de aventuras e tiroteios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me lembro da primeira vez que assisti Os caçadores da Arca Perdida. Foi na praia com o meu avô e ele. Foi um dia desses em que minha mãe e minha vó queriam dar uma volta e na época, recém lançado o video-cassete, ele alugou o filme pra mim dizendo "Esse filme você vai gostar de ver!". Ainda me lembro da minha mãe dizendo pra ele baixinho se o filme não era muito "pesado" pra mim...&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Lembro bem que a gente se divertiu muito e na semana seguinte ele alugou O templo da perdição. Eu descobri. Estava completamente apaixonada pelo Indiana. Mais ainda quando relacionei que ele era também meu outro herói, Han Solo. Engraçado como essas coisas povoam as fantasias da gente. Eu fiquei anos recortando reportagens de jornal com ele e lendo tudo o que podia sobre arqueologia. Não posso dizer que não foi uma influência na minha escolha em ser historiadora... Mas mais que isso, essa influência meio mágica dos contos de fada do meu pai. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente nunca foi assim muito sensível um com o outro. Acho que perdemos isso quando viemos a São Paulo, deixando a família, as coisas boas, tudo quase, em Porto Alegre. Ele sempre foi um pai muito amoroso, desses que adorava fazer carinho, brincar e dar presentinhos. Éramos muito próximos. Mas isso se perdeu nessa vinda a São Paulo, e acho que ficamos até hoje reinventando esse jeito de se amar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A Thais é a minha companheira de televisão", ele dizia aos amigos adultos e eu me orgulhava muito de ter esse estatuto tão especial, já que a minha mãe não curtia esses monstrinhos e mundos de faz de conta. Adorava naves espaciais e cheguei a cogitar de ser astrônoma ou alguma outra coisa que me levasse ao espaço. Acho que isso ficou pro meu irmão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando ao Indiana... Me lembro bem do dia em que ele disse pra minha mãe "hoje vou levar a tati pra ver o Indiana Jones comigo". Vibrei! Adorei a idéia de ver isso em tela grande e ficar cantarolando a musiquinha clássica durante dias (incluindo o caminho até o cinema). O mais incrível de ver esses filmes com o meu pai é que ele entrava no espírito da brincadeira, todas as perseguições de carro, tiros, escapadas fantásticas e todas as mentiras (im)possíveis que o cinema é capaz de criar arrancavam risadas dele! Os comentários, as conversas que ele tinha com os personagens e as interferências nos efeitos especiais... tudo isso me deixava ainda mais feliz de poder ver um filme desse jeito, de poder estar próxima dele apesar de toda a dor que ele carregava por ter vindo pra São Paulo. Acho que nesses momentos de cumplicidade com o universo dos heróis a gente dizia muita coisa um pro outro sem saber... enfim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho saudades de ver esses filmes com ele. Há muitos momentos cinematográficos que marcaram. Sou capaz de lembrar até os comentários dele... as cenas que ele gosta... &lt;br /&gt;Ontem foi a minha vez de tentar retribuir os favores... Convidei o grande para assistir a pré-estréia do Indiana Jones comigo. Pouco ligava em saber quem ia comigo. Éramos nós dois com certeza. Havia um ciclo importante a se fechar nisso. Fiz questão de sentar do lado dele depois, e comentar e rir e gritar e aplaudir na pré-estréia ao lado do meu pai, como os verdadeiros fãs sabem fazer. Foi um jeito de voltar há 19 anos atrás assistindo a Última Cruzada. E mais, de dizer, desse nosso jeito desajeitado que ele é o meu grande companheiro de televisão e de muitas outras coisas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana passada foi aniversário dele. E não hesitei em gastar um dinheirinho comprando um presente bacana. Fomos depois ao show do Dominguinhos, uma figura especial que toca as músicas do nordeste, com as quais eu cresci ouvindo. Houve uma identidade ali, silenciosa, que me emocionou. Por mais que esse mundo nordestino esteja distante de mim na prática, no meu dia-a-dia, ele está aqui dentro. Eu sabia as letras das músicas, as melodias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei olhando em volta. A minha família toda ao redor. Tanta história ali. Tanta coisa atravessada juntos. Essa cumplicidade que fortaleceu a gente e fez tantas outras coisas calarem em nome desse amor... Me lembrei muito das nossas idas ao aeroporto de Porto Alegre ou à rodoviária. Houve uma ocasião que pedi à minha mãe que comprasse sapatinhos novos, como os de boneca. Mas com verniz. Um rosa e um preto. Com aquelas fivelinhas e lacinhos. Pedi para ir ao aeroporto com ela só pra mostrar ao meu pai os meus sapatos. E nesse dia quando ele chegou de mala e com aquela cara de cansado cantava pra gente uma das músicas do Dominguinhos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou de volta pro meu aconchego&lt;br /&gt;Trazendo na mala bastante saudade&lt;br /&gt;Querendo&lt;br /&gt;Um sorriso sincero, um abraço,&lt;br /&gt;Para aliviar meu cansaço&lt;br /&gt;E toda essa minha vontade&lt;br /&gt;Que bom,&lt;br /&gt;Poder tá contigo de novo,&lt;br /&gt;Roçando o teu corpo e beijando você,&lt;br /&gt;Prá mim tu és a estrela mais linda&lt;br /&gt;Seus olhos me prendem, fascinam,&lt;br /&gt;A paz que eu gosto de ter.&lt;br /&gt;É duro, ficar sem você&lt;br /&gt;Vez em quando&lt;br /&gt;Parece que falta um pedaço de mim&lt;br /&gt;Me alegro na hora de regressar&lt;br /&gt;Parece que eu vou mergulhar&lt;br /&gt;Na felicidade sem fim &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso se repetiu muitas vezes na minha infância até a gente vir pra cá. Na novela do Roque Santeiro, nas músicas do Luis Gonzaga. No chapéu de couro, nos filmes e na literatura de cordel que ele sempre lia. Nos repentes que ele criava pra entreter a gente e fazer a minha mãe rir... Nessas duas últimas semanas tanta coisa do meu pai voltou assim, de tudo e inteiro dentro de mim. Deu saudade. Uma admiração que se ampliou por dentro do peito, numa onda de gratidão por tudo o que eu sou hoje, pelo que tenho, pelas coisas que fascinam. Pelo estudar, pelo batalhar, pelo rir e brincar e ser espontânea nas minhas demonstrações, apesar de ele ter ficado depois tão mais fechado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi esse homem desfilar as suas histórias ontem pra mim. E me emocionei de poder fazer parte desse filme. E nele, ser uma personagem importante, cheia de coisas ainda por fazer e contar. Fiquei olhando ele no show e sentindo essa alegria desajeitada de querer retribuir e dizer tantas coisas... Me dei conta que essa mistura toda que eu sou e essa idiossincrasia de personalidade se devem, e muito, a essa presença de Indiana que ele é... uma mistura de tantas coisas e cheia de sutilezas que eu ainda aprendo a perceber e a entender. Hoje, 19 anos depois e mais 29 depois... vi tantos indianas na minha vida se passarem, tantas trilhas sonoras, efeitos especiais, aventuras, acidentes de carro, brigas, incêndios, e muitas outras corridas... Não encontrei essa arqueologia dos filmes, mas achei um caminho meu, profissional, povoado de histórias, minhas e dos outros. Achei as minhas paixões, naves espaciais, ainda que sem sair desse planeta. Não participai das lutas entre o bem e o mal e não viajei à Europa ou ao Egito para encontrar algum tesouro perdido ou fazer a grande descoberta científica do século. Também não saltei de aviões e botes salva-vidas em cachoeiras e penhascos... Mas tenho muita coisa nessa maleta pequena do meu coração.  É bom ter um aconchego pra voltar. Aqui dentro. Nessa mistura de sonho com memórias e os "momentos preciosos" que a minha mãe sempre sinalizou onde procurar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo esse fantástico, papai, obrigada. E sinto saudades da gente... No sonho e na realidade. E ansiando pelas nossas aventuras nessa vida...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-3257235581568239842?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/3257235581568239842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=3257235581568239842&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/3257235581568239842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/3257235581568239842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/05/meus-novos-indiana-jones.html' title='Meus novos Indiana Jones'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_FaHx1hwKO-M/SDqnzpFoxrI/AAAAAAAAAFY/NAGLNov6Gxk/s72-c/indianas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-6282014308421114147</id><published>2008-05-16T23:20:00.005-03:00</published><updated>2008-05-16T23:37:14.723-03:00</updated><title type='text'>só...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_FaHx1hwKO-M/SC5CX3O0ORI/AAAAAAAAAFQ/skA0Qf4CjZg/s1600-h/Untitled.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_FaHx1hwKO-M/SC5CX3O0ORI/AAAAAAAAAFQ/skA0Qf4CjZg/s400/Untitled.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201167597390018834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tenho acompanhado um blog recentemente que tem me fascinado muito. Não só pelo texto, mas pela transparência dele. É uma leitura cristalina de um sentir muito profundo. Tímido. E acho que ele tem traduzido bem as coisas que vez em quando eu me pego sentindo... Mais que isso. As imagens reluzem muito do que se passa aqui...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Tenho andado nessa escuridão achando que enxergo alguma coisa? Será que todo o caminho que eu percorri está completamente vazio? Será que eu não vejo nada? E fui assolada por essa dor, esse pulsar amargo, que adormece, me esvazia, me encolhe... Olhei em volta e só via a mim mesma. Só. Sem esperança de esperar. Sem nada. Nem um instante de respirar, só esse aperto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei em sair correndo. Pra qualquer lugar fora daqui. Longe desse sonho. Desse querer viver. Não sabia mais nada. Não (ha)via mais nada. Em canto nenhum. Um apartamento vazio. Um coração em abandono. Uma jogada de toalha aqui e ali que deixam esse gosto amargo nas palavras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu olhei as ruas. As pessoas. Os bares. Gente aqui e ali. Muita fumaça. Muitos olhos perdidos tentando encontrar sei lá o que. E essa angústia no peito. Disse pra Lúcia que eu poderia escrever pra Marie Claire na sessão "eu, leitora". Nunca achei que fosse viver essas dores de alma assim tão fundas. Deu pra se ter uma idéia do que é um desesperar. Um deixar-se... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico aqui nesse ir e vir pra aqui e ali. Tem fim? Ou viver é agonizar? Fiquei perguntando qual é a cor do amor... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero. Espero. Espero. Espero. Espero. Espero. Espero. Espero mais. E temo mais. E sinto mais. Espero. E deixo. Onde? Com quem? Onde foi que eu me larguei? Por que não posso compartilhar? Só pedir? Querer? Espero. Só.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-6282014308421114147?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/6282014308421114147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=6282014308421114147&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/6282014308421114147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/6282014308421114147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/05/s.html' title='só...'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_FaHx1hwKO-M/SC5CX3O0ORI/AAAAAAAAAFQ/skA0Qf4CjZg/s72-c/Untitled.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-7139953240792719902</id><published>2008-05-08T08:14:00.001-03:00</published><updated>2008-05-08T08:18:20.133-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm4.static.flickr.com/3232/2474473828_c1f51dd318.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3232/2474473828_c1f51dd318.jpg?v=0" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Essa é a Lina em mais um dos seus momentos de manha e charme em casa... Dengo puro!&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Type rest of the post here&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-7139953240792719902?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/7139953240792719902/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=7139953240792719902&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/7139953240792719902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/7139953240792719902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/05/essa-lina-em-mais-um-dos-seus-momentos.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-3677515170768610713</id><published>2008-05-06T10:55:00.002-03:00</published><updated>2008-05-06T11:08:46.229-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Caminhando com a discrição habitual de sempre eu costumo - com os queridos - a fazer piadas nas situações mais tensas. Tem sido tenso no trabalho ultimamente. Não pelo trabalho em si, mas pelas emoções que ele envolve. Lidar com pessoas é um desafio maior do que a minha capacidade de aprender. Não é homeopático. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Nesse ir e vir de piadas e numa tentativa quase consciente de transformar os vulcões internos por vezes eu esbarro num limite. Há coisas que por mais que a gente queira mostrar e demonstrar e modificar... se esbarra num limite de compreensão do outro. E no limite da nossa própria prepotência em se querer que as coisas sejam assim. Do nosso jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse problema da "alteridade" não reside somente nos planos acadêmicos. Fico com a impressão que, num certo sentido, a gente é outro até pra gente mesmo. E como é difícil administrar essa falta de entendimento. Ou ainda, esse desejo de que não exista limites. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda me frustro. Comigo. Com os outros. Há um querer aqui que extrapola a coisa toda poética do livre arbítrio. Como é arrogante essa vontade de controlar. E mais, como é ansiosa essa vontade de se fazer entender. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia eu perguntava a um amigo se ele tinha achado esses últimos textos tristes. Ele riu. "Triste não, quase desesperado. Ansioso." Há uma coisa adolescente? Ou será que essa ansiedade ancestral, essa pressa de querer ver as coisas acontecerem são reflexos de um medo de perder... tudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho buscado respirar aqui dentro. Olhar em volta. Ser mais discreta nessas trajetórias de trabalho-casa-pesquisa. Menos intensa... ou menos apressada? Me lembro  do mar... e das frases soltas do Fernando Pessoa no Livro do Desassossego. Sempre fico me lembrando do motivo de ter dado isso ao Vinícius. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que cor é mesmo o sentir? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vontade de caminhar na praia de novo e silenciar. Fiquei hoje cedo brincando com a Lina de esconde-esconde... Não sei quem esconde o que de quem. Mas é divertido pensar que nesse quase-desespero eu tenho tanta gente querida em volta. E que todo esse carinho me deixa menos medrosa. Mais inteira. Mais minha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liguei há pouco para minha vó em Porto Alegre. Deu saudade desse jeito ansioso e feliz dela. Tem 90 anos. Fico imaginando que se eu chegar aos 60 com essa disposição já me dou por satisfeita. Ela lida bem com essa ansiedade e essa tentativa de ser discreta na vida. Ri-se mas com maestria de quem convive em trégua com a dor e a alegria. Sempre que me vejo assim eu me lembro dela. O sentir dela é colorido, furta-cor. Prisma no peito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E peço trégua pra algumas cores... &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-3677515170768610713?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/3677515170768610713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=3677515170768610713&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/3677515170768610713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/3677515170768610713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/05/caminhando-com-discrio-habitual-de.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-2739580275312446660</id><published>2008-05-04T20:18:00.003-03:00</published><updated>2008-05-04T20:47:21.439-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Fim de feriado... Alternâncias de sol e chuva. Dentro e fora de mim. Saí de um nublado anunciando tempestades para depois sentir o sol quente nos dias de frio. Dentro e fora.&lt;br /&gt;Vivi intensamente esses dias sem a família e com ela. Tive vontade de ficar só. Comigo.  E ontem, caminhando na beira do mar pude reencontrar nessa solidão voluntária esse silêncio que eu precisava. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Espremi os pés na areia. Fazia um dia lindo, com essa luz difusa de quase-inverno. Eu sempre gostei do pôr-do-sol. Sempre fiz de tudo pra poder assistir esses pequenos espetáculos - gratuitos - que a natureza dá. Eu sinto que é o único instante em que consigo silenciar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz tempo que eu venho buscando o mar... Gostei de pegar a estrada, ver a paisagem naquelas olhadelas de canto pra não bater o carro. Foi bom. Fiquei com os meus sogros e os meus cunhados. Foram momentos bem risonhos, tranquilos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui passear no fim do dia e buscar esse silêncio. Fiquei me lembrando nesse passeio do meu tio que sempre caminhava comigo na praia. Tenho tido saudades dele. Fiquei com o Juliano ali na beira do mar. Sentamos nos chinelos e observamos todas as cores que o céul alternava. Uma por uma. Do azul e do laranja um mundo de rosados, dourados. Contei pra ele de uma das passagens da Ilíada em que a deusa Aurora, de dedos róseos, passava no céu antes e depois do sol desfilar com a sua carruagem. Falei de outras coisas que os povos antigos falavam sobre o céu, o sol e essas coisas da natureza. Acho que um dos motivos de ter estudado História foi poder estender dentro de mim esse universo mágico da mitologia. Simples. Inteiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos da praia quando tudo se tornava um azul escuro, quase negro, cheio de manchas brancas das ondas. Hoje, na praça, vimos as mesmas nuanças. Sem o mar. Sinto falta do barulhinho da água. Mas tenho me contentado em observar as cores com mais antenção que o costume. No asfalto da estrada um caminho cheio de brilhos do sol. Fiquei tão impressionada que comprei um prisma para pôr na janela da sala. Todo o apartamento bate tanto sol que eu preciso explorar mais essas poesias coloridas do dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mesmo tendo saído esse tantinho eu tenho gostado de ficar em casa. Curtir a minha gata, o meu cantinho. O Nosso. Tem sido bom. Eu tenho aproveitado esses momentos mais meus. Hoje, acompanhando o blog My corner, me identifiquei com essa vontade de ficar mais em mim. Isso vem acontecendo há tempos. E não é tristeza. É uma outra vontade. De fazer carinho no coração e nesse cinzento que dá um trabalho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã a maratona recomeça... Uma semana agitada entre notas, reuniões e toda sorte de solicitações aqui e ali. E pra isso eu levo marcado nos olhos esses dois fins de tarde. Cheio de cores e de um tranquilizar... só... silencioso...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-2739580275312446660?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/2739580275312446660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=2739580275312446660&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/2739580275312446660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/2739580275312446660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/05/fim-de-feriado.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-7600351284527336802</id><published>2008-05-02T14:46:00.003-03:00</published><updated>2008-05-02T15:24:37.420-03:00</updated><title type='text'>encantando-me</title><content type='html'>Acho que não há mistério no encantar-se. Ontem nesse feriado chuvoso e frio aqui me deixei encantar por uma série de coisas que me rodeiam. Foi aniversário de casamento dos meus pais. 32 anos. Bem vividos. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Horas antes eu tinha assistido Encantada, um filme novo cheio de citações bem-humoradas a Walt Disney e todos aqueles bichinhos que cantam, dançam e as pessoas lindas que vivem felizes para sempre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa tem sido uma reflexão pra mim nos últimos anos. Haja terapia para se descobrir que apesar, ainda é possível ser feliz. Acho que não para sempre, mas quem sabe a maior parte do tempo. Quase para sempre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente eu fiquei emocionada com o filme. Eu gosto de contos de fada e desse universo quase-real-sonhado-de-criança que alguém que sonha e escreve e fala muito bem nos deixa de presente. Ora, que mal há nesse sonho acordado? Uma vez ouvi de um amigo que eu era sonhadora demais, que corria o risco de viver alienada. Fico pensando hoje que a gente tem a chance de escolher de qual mundo se alienar. Eu aind prefiro me alienar da dor, quando ela é funda demais. E faço isso de um jeito suave, bem meu. Nesse insistir de acreditar, de querer, de achar que vai dar certo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há três culpados por essa minha crença de contos de fada. O cinema e a literatura, por certo. A outra é minha mãe. Ela sempre gostou de brincar de bonecas e de todas essas coisas mimosas que as princesas desse mundo encantado gostam. Nisso eu sempre fui muito menos "feminina" que ela. Me lembro de criança que eu adorava todas as molecagens dos meninos. As brincadeiras eram mais divertidas, serelepes e tinham uma dose de emoção e adrenalina. Aventura pura. A gente nunca se "topou" muito nessa diferença. Mas posso dizer que minha mãe soube cultivar em mim esse universo de mimos que vi desabrochar mais tarde. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes me senti sozinha demais por acreditar no amor, no romantismo (inclusive o alemão!) e nessas coisas de cantar de deixar bilhetes e dizer eu te amo de cantar e dançar na rua. Eu fiz - e faço tudo isso. Me lembro até hoje da noite que o Juliano me convidou para valsar na frente do supermercado. Eram quase dez da noite. Foi bem contos de fada. Poderíamos repetir de novo... De fato eu sempre cultivei isso nas minhas relações, lembrando do aviso do Fernando Pessoa em que todas as cartas de amor são ridículas. E de como gosto de ser chamada de ridícula nessa pseudo-pieguice-amorosa que me deixa feliz por dentro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem vendo o filme pude ter quase (repito: quase) a dimensão do que é ser vista assim pelas pessoas hoje em que tudo é tão fraturado e picotado (por dentro e por fora)... e a criatividade do amar deixou espaço para o repetir do frustrar(-se). Há descrença. Medo. Um pavor do outro e de se deixar entregar... Um medo do desapego. Acumular hoje não cabe mais aqui dentro do peito. Só na superfície. Da pele mesmo quando a gente fala de "química", de corpos, de transas, de coisas. E o sentir fica circunscrito nessa superficialidade-de-corpo-a-corpo-e-saliva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem longe de ser esse príncipe dos livros, o personagem do quase-príncipe-encantado tinha vontade de viver um romance (no sentido belo do termo) e ao mesmo tempo não sabia se encantar mais com nada. Acho que é esse o serviço do outro na vida da gente. Permitir que haja encantar-se. A princesa por outro lado nunca tinha vivido a dor. Há amor sem dor? Não... e não sei se seria bom... a dor de verdade é o melhor árbitro no nosso livre arbítrio. Ela sinaliza. Não julga. Mas mostra. Informa. Esclarece. Há aqueles que tem a coragem de olhar nos olhos fundos dela e desafiá-la. Há outros que se entorpecem de explicações e alienações que corroem, matam aos poucos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem fiquei olhando para os meus pais aqui em casa. Tomamos vinho, rimos, falamos de tudo e de nada. Meus irmãos estavam aqui também. Foi bom ver que o apesar, a dor nos deixou escolher o melhor de nós. Essa insistência-perseverança nos "momentos preciosos" que a minha mãe tanto falava. Dei de presente o Castelo de Vidro pra eles. Um confirmar de tudo isso que ela nos deixou. Do seu conto de fadas e das batalhas contra os monstros do mal que ela fazia tão bem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dormi com essa história no coração...lembrando do filme, dos muitos outros filmes e livros que (re)criei dentro e fora de mim. Dos meus personagens que cantam, dançam, escrevem e vivem poesia. Dos meus príncipes encantados e das bruxas do mal adormecidas. Das fadas, das madrinhas e dos padrinhos. Dos espelhos, dos lobos, dos bichinhos que falam e dos vestidos de cortina. Dos meus sonhos. Do meu viver. Do meu sentir. E olhei pro jeito que o Juliano vinha vivendo esse encantar-se(me)... Ainda bem. Apesar. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-7600351284527336802?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/7600351284527336802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=7600351284527336802&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/7600351284527336802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/7600351284527336802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/05/encantando-me.html' title='encantando-me'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-7660683895604700541</id><published>2008-04-29T09:42:00.002-03:00</published><updated>2008-04-29T10:11:33.203-03:00</updated><title type='text'>Sinais</title><content type='html'>Domingo cedo... Depois de uma noite de pesadelos e sono mal dormido aquele sufocar do peito me tirando de mim e me lançando sei lá pra onde. Fiquei horas na cama depois entre o odiar e o chorar. Sonhos ainda são poderosos demais nisso... Depois daquela convulsão de sentir e pensar e desistir aparece a gatinha no colo...&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Custei para acreditar porque passei quase um mês num persuadir diário para termos mais um felino em casa. Mais um porque a leonina aqui é bastante territorial e espaçosa na casa dela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bichinho chegou assustado, com sede e uma fominha generosa. Fiz um rápido tour com ele pela casa pra dispersar esse estranhamento territorial. Afinal, felinos se ajudam também. Ficamos nos olhando por uns momentos e achei que eu poderia desabafar ali as minhas dores. Era engraçado. Fiquei imaginando o que aquela gata fazia na porta do prédio abandonada - ou fugida. Me identifiquei nesse abandono... nesse deixar-se pra lá. Coloquei um pote com água e fiquei esperando a sua reação. Minutos depois eu percebi que o problema era outro. Aquela fominha por certo estava ficando maior que ela. Abri a geladeira - depois de consultar bases confiáveis - e descolei um bifezinho cru. Ela comeu depressa e esperou com os olhos pedintes para que a porta da geladeira se abrisse de novo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto comia eu pensava num nome. Nome de bicho de estimação tem que ser curto, mas bacana. Até então eu achava que era um gato. Fred. Em homenagem ao meu padrinho e à grande voz do Queen. Achei graça dessa comparação, afinal, nenhum deles estava mais aqui comigo. Só as suas lembranças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei uma tarde gostosa com ela fechando os trabalhos e as notas dos alunos. Mais de 300 e eu pensando na Virada Cultural, no meu choro. Na última sessão de terapia e nas coisas que eu queria apagar da minha vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois me ocorreu uma coisa boboca de tudo... Lembrei do seriado Early Edition (que certamente me inspirou outra paixão platônica pelo Gary e seu gato e seu jeito de salvar o mundo)... Era a série que o gato trazia o jornal do dia seguinte. Fiquei fantasiando que alguma coisa ali vinha pra mim - ok, não um jornal com as notícias adiantadas, mas quem sabe algumas pistas para como ser feliz, resolver as crises existenciais, como terminar sua tese de mestrado, aguentar o tranco no trabalho, etc. Parei. Me dei conta que essa fantasia de um gato-oráculo me traria mais frustração. A gente se olhou muitas vezes nessa tarde. Meio perguntando quem-é-você-e-o-que-faço-no -seu-espaço... Bacana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui me apegando. Sentindo esse carinho crescer. Uma realização de criança de ter um bicho de estimação... me lembrei de quando eu trouxe a malu - a gata perdida da escola - para casa, dentro da mochila. Depois de ter me arranhado horrores tentando dar um banho na pobrezinha (no tanque gelado de casa! SIM!) e trancafiado ela na mochila ouvindo as aulas de matemática e tentando bancar a defensora dos animais pra minha mãe... fiquei sem gato. Bom pra ela, ruim pra mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi o Juliano me avisando pra não me apegar... e eu - nada secretamente - torcendo para o dono (cruel!!!) dela não voltar. Ontem descobri que a Lina - exFred é menina mesmo. Foi legal reconhecer esse felino-feminino dentro-fora de mim. Me apeguei. Fiquei, deixei ela se instalar na casa como cúmplice dessa catarse de transformações. Eu precisava de uma testemunha. Ficamos brincando de noite com essas bobagens amarradas nas cordinhas. Foi ótimo. Deixei o lado infantil voltar pra deixar a tristonha-desapontada na janela. Olhando pra algum lugar fora dela mesma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei pra casa ontem esperando ouvir esses miados. Outra noite de pesadelo e sono nada dormido. Vigília e gratidão... Tinha mais gente ali do lado da cama dizendo que tudo ia ficar bem... &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-7660683895604700541?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/7660683895604700541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=7660683895604700541&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/7660683895604700541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/7660683895604700541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/04/sinais.html' title='Sinais'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-5529320591192618732</id><published>2008-04-27T20:39:00.003-03:00</published><updated>2008-04-27T21:02:39.020-03:00</updated><title type='text'>procurando por mim</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_FaHx1hwKO-M/SBUThNsF6FI/AAAAAAAAAFI/Gi4mvMN8H7I/s1600-h/tati+na+roda.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_FaHx1hwKO-M/SBUThNsF6FI/AAAAAAAAAFI/Gi4mvMN8H7I/s400/tati+na+roda.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194079206572943442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Passei dias de respiro, suspiros de saudades de mim mesma...&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Fiquei com essa sensação de ser desafiada-contestada-enganada e mais, sem revidar. Fui tomar sol no sábado. Peguei o carro e andei pelas ruas do Mackenzie, saudades do colegial. Passei por perto da casa do Rogério, Ju, tantas lembranças ali. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reencontrei uma antiga professora numa loja. Falamos de roupas, de USP, da História, de várias histórias que passaram por nós. Lembrei de novo do Vinícius. Deu saudade dele. Das tardes debaixo daquela árvore e das conversas perdidas. Queria saber dele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falei pra mim mesma desse novo começar aqui dentro, no meu arredor mais perto. Do peito. Do tato, da boca. Fui buscar o Juliano nesse lugar bacana que ele encontrou. Cheio de histórias do porvir. E que vem, devagarinho no Nosso. deixando ele nessa espera-paciente-budista que custa caro no dia de hoje. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andando por ali e por aqui recebi uma foto minha que (por acaso?) mostraram exatamente onde estou. No gargalo de mim. Saindo (ou entrando) nesse buraco? Ou será que essa janela escancarada de mim e dos outros, sem vidro, cheia de vento e sol, ruído, poeira e um libertar-se sem preço por essas esquinas de céu que eu venho buscando...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vontade de pular. De esperar. De sair. E de entrar para não mais sair...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-5529320591192618732?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/5529320591192618732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=5529320591192618732&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/5529320591192618732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/5529320591192618732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/04/procurando-por-mim.html' title='procurando por mim'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_FaHx1hwKO-M/SBUThNsF6FI/AAAAAAAAAFI/Gi4mvMN8H7I/s72-c/tati+na+roda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-4078180424246740734</id><published>2008-04-25T11:26:00.002-03:00</published><updated>2008-04-25T11:48:45.768-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Saí pra ver o dia... sentir o sol no rosto e dar vazão a esse respirar de dentro. Há um adormecer meu aqui dentro. Cheio de rabiscos e cicatrizes mas com essa esperança se acendendo...&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Lavei o pus... Saí olhando as coisas em volta do meu bairro. é bom ver gente na rua e sentir essa coisa de pertencimento. Sinto esse lugar meu. Sei os cheiros, as cores, esses ruídos e as conversas de portão. Foi bonito nessa semana surtada de trabalho sentir o coração reconfortado com esses quadrinhos de gibi em volta de mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho me dado esses presentes. Do silêncio. Da solidão mesmo. Tenho preferido ficar quieta, em mim, cheia de mim, plena de mim. Tenho observado os meus espaços, os meus desejos e lembrado de gente querida. Ontem saí com o meu padrinho no peito. Faz muitos anos que ele morreu. E não deixou saudade. Deixou uma cratera na minha vida que às vees finjo não existir. Passo pelas beiradas dela. E toda vez que essa plenitude e esse frescor me voltam na alma ele vem devagarinho junto. São todas lembranças felizes dele.Coloridas. Cheirosas e lambusadas. Como eu tenho visto no bairro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana passada eu acho fui a Zafari, um supermercado gaúcho da minha infância no sul. Eu sempre ia com ele e com o meu avô. Foi bom me sentir de volta naquele universo de guloseimas e lembranças nas prateleiras. Coisas de um passado vivo, generoso comigo. Era como se eu me procurasse no meio das compras. Voltei pra casa meio dilacerada-inteira-metade-cicatrizando e era bom poder me sentir criança de novo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem fiquei com vontade de ir pra lá. Nunca achei que ir ao supermercado me desse essa sensação de me preencher de novo. Que os publicitários não leiam isso. Foram muitas coisas de alívio misturadas a um reencontro comigo. Em profundezas gostosas, cristalinas. Cúmplices de quem eu sou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei com saudade de amigos de infância. Dos passeios no Parque da Redenção em que o meu padrinho me empurrava forte nos balanços pra eu pegar as nuvens. Nunca consegui, por mais alto que eu fosse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti saudade das caminhadas em Capão da Canoa no fim do dia. Com aquela praia feia de ver mas tão linda de sentir. Havia tanto de mim naquelas areias. Tantas descobertas, decisões. Fiquei com vontade de ir a Porto Alegre me encontrar. Andar pela rua da Praia e tomar banana-split com a minha mãe nas Americanas. Fiquei com saudade do gabinete do meu avô cheio de livros de passarinhos e música clássica. Senti falta de quando a gente escutava Verdi e todos os românticos alemães. Hoje cedo saí de casa cantarolando o coro dos ferreiros de Nabuco. Ele adorava essa canção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei no salão pra fazer as unhas com os olhos molhados e esse respiro saudoso e quente de saudades. É bom demais esse se sentir querido, amado, importante. Parte. Inteiro pra alguém. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho montes de trabalho a fazer e essa sensação gostosa de pertencer e ser me foram devolvidas ontem. Tanto afago no coração. Saudade de uma parte minha que não quero qeu se vá. Uma vontade de extirpar esse câncer do coração... e deixar isso cantarolar de dentro de mim. Sem dor. Só amor. Só carinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei com vontade de dar isso ao Pedro, meu afilhado. De fazer ele se sentir parte-inteiro pra alguém. Ele tem 4 meses. E é como se eu o tivesse a vida inteira comigo. Uma mistura de porvir-saudade. Quero empurrá-lo no balanço pra ele pegar as nuvens. Nem que isso seja quando eu estiver lá...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-4078180424246740734?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/4078180424246740734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=4078180424246740734&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/4078180424246740734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/4078180424246740734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/04/sa-pra-ver-o-dia.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-3209280276213619076</id><published>2008-04-25T00:10:00.002-03:00</published><updated>2008-04-25T00:25:12.311-03:00</updated><title type='text'>Cicatriz</title><content type='html'>Hoje pela primeira vez em muitos meses senti alívio. Um respirar profundo, leve, sem poeira nos olhos. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Senti naqueles olhos de profundezas a cumplicidade e o acolhimento. Depois de um percurso sem rumo, quase carpideira de mim, pude me ver sã. Inteira de novo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sentir tem mais mistérios que eu desconhecia... e senti saudade de mim assim. Intensa, inteira, minha de novo. Havia uma esperança ali. Depositada num silêncio e numa espera de alguma coisa em algum lugar. Tão vago mesmo. Mal sabia dirigir o carro e  pudera, nem sabia pra onde voltar. Acho que dei umas voltas em mim naqueles quarteirões intransitáveis dos Jardins. Passei em alguns lugares - memórias esbranquiçadas, cizentas, desbotadas... e outras tão vivas. Recordei muita coisa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deveria sair sim com os olhos secos. E só então a imagem do espelho apareceu de novo. Engraçado como a gente se deixa turvar... quase acreditei no que diziam. E cheguei a sentir aquilo - forçosamente? - dentro de mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti uma vontade louca de escrever. Esse perdido de palavras sem sentido para qeum não me vê daqui de dentro. Textos confusos e uma catarse-emoção sem freio. Mas leve. Quis voltar para muitos lugares. Esquecer de muita gente. E nem saber de outras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei dentro de mim. Pude rir, observar. Lembrar de um monte de queridos e de risadas soltas pelo caminho do meu coração. E aquele pisca todo de luzes impacientes dos faróis me deixaram um meditar. Olhei em volta no caos das avenidas e dos happy (será?) hours nas esquinas... um deixa pra lá. Me queria de volta só pra mim. Esvaziada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de repente me dei conta dessa cicatriz na alma. Que a todo tempo é esfolada aqui e ali... tantos silêncios e crenças. E me lembrei das profundezas de novo naquele convulsionar de chorar e pedir ajuda e desistir e morrer de dor... Fiquei com a cicatriz no peito, sem tapar. Nem rejeitar. Olhei nos olhos dela... e vi aquele repuxar de sentir, de pensar, de imaginar. De repulsar. E chorei de novo. Deixei de apertar. Pedi ajuda. Senti. E quase me despedindo, segui com ela sem querer chegar aqui... Olho em volta e vejo tudo tão cheio de história, de contos de fada e castelos por vir... Outros a gente deixou pra lá... Fiz tudo direitinho pra seguir adiante. E esse repuxo de sentimentos me acompanhando... e aos poucos percebendo que esse repuxo vinha dali, logo do outro lado da rua... que alívio poder cortar essa corda...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nunca mais ter a sensação de que te estilhaçam por dentro, apesar das marcas. Da cicatriz dessa história minha, de outras, de tantas e tantos sentir e pensar e querer e largar e repuxar... Parei. Voltei a ser minha de novo. Sem cicatrizar... mas conseguindo me sentir ali. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-3209280276213619076?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/3209280276213619076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=3209280276213619076&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/3209280276213619076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/3209280276213619076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/04/cicatriz.html' title='Cicatriz'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-6053773057647624404</id><published>2008-04-19T16:47:00.002-03:00</published><updated>2008-04-19T17:02:59.616-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Refluxos dentro de mim... quem dera se tivesse remédio de farmácia pra colocar isso pra dentro (ou pra fora) de uma vez. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Recebi esses dias um convite inesperado pra participar de uma conversa que me remexeu os nervos. O pior das sombras não é quando você as vê, mas quando as pessoas te trazem cada uma delas e insistem que você vê coisas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei o dia com nojo. Sem querer falar nada. E mais, uma mistura de revolta de mim contra mim, e desse sentimento de alívio... "ah, até que enfim se percebe"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei os últimos dias chapada com os remédios e mergulhei num lodo de lembranças e mágoas. Olhei no fundo. Havia muita dor ali e não havia nada a se fazer. Desespero completo e uma ansiedade que quase me fez sair correndo de mim. Fiquei me perguntando porque tanto choro. Tanta dor. Fiquei pensando o porquê de tanta insensibilidade. Egoísmo. Egocentrado. E antes que esse texto se torne um vômito desse lodo, cheio de refluxos desencontrados que se lambuzam nas dores, feridas, inflamações magoadas e repulsas de toda ordem eu respiro. E volto do mergulho desses remédios. Sem chão. Não sabia mais quem era, o que era aquilo tudo ao meu redor. As certezas e seguranças, os contornos humanos se perdiam nesse universo nebuloso de tantos personagens e mentiras e histórias e esperanças e omissões e controle e fugas e solidão e carência. Não sabia mais nada. Olhei, durante horas aquilo tudo. E aquela conversa da qual fui convidada a participar me provocou uma fúria de bixo ferido, acuado, abusado, desprezado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se eu pudesse ter feito o mesmo... Me peguei num trovão interior de pensamentos e vinganças... Nunca achei que meu lado mais feio pudesse falar tão alto aqui dentro. Crispei as mãos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhava em casa e buscava por essas singelezas que esse cantinho pode me dar. Sinais, meus, dele, nossos, que geralmente suavizam essa angústia e acendem luz nesse buraco de sombras escancarados na alma. Fiquei olhando para as gavetas de novo. Quem estava mesmo ali? Esperei ouvir ele chegar. E deixar esse lodo decantar aqui dentro. Me acuei nesse colo. E tenho até medo de fechar os olhos. Para perder de vez. Fico respirando fundo. Ouvindo essas juras de amor, quietas, que são só pra mim. Procuro a cumplicidade desse crime de amar. E desse desajeito tão humano, que fere, se fere. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a luz apagava aos poucos, o sono vinha desse monte de remédios pra essa dor nas costas. E eu queria ficar. E nunca ter ido. Nunca mais. Sem pensar. Sem mais refluxos que me deixam vomitar esse horror de tudo. Esse pavor de viver. E fiquei, esperei, rezei. E voltei. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-6053773057647624404?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/6053773057647624404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=6053773057647624404&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/6053773057647624404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/6053773057647624404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/04/refluxos-dentro-de-mim.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-2528099252316935085</id><published>2008-04-08T00:42:00.002-03:00</published><updated>2008-04-08T00:53:01.969-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Vontade de ir de mar, pra longe daqui. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Engraçado. Comecei a assistir de novo os episódios do Galática. Uma série que me encantou a adolescência na Sessão Espacial da Rede Manchete. Esse desejo deles de se encontrarem com os irmãos distantes depois de perder tudo o que tinham e toda a sorte de tragédias, aventuras, que acontecem durante essa viagem... isso sim, te dá vontade de ir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico sempre admirando os heróis dos filmes. Para mim eles tem algo em especial que é acreditar nas pessoas e que as coisas vão se resolver no final. Isso sem falar das miraculosas soluções encontradas para sair das piores enrascadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me deu saudades de um tempo em que eu acreditava mais. De ser ingênua, ter esperança. Senti falta da USP e dos tempos em que eu tinha alguns amigos bem mais perto. Fiquei uns 40 minutos andando na USP à noite e sentindo aquele cheiro de mato molhado nas árvores. Nem a árvore favorita eu vejo mais. Senti falta das épocas em que eu jogava RPG e tinha preocupações mais nobres com o futuro da humanidade. Me lembrei no caminho de volta pra casa com os vidros abertos na marginal do Persépolis e de como a gente vai se endurecendo por dentro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rogério conversou muito comigo no sábado sobre esse movimento... a gente falou dos amores, das dores. Legal escutar ele falando dele. O Fábio tem essa outra mãozinha... me dá a sensação de ficar velha por dentro. De ter um outro brilho desgastado no meu coração - de sentir e continuar sentindo mais - mas sentir diferente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rogério me perguntava se eu tinha amargurado. Não. Mas tenho cansado das pessoas que reclamam demais, inclusive de mim quando me via nesse papel. Eu perguntei pra ele se eu tinha mudado muito já que a gente se conhece desde os 13 anos. Ele riu. Tomamos algumas cervejas em silêncio dizendo aquele básico "ai ai" que silencia e traz todos os outros - velhos e novos - assuntos de volta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre fico feliz de ter os meus amigos por perto. Pra alguém com essas "crises existenciais" cheias de nostalgia e saudade de aqui, dali, de lá, é um jeito especial de não deixar de acreditar. Sem amargar... já que a vida é doce demais. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-2528099252316935085?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/2528099252316935085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=2528099252316935085&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/2528099252316935085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/2528099252316935085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/04/vontade-de-ir-de-mar-pra-longe-daqui.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-2540328310180881148</id><published>2008-04-08T00:05:00.002-03:00</published><updated>2008-04-08T00:40:45.683-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Há uma revolta na sua condição feminina". Essa foi, certamente nos últimos anos, a frase mais machista dita pra mim. Depois de quase dois anos estudando gênero e afins, sou assolapada por fim, pela maior - e mais dolorosa - das ferramentas acadêmicas: a sua própria vida pessoal. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Hoje seria uma noite especial pra sair e tomar um porre com o M. Foucault. Depois de (re)discutir a sua análise brilhante sobre a sexualidade humana na semana passada e passar meses lendo sobre as feministas... finalmente fui acusada de tal. E mais, sob o argumento da minha falta de solidariedade à (requentada e cristalizada) promiscuidade masculina. Me lembro agora de um dos textos de uma dessas feministas - como se diz - desenvolvendo seus argumentos sobre essa naturalidade da putaria masculina e como isso se transformou em enormes argumentos psicanalíticos, sociológicos, antropológicos, para não dizer históricos. Numa cervejada com o Rogério na clássica Braumeister, me recordo de uma fala nossa sobre a promiscuidade - também natural - das mulheres. Ora, no fundo isso sim é natural, talvez. Lamento feministas e machistas. Sim, todo mundo gosta de dar e de comer todo mundo. Quase o caos sexual que as teorias do patriarcado apresentaram no final do século XIX. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quer saber o pior? Pelo menos a maioria dos moderninhos adeptos dessa "liberdade" sexual se dão conta que apesar da nossa tentativa modernosa - a modernidade nos trouxe de brinde no pacote do individualismo - o nosso profundo egoísmo em dividir. Não dá pra dividir quando se sente, muito menos quando se trata de dividir o outro. quanto a nós... nem sei se sobre algo nessa proposta emancipatória do compartilhar parceiros - tudo muito limpo, travestido de uma nova moralidade. Portanto, cuidado, se você acha alguém bastante moralista, atente-se para não estarem disputando a moral da vez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, o ponto não é esse. Discussões acadêmicas devem ser feitas apenas entre os especialistas. Vou deixar isso para as solidárias feministas que se lamentam todas de serem mulheres... ou de quererem queimar o sutien em praça pública... Ora essa, por favor! "Estou farta do lirismo comedido" repito o Bandeira... Mas deixemos de fato que os textos falem somente a quem os interessa. Sempre esqueço que as pessoas escolhem o que ler - e como ler. Há outros que se interessam apenas em justificar. Para o sim e para o não. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico pensando - e sentindo - muito mais esse clamor da necessidade de sentir. Por que, afinal, a gente quer que o outro sinta EXATAMENTE o que a gente sente? Ou entenda como isso deve ser sentido, doído. Fico aqui me lembrando dos clamores de solidariedade da "dificuldade de sentir" que se manifestam na falta de compreensão do outro, da dor, do dimensionar, de se colocar no lugar do outro, de falar, de dizer a verdade. E ainda, de colocar na mesa o que se entende por verdade. Talvez o agente Mulder esteja certo... a verdade está lá fora, em algum lugar absolutamente inatingível pra nossa completa - plena - falta de solidariedade com o outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei me lembrando das frases de todos os meus amigos - homens, supostamente machistas, mas nem sempre! - sobre as mulheres. Ora, as relações de gênero são mais complexificadas do que se pensa. Talvez a culpa - se é que existe - seja do próprio Foucault em anunciar ao ocidente que o que ele melhor sabe é discutir, sem resolver porra nenhuma. Transformar o sentir, o querer, em discurso arruinou completamente a nossa possibilidade de negociação. Aos meus amigos machistas - assumidos - devo dizer que conforta saber o lugar de onde se fala... facilita alguns entendimentos sobre a condição - estranha? - da amiga de vocês. Aos machistas - não assumidos - hmmm... talvez vocês devessem ler - já que apreciam a leitura e a discursividade dela - um pouco mais sobre o que se entende sobre feminismo, mulheres, etc. Essas "coisas" muitas vezes chamadas de "rótulos acadêmicos". (Acabo de me lembrar da Princesa Leia dizendo ao Han Solo, supostamente uma assumidade nas mulheres, "você não entende nada de mulheres") Às feministas: cuidado para não acharem que vocês são paranóicas (no sentido clínico!), lésbicas, ou ainda que odeiam homens já que são mal comidas. Pãtz... Às não-feministas: cuidado para não serem chamadas de moralistas, ingênuas, permissivas, submissas, silenciosas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos perdidos... por favor, cuidem para não deixarem o sentir discursar demais. Outro cuidado: ao lerem, cuidem para quem vão falar de suas "descobertas" sentidas ou observadas. Viver tem um que de antropológico. O duro é que a tensão sujeito-objeto parte em mil pedaços essa coisa nossa - academicamente falando - chamada indivíduo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje me perguntaram se eu era juíza, advogado, vítima. Eu me pergunto depois se sou feminista - nessa pobreza dada do termo - ou machista (Lê-se moralista). E me lembro do Ney Matogrosso, do meu tio, dos meus amigos gays assumidos e não assumidos. Das amigas bem e mal comidas. Dos casais que eu sempre escuto terem problema de relacionamento, que insistem em ficar casados reclamando nas festas dos seus casamentos. Me lembro do Juliano rindo de mim porque eu "adoro discutir a relação", me lembro dos  namoricos do colégio, das paqueras. Me lembro dos meus pais. Dos meus sogros. E me dou conta que qualquer coisa que eu diga agora, depois, pra quem for, será apenas, e só, somente isso, o meu partucularíssimo ponto de vista. Assim como os outros milhares de pontos espalhados nessas relações, olhares, sentires, que talvez não formem retas, planos. Não formem porra nenhuma na teoria do caos, dos jogos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ea talvez, bem possivelmente, o que me reste nesse desabafo "feminista", revoltado com a minha "condição feminina" - que pena isso... - seja apenas a leitura dos textos e as boas cervejadas com os amigos (nada) machistas... e o final eu publico quando a tese de viver terminar. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-2540328310180881148?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/2540328310180881148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=2540328310180881148&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/2540328310180881148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/2540328310180881148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/04/h-uma-revolta-na-sua-condio-feminina.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-1094026042548360323</id><published>2008-04-01T07:42:00.004-03:00</published><updated>2008-04-01T07:50:11.948-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Há um mistério no convívio da dor com o amor. Uma coisa aguda aqui dentro que, ao invés de me jogar pra dentro, me atira pra fora. Pra ele. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Passei o domingo cozinhando coisas aqui dentro. Pura fermentação de talvez, se, quem sabe... Num passeio pelo bairro e pela feira, depois de tirar fotos, falar, chorar, explicar, entender, perdoar. Finalmente, se lançar. Ontem dizia para uma amiga que eu não conseguia entender essas sutilezas de um e de outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei em casa depois da maratona trivial da 2a. feira. Conversamos. Matamos o restinho do vinho que tínhamos aqui. Silenciamos. E de repente algumas coisas se derretiam nos carinhos, nos olhares e nessas conversas de fim de dia. Meio "o que você fez de bom hoje?" e tal. Descomprimissados com a dor, com o aperto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que é isso que o Nosso tem de mais mágico. Essa capacidade alquímica de nos devolver o que mais amamos um no outro. O tempo todo. Mesmo que atrasando as nossas (infantis) expectativas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mistério, me devolvo...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-1094026042548360323?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/1094026042548360323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=1094026042548360323&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/1094026042548360323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/1094026042548360323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/04/h-um-mistrio-no-convvico-da-dor-com-o.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-9132428616771148114</id><published>2008-03-29T21:10:00.002-03:00</published><updated>2008-03-29T21:22:28.271-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Esperar. esperar... fico aqui cutucando a minha impaciência em esperar. Acho que não aprendi esse vocábulo na escola. Curioso como a vida me trouxe de presente isso aqui...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou aqui rascunhando as coisas e acho que pela primeira vez consegui me ver pelos olhos do outro. Vejo ele aqui entupido de papéis e tentando resolver coisas e falando e pedindo e chamando, e solicitando e me tirando do eixo... Uma das minhas habilidades consiste em fazer diversas coisas ao mesmo tempo agora. Ler, ouvir música, falar ao telefone, conversar com as pessoas e ainda rabiscar umas letras soltas. Impacto para quem exige concentração e reclama da dificuldade de. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico pensando em como registraria essas coisas sublimes do cotidiano. Ficam mágicas soltas no percurso louco da vida. Fazem tanto sentido aqui dentro. E sempre me pergunto se um dia eu teria a capacidade de fazer as pessoas entenderem essas epifanias do Nosso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele fala sozinho, habitualmente. Na prática não. Eu sempre escuto, fico atenta. E de vez em quando respondo. Mas aí sou alertada do quanto eu desconcentro, interrompo. Chatices à parte fico aqui agora rindo por dentro prestando atenção nessa coisa dele toda contraditória. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo ele falar comigo - da mania de me ensinar, instruir, exigir, explicar. Às vezes parece que eu tenho 5 anos. E quando meu feminismo reclama me lembro dessa mania dele de amar. E de cuidar. Engraçado como as pessoas tem seus códigos particulares pra fazer isso. E se atrevem ainda a dizer ao outro "você precisa se colocar no meu lugar e me entender, me dar crédito"... talvez eu tenha feito o mesmo... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nessas contradições mais infantis, de implicar, aplicar, silenciar, angustiar, sem esperar, cutucar as mesmas feridinhas aqui e ali, há essas epifanias na esquina. Hoje, ontem. De repente amanhã tem outra. E eu fico muitas vezes me fazendo de difícil pra ver ele se aproximar de novo, mais, mais, mais, mais. E mesmo com outras partes minhas em frangalhos, olho pra isso e me delicio com esse amor todo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resto, é só esperar...&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-9132428616771148114?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/9132428616771148114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=9132428616771148114&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/9132428616771148114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/9132428616771148114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/03/esperar.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-5876932993640826653</id><published>2008-03-28T10:49:00.002-03:00</published><updated>2008-03-28T11:06:27.181-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Fiquei saboreando o sol agora na janela. Estou aqui, hoje com o dia brilhando, e mais, talvez de dentro pra fora...&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Ontem eu saí e voltei tarde. Antes, me atropelei na escada de casa quase fugida de mim mesma... e dei de cara com ele. acordei hoje cedo com essa sensação estranha de me querer mais e longe e perto... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado como a gente se humaniza. Ontem conversando com uma amiga me perguntava se eu era a mejera (não domada) que só via o lado ruim das coisas, paranóica, crica, moralista. Falo isso porque, por alguns momentos, confesso, quase acreditei no retrato da Srta T Gray que faziam de mim. Chorei os tubos... Quase aceitar isso me provocou uma catarse de pensamentos sentidos aqui no fundo. Tentei... olhei bem pra mim ontem. Não vi essa mulher. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a gente se humaniza. Voltei pra casa e depois de desaguar mais um pouco comecei a pensar nas coisas que tenho estudado. Imaginei se todos os teóricos da antropologia, os pós-modernos, viveram essas alteridades na pele, numa pesquisa de campo mais afundada e egocentrada. Se as teorias de Mauss e Dumond sobre o indivíduo permitiam esses mergulhos no sentir, no latejar. Fiquei pensando nas teorias de gênero, nas discussões feministas, nos debates políticos, legais, sobre casamento, divórcio, aborto, maternidade. Escutei as mulheres ao meu redor falando. Enfim... adormeci no sofá sem continuar prestando atenção na conversa à lá Nash que levava...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei cedíssimo, com as pontinhas de sol pipocando na cortina do quarto, dançando esse ventinho gostoso da manhã. Fiquei olhando pra ela, sem sono. Olhei pro lado e vi tanta história nessa cama. Nossa. Dele. Minha. Fiquei ali acompanhando ele respirar, dormindinho ainda, me puxando pra perto, murmurando qualquer coisa em qualquer língua, num dialeto que só eu entendo. E essa dor toda no peito parecia balançar aqui dentro. Nem sabia mais onde doía - espalhou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou aqui tentando me deixar no sol. Fico agradecendo silenciosamente pelos amigos. A Lúcia e a Marcia, definitivamente são as minhas irmãs mais velhas. Essas mulheres que me mostram mais de mim. Me revelam essas sutilezas das múltiplas - e parciais - alteridades. Outro abraço, um suco de maracujá pra acalmar esse aperto. E uma soneca ao lado da cortina, que me leva pra lá e pra cá.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-5876932993640826653?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/5876932993640826653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=5876932993640826653&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/5876932993640826653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/5876932993640826653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/03/fiquei-saboreando-o-sol-agora-na-janela.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-8217074225984016121</id><published>2008-03-27T02:04:00.002-03:00</published><updated>2008-03-27T02:09:19.382-03:00</updated><title type='text'>o bolero de ravel</title><content type='html'>termino a noite escutando essa música e observando solenidades onde não há... me perguntando porque eu gosto tanto de ritualizar a vida. Pior, achando que as pessoas tem os mesmos ritos que eu. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;e de resto. resta pouco aqui pra continuar a dizer. Nem trilha sonora do dia, da noite. Nem meus ritos de início e fim. Estou no meio. Mas não sei do que. Nem sei que meio é esse para se viver assim. E se ficar dividida entre o sentir e o pensar ou entre a negação desses dois for outro rito de passagem para além de mim. Para passar além da dor, fico. Não sei mais. Não consigo mais. Não quero ir além desse mais. é demais aqui... fico. bebo. espero. observo. e silencio...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-8217074225984016121?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/8217074225984016121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=8217074225984016121&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/8217074225984016121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/8217074225984016121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/03/o-bolero-de-ravel.html' title='o bolero de ravel'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-4393976563598693963</id><published>2008-03-27T01:35:00.004-03:00</published><updated>2008-03-27T02:00:43.934-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Fiquei sem tempo pra escrever pra mim... Meus emails tem sido curtos. Vagos. Vazios daquilo que eu mais gosto em mim... deixei na bagagem?&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;É curioso como o silêncio traz outras coisas aqui pra dentro. Recoloca. Desde que roubaram meu rádio do carro há quase um mês eu perdi aquelas pequenas epifanias do caminho. Da música tocando na hora 11 ou 22 alguma coisa. As árvores ficaram ali, no mesmo lugar. As folhas do outono apareceram ainda timidamente. Tudo é igual ali. Menos o som. E fico me perguntando se eu perdi mais alguma coisa nesse fim de musicalidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho conversado mais comigo. Uma dessas conversas que se tem com irmão mais velho. Escuto - o peito também... - e deixo a razão semi-iluminada-enciclopedista-pré-napoleônica ditar as regras das decisões finais. No dia em que saí da escola chateada um sujeito que vende flores no farol que sempre me cumprimenta me ofereceu uma de graça. Era uma rosa amarela. Fiquei pensando como eu ia aceitar ou não essa epifania. Ganhei chocolates aos montes dos meus alunos e, apesar de todo incômodo da Páscoa com as suas formalidades religiosas e blablabla (que minha vó não me leia!) quase hipócritas (Jesus, Moisés e tal estão, certamente, em outra!) fui sensibilizada por um sentimento de renovação de mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito de outro modo. Vivo minha quaresma sentenciosa e na quietude desses barulhos de mim. Nem sei bem quando ela começou. E nem sei de que modo - e se mesmo ela pode - terminar. Há dias estou chocolatando coisas em mim. Estranhamente já sei qual parte minha foi cumprir rituais de auto-punição e redenção. Nada públicos, acreditem. O mais surpreendente foi o estranhamento da parte que ficou. Ah! sim! Por favor nada de tapinha nas costas com um gesto de quase-coitadinha-da-sensível-imatura... nem me dizer das estranhas-coincidências-dessa-vida-estranha... como por exemplo tocar toda essas músicas na hora em que escrevo sobre isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais estranho dessas feridas de mim é que quanto mais eu quero me esconder mais eu me exponho. Honestamente, não creio que há qualquer bravura nisso. Ao contrário. Sendo fraca, me enfraqueço. Daí todas as minhas promessas de whisky-blog-chocolate de não ser mais assim. De enterrar naquele sepulcro de pedra essa vergonha de si. De mim. Esse meu cansaço...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Fernando Pessoa já dizia tudo isso... Nem sei porque insisti em provar que a sua desilusão é apenas literária. Não há nada de literário em sentir desse jeito. Muito menos de temer o tanto que se sente. Mais ainda... não dá para (d)escrever essa tentativa de se pascoalizar... O céu ainda não escureceu. As feridas ainda estão abertas e nenhum sinal de clemência de ninguém ao redor. Sequer os ladrões. devem ter sido roubados de si mesmos... ou de mim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-4393976563598693963?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/4393976563598693963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=4393976563598693963&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/4393976563598693963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/4393976563598693963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/03/fiquei-sem-tempo-pra-escrever-pra-mim.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-4203444322866059775</id><published>2008-03-27T01:14:00.002-03:00</published><updated>2008-03-27T01:35:21.792-03:00</updated><title type='text'>Paris ... em 2 dias...</title><content type='html'>Estou aqui tarde tomando meu trago, para desgosto de alguns. Acordo cedo amanhã mas a lembrança do chopp há duas semanas com o Fabio me ajudarão mais a dormir do que as minhocas tomando whisky...&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;A dor insiste. Toma conta desse seu pedaço de carne em movimento chamado coração. Minhas promessas de não sentir. Não chorar. Não desistir. Nem deixar. Isso tudo passa turbilhonando a cabeça num golpe duro de dentro pra fora. Voltei dirigindo do cinema ensurdecendo essasm conversas dentro de mim. Há muitos nomes para essa dor: moralismo, paranóia, minhocas e outros nomes menos complicados espalhados nas prateleiras dos nossos desafios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho pra mim mesma naquele espelho turvo. E pela primeira vez vi outra imagem. Em Paris. Uma outra personagem. Dias atrás eu conversava com a Estelinha sobre personagens ... me dei conta de que o meu parece ser mais detestável do que o dela. Fico aqui rodeando o copo. Olhando as coisas em volta da minha almofada. Meu espaço contruído de dentro pra fora quase invadindo territórios proibidos. Há portas de armários nesse quarto que me trazem mais dor. Outras que me tiram daqui e me levam embora de mim. E as gavetas...Meu personagem foi construído nesse quarto. Durante alguns dias de leituras subversivas. Que me custam até hoje...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda há quem diga que há construção aqui... e me perco nesses escombros de mim. deixados de lado por esse sentir que sufoca. E depois me joga. Que quebra um confiar no outro, na vida. Em si. E me sinto só... como se quisesse andar pelas ruas daquela cidade e ver a imagem de mim e dessa personagem neurótica, que não relaxa, que se exige, que se machuca, dançando no dia da música, acompanhada de seu personagem favorito. O amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho de novo para as portas dos armários. Me lembro de pequena quando, para dormir, fechava todas as portas dos guarda-roupas para o Monstro do Armário não me pegar. Engraçado como algumas fantasias ainda me assombram. E pior. Me pegaram. Desavisada. Ensimesmada. Só que hoje eu prometo não chorar mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei com saudade da Márcia, da Lúcia da escola, apesar da gente se ver todo dia. Senti falta do Vinícius. Max. Do Jedi - e de todas as risadas que ele traz. Do Pico, do meu afilhado... do Rogério. Do chopp com o Fábio que me mostrou essa personagem ali de Paris, do outro lado, bem diferente. Pensei muito nos meus irmãos. Em alguns alunos - e evidentemente no meu pai - que me subtraíam dessas personas de dentro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De mim? Nem sei do que sentir falta aqui. Nem sei se há do que ter saudade. Me vejo caminhando ali longe. De costas... Fico pensando qual outro filme vai me trazer de volta. E me deixar de lembrança essa suavidade no peito. Enquanto isso eu fico aqui. Esperando a luz acender para eu poder ir...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-4203444322866059775?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/4203444322866059775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=4203444322866059775&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/4203444322866059775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/4203444322866059775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/03/paris-em-2-dias.html' title='Paris ... em 2 dias...'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-3257984114154271483</id><published>2008-03-04T09:41:00.002-03:00</published><updated>2008-03-04T09:54:00.536-03:00</updated><title type='text'>fronteiras</title><content type='html'>Há um mistério na fronteira do sonho com o real... quando ele transpõe essa fronteira e atinge você naquilo que tem de mais caro. Mais seu. &lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Quero silenciar esses sonhos de lá. Que me mostram quem já foi e o que fez. E que ainda me fere na alma. Me trespassa com aquela indiferença que sabe fazer tão bem. E que usa tão bem aquelas que passaram pela sua vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero deixar isso sair de mim. Esquecer e dormir um sono sem medo. Sem dor. Sem imagens , sem atos que doem. Que matam a gente por dentro. Quero silenciar esse grito e essa revolta aqui dentro. Quero matar isso antes que me corroa e me deixe só. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um lodo escuro que enoja, que distancia... que me cega e me afasta. E me faz mergulhar num sentir tão apertado. Vontade de sair por aí... libertando esse ar contaminante que me deixa respirando esse aperto. Essa dor. Esse amargo de não aceitar e não perdoar. Não entender. E me sentir tão mais só. Em mim. No meu pedestal - dizem - que abandona o coração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vontade de sair de barco e apagar cadernos e cadernos de mágoa... fazendo barquinhos pro mar. E deixar. Sem levar. E calar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ir pra dentro das fronteiras de mim sem deixar que a fúria dessa incerteza de sonhos e medos e pavor me tome. Quero ficar aqui, quietinha sem essa dor na alma. Apagar a memória de ver, de saber, sentir, ouvir... de duvidar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me esquecer nessas fronteiras de mim. Sem dono. Sem espaço e limite. Sem dor e lembrança. Na fantasia de poder continuar querendo. E viver isso sem temer o que não se sabe e fugir do que já se soube. E como dizer disso tudo sem revirar-me em dor? Em  incompreensão e revolta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixando de sonhar. E talvez nunca mais dormir. Perdendo a inocência colhida nos filmes de Hollywood, com beijo e trilha sonora. E ver que a luz do cinema não se acenda mais. E que esse filme seja longo, sem intervalos. Só a espera... E o silêncio da sala daqui de dentro se esvaziando... sem mais eu mesma pra me deixar doer... Cansaço...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-3257984114154271483?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/3257984114154271483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=3257984114154271483&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/3257984114154271483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/3257984114154271483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/03/fronteiras.html' title='fronteiras'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-8507883939243323199</id><published>2008-02-22T10:52:00.002-03:00</published><updated>2008-02-22T11:33:04.050-03:00</updated><title type='text'>2 e 2 são 3</title><content type='html'>Ontem quase meia noite e eu saía na pressa de chegar em casa ou ligar ao menos antes da virada do dia. Depois de uma janta à lá egípcia com as definições das leituras e caminhos do mestrado me dei conta que outros caminhos precisavam ser revividos na minha vida. Eu adoro celebrações. De todo tipo. Pequenos rituais que nos lembram que estamos além do trivial, do comum. E que nos fazem sentir especiais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22 de fevereiro. 2005. Eram 6 meses juntos quando esse anelzinho dourado veio parar no meu dedo pra me lembrar que essas alianças só podem existir de verdade no espírito. Nem na mente. Nela não cabe.  Me lembro bem do dia. Do dia anterior e do seguinte... Lembro do nervoso e do pré-combinado do Juliano com o povo lá de casa. Lembro bem da minha cara de paisagem quando ouvi o pedido, que era tão de dentro daquele coração. E do meu sim. Tão cheio de certezas também...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro do filme todo, da sequência de imagens, dos sons, das texturas e gestos. O que eu não podia prever naquele dia era o mundo de descobertas de mim e do Nosso que estavam por vir... Definitivamente não. Engraçado como o baile de máscaras terminou em mim aos poucos pra dar lugar a uma valsa lentinha no meu coração. Apaixonada e num salão gigante. Só com a gente dançando. A orquestra afastada, pra deixar a gente se fungar e dar uns beijinhos marotos um no outro... e as cortinas balançando com o vento... Demorado. Eterno. Só da gente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia o Juliano me perguntou - daquele jetinho dele - se eu expunha a nossa intimidade aqui. Demorei pra responder. Quase tive medo que sim. Mas mais que isso. Hoje, não sei ser a Thais sem ele na minha vida... Por certo que isso parece piegas... Não me importa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje o dia 22 de todo mês como todos os minutos 22, e horas, e toda sorte de coisas curiosas e - minimamente - misteriosas com esse número me dá a sensação de completude. Aqueles lembretes que o coração manda pra cabeça numa folha de postit enorme e brilhante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu escrevo sobre nós? Me pergunto hoje o que há de só meu. Semana passada, saindo de um casamento de amigos eu comentava sobre o papo da "comunhão parcial de bens"... Fiquei pensando sobre como era ritualizar uma união parcial. Não entendia. Lembro que  no meio da explicação que ele me dava (aliás, ele adora explicar coisas pra mim... ) parou no trânsito, me olhou e riu. "O amor não pode ser pela metade né?". Isso. E por mais que outros tentem me convencer sobre as garantias da modernidade, sobre as incertezas do amanhã sobre o amor, o outro e tal... a cada dia, em mim, por mais que existam as incertezas do passado, eu não sei viver um amor parcelados, sem juros, correção, inflação, crises no câmbio, risco de sobretaxa e etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu disse isso a ele um dia antes da gente começar a namorar. Que eu não queria ser metade de mim com ele. Só que nunca imaginei a profundidade dessa - quase profética - sentença. A outra metade nem sempre é legal, compreensiva. Nem sempre perdoa. Minhoca. Discute. Implica. Cutuca. E é tão humana. Tão incerta. Tão em si. Cheia de medos. Fiquei pensando se isso não é comunhão total de bens, de más, de todas as coisas que de fato são minhas... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez o Geraldo me disse que a gente ganhava o pacote no casamento... é verdade... E que as coisas que saem dali podem ser surpreendentes. Ou muito previséveis. Tudo o que tenho aprendido nesses anos - quase 4 - juntos é que quanto mais eu me quero mais tenho que dar de mim. E tenho ganhado tantos presentes desse amor. Que fazem dor, luz, amar, crescer. E querer. Continuar. Deixar. Esperar. Sem saber. Sem querer. Dar. Receber. Fechar os olhos e ter a certeza de que tudo o de incerto e misterioso e belo ainda estão por vir. Tão certo como 2 e 2 são 3...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-8507883939243323199?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/8507883939243323199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=8507883939243323199&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/8507883939243323199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/8507883939243323199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/02/2-e-2-so-3.html' title='2 e 2 são 3'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-5037187444975754655</id><published>2008-02-20T09:31:00.004-03:00</published><updated>2008-02-20T10:05:17.701-03:00</updated><title type='text'>o castelo além-mar</title><content type='html'>Eu vi a menina do barquinho na semana passada. Tive a sensação, ao olhar pra ela ainda longe que as coisas estavam mal. Ela chorava na beira da praia. Compulsivamente. O barquinho tida ido embora. Pra longe dela. E as pessoas que ela tinha visto embarcar pareciam ter se afogado naquele choro interminável...&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Ela me contou - virada de costas pra mim, cheia de timidez e vergonha do choro - que tinha visto e ouvido coisas muito tristes. Falou de um sonho de atravessar o oceano que tinha sido quase naufragado. Tinham dito coisas feias pra ela. Desse tipo de coisas que as pessoas inseguras dizem pra se defender, sabe? Acontece que com toda aquela sensibilidade ela tinha dado tanta importância pra isso... Me disse que depois de fazer a mala e separar um lenço vermelho bonito pra se despedir na hora da viagem... me contou que esperava muito - e há muito tempo - a hora de ir, de deixar as coisas todas pra trás e seguir um rumo que nem ela sabia direito qual era. Novos ares, novas gentes, paisagens e cheiros. Estava quase sorrindo quando falava desse momento de partida. Mas daí a pequena desabou em si de novo. Contou pra mim que não achavam que ela tinha condições de fazer aquilo. Mais ainda... que ela precisava parar de chorar e ficar se fazendo de coitadinha, afinal a vida era difícil mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tinha a menor idéia do que dizer pra ela. Peguei os seus dedinhos amarrados em si e pedi pra ela desenhar na areia. Ela me contou de um outro dia em que ela fazia um castelo bacana na areia. Nada sofisticado. Um castelinho que cabia muitas pessoas nobres, reis, rainhas, princesas e príncipes encantados. As pessoas eram bem felizes ali no castelo, tinha festa todo o dia e ela gostava de dançar ao som da música que os instrumentos brincavam. Perguntei onde ficava esse castelo. Ela me respondeu que era ali bem pertinho do porto de onde os barcos partiam pro outro lado do Oceano. Mas ela também não tinha estado lá de verdade. Só ouvia a música e ouvia as pessoas que chegavam de lá contando como era legal e bonita aquela festa. Ela sempre quis participar e receber um convite de honra do rei pra poder valsar e brincar como todos aqueles que retornavam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aí que ela contou que não queriam que ela fosse também pra lá. Ou se queriam, não fizeram muita coisa pra que ela pudesse participar. Sabe como é... as pessoas até querem que vocÊ faça as coisas, querem te ver feliz. Mas parece que essa felicidade é um castelo tão suntuoso que dá mais trabalho ainda de ir visitar. No caso da menina não. Ela repetidamente me dizia que o castelo que ela sonhava - de tanto ouvir falar - era grande, mas as paredes eram feitas de pedrinhas de riso. Isso mesmo. O chão era pintado com carinho e amizade e não existia teto. Nem porta. Cabia todo mundo ali. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse que um moço explicou a ela todas as dificuldades de visitar o castelo e fazer parte da festa. Ele disse tantas coisas que ela desanimou. Chorava dizendo que o castelo estava se perdendo em caminhos os quais os mapas e as cartas náuticas antigas não mostravam... Esse rapaz ainda fez toda uma projeção de gastos sobre a viagem dela até lá. Parecia tão difícil. Um dia, quando ela estava fazendo esse castelo na areia e seguindo todas as instruções mentais que o moço tinha dado - quase como fazendo contade cabeça em voz alta -  veio uma onda muito forte e dele sobrou uma torre de observação quase desmoronada... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela me disse que não queria mais falar disso com ninguém. Que o castelo parecia ficar mais longe e ela mais distante ainda das pessoas legais que frequentavam aquelas festas alegres e coloridas. Perguntei se ela tinha desistido. Ela disse que por enquanto ela só conseguia chorar. Se sentia sozinha porque as pessoas não entendiam como ela ia chegar ao castelo desse jeito. Desse jeito dela. E diziam coisas comuns do tipo "vai dar certo", ou ainda "não se preocupe que se não for agora, vai ser depois". Essas frases vazias de quem não sabe como acolher um coraçãozinho apertado. Foi bom ela ter dito porque eu quase disse a primeira frase... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado que nessa hora ela me olhou nos olhos. Deu uma risadinha de canto de boca. Apareceram duas covinhas perto dos lábios... Ela era tão bonitinha! Fiquei sem graça com aquela espontaneidade. Eu sempre gostava de conversar com ela justamente por isso. Ela me dizia coisas que eu gostava de aprender e sentir. Levava pra casa no peito por semanas...&lt;br /&gt;Silenciei. Era pôr-do-sol naquele mar azul-prata-esverdeado-que-nem-os-olhos-chorões-dela... Segurei a mãozinha pequena, cheia de areia nos dedos. Passavam umas pessoas apressadas na beira do mar. A gente ouvia os sons dos passarinhos e os roncos de outros barquinhos que deportavam dali. Perguntei se ela estava melhor. "Você sabe de alguém que possa falar com o meu coração?" Travei... E ficamos ali nos olhando mais um pouquinho até o sol baixar de vez e a lua surgir no outro canto do céu. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31421168-5037187444975754655?l=umemailpramim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/5037187444975754655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31421168&amp;postID=5037187444975754655&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/5037187444975754655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/5037187444975754655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2008/02/o-castelo-alm-mar.html' title='o castelo além-mar'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
