terça-feira, agosto 28, 2007

conectando

Ontem cheguei em casa meio moída. Depois de passar numa maratona de aulas e pedalações voltei com o rádio ligado na cultura... paz. vim chorando quietinha dentro de mim. Sentia tantas coisas que não sei explicar. Querendo dizer. Passei rápido no supermercado e quando voltei para casa eis que me abre a porta o Juliano... com um sorriso de meninão (essa parte do meninão é certamente uma das que eu gosto muito!) e com as mãozinhas pra trás trazia o seu primeiro livro.

Vi aquela peça de papel meio sem acreditar... Tantos meses juntos acompanhando. Esforço, minhocação, terapia, concentração, insônias... E mais que isso eu vinha apreciando esse sabor da demora, da conquista passo a passo dele. Admirada.

E caí em choro gostoso depois de ler a dedicatória. Tem tantas coisas ali nela que os leitores mal saberiam entender. Uma coisa tão do Nosso. Nem mesmo eu saberia (acho que nem desejaria isso...) explicar. Tem coisas que não se explica, se sente. E eu fiquei ali nos braços dele, sentindo essa expansão do corpo. Do peito pra fora de mim! Que medo! Mas como é bom cair em queda livre. E fui... devagar. Lendo as páginas que vi montarem-se devagar, demorar. Tão bonito. Ver a pessoa que a gente ama conquistando os terrenos é maravilhoso, sobretudo quando ela te estende a mão pra você ocupar esse lugar com ela.

Juntamente com esse livro, pouquíssimos sabem... há tanto aprendizado interior, amaduderecer, amar, crescer, querer, sentir e doer. Chorar, rir, comemorar, tomar pilequinhos, celebrar, não dormir, acordar, festejar. Esperar. Acontecer. Devagar. Descobrir-se. E conectar-se... no mais íntimo do ser. Só pro outro ver. E sentir com você.

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